|
Por Marta Teixeira
O desfalque da ala Micaela é garantido na seleção
brasileira feminina de basquete para os Jogos Olímpicos
de Atenas, em agosto. Com o rompimento do tendão
de Aquiles do pé direito, a recuperação
completa da atleta deverá levar, pelo menos,
quatro meses. Sem a substituta direta de Janeth, o técnico
Antonio Carlos Barbosa tem duas opções
para a vaga: a veterana Leila (29 anos) e a novata Silvia
Cristina (22).
| Foto Gazeta Press |
 |
No caso da Micaela quem vai dar a palavra final
é o médico (dr. César de Oliveira).
Mas a questão já está um pouco
clara, foi caso de operação. Eles mandaram
o laudo e ela não está autorizada nem
a viajar (a jogadora continua na Itália, onde
se contundiu), diz Barbosa. Você tem
que estar sempre preparado para o pior.
Mesmo não sendo titular da equipe, a perda de
Micaela causa um problema estratégico considerável
no grupo. "Ela seria a jogadora de revezamento
com Janeth. Sempre foi um revezamento difícil
esse, um que permitisse tirar a Janeth sem comprometer
muito o nível", lamenta o treinador.
Principal jogadora da equipe, a ala de 35 anos é
sempre a mais visada pelas seleções adversárias
e contar com uma substituta que segure o ritmo é
fundamental para a seleção, que investe
pesado em velocidade e atuação em grupo.
Apesar de complicar a preparação idealizada
pela comissão técnica, o treinador acha
que será possível encontrar uma boa alternativa
para resolver a situação. Não
é nada que não seja contornável.
Temos tempo, dois meses, para preparar outra para a
posição. É mais complicado quando
você perde uma jogadora em cima da competição,
como na China, destaca, referindo-se ao Mundial
de 2002, quando a própria Micaela machucou o
tornozelo no último treino antes da estréia.
Dias depois, foi a vez de Helen lesionar-se e ficar
fora das partidas.
Sem atleta para revezar com Janeth e com outra de suas
principais pontuadoras fora de ação, a
seleção teve problemas extras no confronto
contra equipes que, em situação normal,
não seriam grande ameaça. Com duas derrotas
por um ponto, contra Coréia do Sul (71 a 70)
e China (81 a 80), o Brasil acabou na disputa pela sétima
colocação no torneio, que havia vencido
em 1994. Na edição anterior, 98, a seleção
ficou em quarto.
Para Barbosa, Leila e Silvinha chegam como candidatas
à vaga em boas condições. A
Silvinha já estava sendo muito forte nas seleções
(ela integra equipes nacionais desde a categoria cadete,
sempre como titular) e este ano alcançou um nível
muito bom. Foi uma das jogadoras mais regulares e nos
últimos dois, três anos tem sido importante
na equipe adulta de Americana.
Leila, que também pode ser improvisada na posição
3, era uma atleta com a qual Barbosa sempre quis contar
para Atenas. No ano passado, quando a convocou depois
de quatro anos longe das quadras por causa de uma lesão
no joelho, ele deixou claro que apostava em sua completa
recuperação para as Olimpíadas.
Acho que ela foi de extrema utilidade, principalmente
no Pré-Olímpico. É uma jogadora
versátil e excepcional, elogia o treinador.
O técnico não fala em vantagem para nenhuma
das candidatas, mas as duas entram na briga determinadas
a continuar no grupo que irá a Atenas.
|