Fale conosco Receba o boletim  
30/08/2004

Por Marta Teixeira

São Paulo (SP) - A seleção brasileira feminina de basquete desembarcou no Brasil, nesta segunda-feira, em Guarulhos, triste por não haver conseguido uma medalha, mas já com a cabeça em novos objetivos. Quarta colocada nos Jogos Olímpicos de Atenas, a equipe volta suas atenções para o Mundial de 2006, que será disputado no Brasil.

"A gente tem que começar a pensar nisso agora, sim. Na próxima semana, vamos ter uma reunião com o Grego (presidente da Confederação Brasileira de Basquete, Gerasime Bozikis) para definir uma programação já a partir de 2005", destaca o treinador da equipe feminina, Antônio Carlos Barbosa.

Segundo ele, algumas confederações internacionais já estão sendo contactadas para programar amistosos. "Também vamos ter a Copa América", lembra.

Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Na preparação, Barbosa (foto) pretende adotar a fórmula utilizada antes das Olimpíadas. "A fórmula vai ser essa mesmo, porque foi muito boa", analisa, recebendo o respaldo da ala/armadora Helen. "Quanto a isso não tem nada para mudar. Se não fosse por essa preparação talvez nem tivéssemos ficado entre as quatro melhores".

Para o sucesso da programação para o Mundial, a Confederação está apostando na aprovação da Lei de Incentivo ao Esporte. "Dia 9 eles devem assinar a lei em Brasília e isso vai ajudar muito. Com esses recursos, vamos trazer todas as meninas (que jogam na Europa) e fazer um draft entre as equipes".

As jogadoras também deixam para trás o que aconteceu em Atenas e pensam no futuro. Estreante olímpica, a ala Iziane espera muito do Mundial. "Vamos trabalhar para ter uma boa participação. Ainda mais que é aqui e a gente quer beliscar uma final". Mas faz uma ressalva no caminho até um possível título. "Sempre tem coisas para melhorar. É importante sentar e conversar".

Como exemplos do que pode ser aperfeiçoado, a jogadora destaca a estrutura física. "As quadras de treinamento, por exemplo. A do Tijuca é péssima e é uma quadra que a seleção usa constantemente (quando treina no Rio de Janeiro)". Quanto a seu destino pelos clubes, ela ainda está pensando. "Estou estudando propostas da Europa e mesmo do Brasil".

A ala/armadora Helen centra o foco no Mundial e no Pan do Rio de Janeiro, deixando os Jogos de Pequim-2008 como um tópico a ser avaliado. "Pequim vai depender de como estiver fisicamente. Tenho que estudar a situação ainda", explica.

Janeth, a mais importante e premiada jogadora da seleção na atualidade, evita fazer planos a longo prazo e pensa em sua carreira nos clubes. Depois de optar por não disputar a WNBA nesta temporada para treinar com a seleção, ela garante que volta à competição norte-americana no próximo ano para "lutar por outro anel". De imediato, ela estuda propostas de equipes brasileiras - em São Paulo (Ourinhos e Americana) e Minas Gerais (Juiz de Fora) - para disputar o Nacional.

O Nacional começa em outubro e promete dez equipes na disputa, incluindo dois novos times a serem formados em Juiz de Fora, pela rede Universo, que conta com cinco times no masculino, e Rio de Janeiro. A nova equipe carioca deve ser comandada pelo técnico Barbosa. "Não há nada definido ainda. Vamos conversar, mas se der certo não vai atrapalhar o trabalho com a seleção, ainda mais ficando na mesma cidade da CBB", acredita.

Reconhecimento - Apesar de não haver conquistado medalha em Atenas, a seleção feminina foi homenageada por seu patrocinador, a Eletrobrás, no Rio de Janeiro, sede da empresa.

Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net Voltar            Topo da página