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01/06/2004

Montagem  sobre fotos

Sem Micaela, Leila e Silvinha disputam posição
Sem Micaela, Leila e Silvinha disputam posição
Candidatas à vaga dividem o mesmo teto
Leila volta decidida a ficar
Companheiras lamentam falta de sorte de Kae

Por Marta Teixeira

O desfalque da ala Micaela é garantido na seleção brasileira feminina de basquete para os Jogos Olímpicos de Atenas, em agosto. Com o rompimento do tendão de Aquiles do pé direito, a recuperação completa da atleta deverá levar, pelo menos, quatro meses. Sem a substituta direta de Janeth, o técnico Antonio Carlos Barbosa tem duas opções para a vaga: a veterana Leila (29 anos) e a novata Silvia Cristina (22).

Foto Gazeta Press

“No caso da Micaela quem vai dar a palavra final é o médico (dr. César de Oliveira). Mas a questão já está um pouco clara, foi caso de operação. Eles mandaram o laudo e ela não está autorizada nem a viajar (a jogadora continua na Itália, onde se contundiu)”, diz Barbosa. “Você tem que estar sempre preparado para o pior”.

Mesmo não sendo titular da equipe, a perda de Micaela causa um problema estratégico considerável no grupo. "Ela seria a jogadora de revezamento com Janeth. Sempre foi um revezamento difícil esse, um que permitisse tirar a Janeth sem comprometer muito o nível", lamenta o treinador.

Principal jogadora da equipe, a ala de 35 anos é sempre a mais visada pelas seleções adversárias e contar com uma substituta que segure o ritmo é fundamental para a seleção, que investe pesado em velocidade e atuação em grupo.

Apesar de complicar a preparação idealizada pela comissão técnica, o treinador acha que será possível encontrar uma boa alternativa para resolver a situação. “Não é nada que não seja contornável. Temos tempo, dois meses, para preparar outra para a posição. É mais complicado quando você perde uma jogadora em cima da competição, como na China”, destaca, referindo-se ao Mundial de 2002, quando a própria Micaela machucou o tornozelo no último treino antes da estréia. Dias depois, foi a vez de Helen lesionar-se e ficar fora das partidas.

Sem atleta para revezar com Janeth e com outra de suas principais pontuadoras fora de ação, a seleção teve problemas extras no confronto contra equipes que, em situação normal, não seriam grande ameaça. Com duas derrotas por um ponto, contra Coréia do Sul (71 a 70) e China (81 a 80), o Brasil acabou na disputa pela sétima colocação no torneio, que havia vencido em 1994. Na edição anterior, 98, a seleção ficou em quarto.

Para Barbosa, Leila e Silvinha chegam como candidatas à vaga em boas condições. “A Silvinha já estava sendo muito forte nas seleções (ela integra equipes nacionais desde a categoria cadete, sempre como titular) e este ano alcançou um nível muito bom. Foi uma das jogadoras mais regulares e nos últimos dois, três anos tem sido importante na equipe adulta de Americana”.

Leila, que também pode ser improvisada na posição 3, era uma atleta com a qual Barbosa sempre quis contar para Atenas. No ano passado, quando a convocou depois de quatro anos longe das quadras por causa de uma lesão no joelho, ele deixou claro que apostava em sua completa recuperação para as Olimpíadas. “Acho que ela foi de extrema utilidade, principalmente no Pré-Olímpico. É uma jogadora versátil e excepcional”, elogia o treinador.

O técnico não fala em vantagem para nenhuma das candidatas, mas as duas entram na briga determinadas a continuar no grupo que irá a Atenas.

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