|
Por Marta Teixeira
São Paulo (SP) - A seleção brasileira feminina
de basquete desembarcou no Brasil, nesta segunda-feira, em
Guarulhos, triste por não haver conseguido uma medalha, mas
já com a cabeça em novos objetivos. Quarta colocada nos Jogos
Olímpicos de Atenas, a equipe volta suas atenções para o Mundial
de 2006, que será disputado no Brasil.
"A gente tem que começar a pensar nisso agora, sim. Na próxima
semana, vamos ter uma reunião com o Grego (presidente da Confederação
Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis) para definir uma
programação já a partir de 2005", destaca o treinador da equipe
feminina, Antônio Carlos Barbosa.
Segundo ele, algumas confederações internacionais já estão
sendo contactadas para programar amistosos. "Também vamos
ter a Copa América", lembra.
| Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press |
 |
Na preparação, Barbosa (foto)
pretende adotar a fórmula utilizada antes das Olimpíadas. "A
fórmula vai ser essa mesmo, porque foi muito boa", analisa,
recebendo o respaldo da ala/armadora Helen. "Quanto a isso não
tem nada para mudar. Se não fosse por essa preparação talvez
nem tivéssemos ficado entre as quatro melhores".
Para o sucesso da programação
para o Mundial, a Confederação está apostando na aprovação
da Lei de Incentivo ao Esporte. "Dia 9 eles devem assinar
a lei em Brasília e isso vai ajudar muito. Com esses recursos,
vamos trazer todas as meninas (que jogam na Europa) e fazer
um draft entre as equipes".
As jogadoras também deixam para trás o que aconteceu em
Atenas e pensam no futuro. Estreante olímpica, a ala Iziane
espera muito do Mundial. "Vamos trabalhar para ter uma boa
participação. Ainda mais que é aqui e a gente quer beliscar
uma final". Mas faz uma ressalva no caminho até um possível
título. "Sempre tem coisas para melhorar. É importante sentar
e conversar".
Como exemplos do que pode ser aperfeiçoado, a jogadora destaca
a estrutura física. "As quadras de treinamento, por exemplo.
A do Tijuca é péssima e é uma quadra que a seleção usa constantemente
(quando treina no Rio de Janeiro)". Quanto a seu destino pelos
clubes, ela ainda está pensando. "Estou estudando propostas
da Europa e mesmo do Brasil".
A ala/armadora Helen centra o foco no Mundial e no Pan do
Rio de Janeiro, deixando os Jogos de Pequim-2008 como um tópico
a ser avaliado. "Pequim vai depender de como estiver fisicamente.
Tenho que estudar a situação ainda", explica.
Janeth, a mais importante e premiada jogadora da seleção
na atualidade, evita fazer planos a longo prazo e pensa em
sua carreira nos clubes. Depois de optar por não disputar
a WNBA nesta temporada para treinar com a seleção, ela garante
que volta à competição norte-americana no próximo ano para
"lutar por outro anel". De imediato, ela estuda propostas
de equipes brasileiras - em São Paulo (Ourinhos e Americana)
e Minas Gerais (Juiz de Fora) - para disputar o Nacional.
O Nacional começa em outubro e promete dez equipes na disputa,
incluindo dois novos times a serem formados em Juiz de Fora,
pela rede Universo, que conta com cinco times no masculino,
e Rio de Janeiro. A nova equipe carioca deve ser comandada
pelo técnico Barbosa. "Não há nada definido ainda. Vamos conversar,
mas se der certo não vai atrapalhar o trabalho com a seleção,
ainda mais ficando na mesma cidade da CBB", acredita.
Reconhecimento - Apesar de não haver conquistado medalha
em Atenas, a seleção feminina foi homenageada por seu patrocinador,
a Eletrobrás, no Rio de Janeiro, sede da empresa.
|