| Perdas e ganhos
No meio de tanta confusão e desencontros,
há quem veja aspectos positivos na cisão
atual. Foram criados mais empregos, muitos
juvenis que não teriam chance antes estão
jogando na Nossa Liga, valoriza Chupeta.
Mas em um futuro bem próximo tem
que haver a reunificação, para o
bem do basquete. Em um primeiro momento há
ganho, mas com o tempo você perde,
avalia.
Lula concorda. Acredito que não
há interesse de ninguém em fazer
mal para o basquete. Mas depois desta sacudida
na modalidade, uma coisa ficou evidente para alguns:
nada mais será como antes.
Vamos esperar que termine (a temporada
com os dois torneios) para fazer um balanço
final. Talvez haja uma unificação,
mas aí teremos que ter uma liga A e B para
não deixar de fora quem começou
agora. Foi um beneficio tudo isso, temos mais
equipes, mais jogadores e técnicos empregados,
avalia o supervisor do Unitri/Uberlândia,
Fernando Larralde.
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Por Marta Teixeira
A mais tradicional competição brasileira de
basquete começa neste domingo sob a sombra da discórdia.
Com 18 clubes, sem o atual dono do título, Telemar,
o Campeonato Nacional da Confederação Brasileira
de Basquete (CBB) estréia novo sistema de disputa,
tentando provar que merece ser o único em seu gênero
no país.
Contudo, nos bastidores, aqueles que foram impedidos de se
inscrever prometem chegar às últimas
conseqüências para garantir o seu direito.
Tudo porque a competição organizada pela CBB
é a única que pode levar as equipes às
disputas que têm aval da Federação Internacional
de Basquete (Fiba).
Todo o imbróglio começou com a criação
da Nossa Liga de Basquete (NLB), reunindo equipes descontentes
com o torneio da CBB. A reação da Confederação
foi condicionar a participação em seu Nacional
ao compromisso de não disputar torneios semelhantes.
Por conta disso, o próprio regulamento dos Estaduais
acabou ignorado. No caso de São Paulo, os quadrifinalistas
teriam vaga assegurada, mas com a mudança de regra
Winner/Limeira e Uniara/Lupo/Araraquara, que jogam na NLB,
ficaram de fora.
A ausência do atual campeão e mesmo de adversários
que já provaram sua qualidade nas quadras é
encarada com tranqüilidade pelos clubes do Nacional.
Tem que respeitar a decisão deles. Eu nem comento,
diz Aluísio Ferreira, o Lula, técnico do COC/Ribeirão.
Claro que são equipes boas que não vão
estar participando, mas tem várias equipes fortes participando.
Paulo Sampaio, o Chupeta, treinador do Flamengo, representante
solitário do Rio de Janeiro, reconhece que a ausência
do campeão faz falta. Mas também acha que no
Nacional não faltam boas equipes, prometendo uma briga
boa na temporada. Sua lista de favoritos é longa, incluindo
a renascida Franca que contratou Hélio Rubens
e um grupo de ex-jogadores da seleção -, Ribeirão,
Assis, Universo/BRB e suas co-irmãs (Ajax e Uberlândia).
Este ano, vai ser mais competitivo que nunca,
garante.
Dirigente do Telemar e presidente da NLB, o ex-jogador Oscar
Schmidt resume em uma frase sua opinião ao veto feito
a sua equipe. É a situação do basquete
brasileiro hoje em dia.
Polêmicas à parte, quem já assegurou
sua presença acredita que a edição deste
ano promete ser uma das mais disputadas. Desde a última
temporada, muitas mudanças ocorreram nas equipes, principalmente
nos mais recentes campeões.
Unitri/Uberlândia, vencedor em 2004, está completamente
remodelado. Perdeu o técnico Hélio Rubens Garcia,
recordista de títulos da competição,
e sua base de jogadores. Com o ex-jogador Cadum no comando,
o supervisor Fernando Larralde mantém a confiança.
Os resultados estão dizendo isso, afirma,
lembrando a liderança no Campeonato Mineiro. Estamos
mantendo o mesmo esquema de jogo e a equipe já provou
que é competitiva em nível internacional.
O COC/Ribeirão, campeão de 2003, manteve o
técnico, mas entra em quadra com um grupo modificado,
que tem dado conta do recado no Campeonato Paulista, no qual
já é quadrifinalista e teve a terceira melhor
campanha na fase classificatória aos playoffs.
Com tantas movimentações nos bastidores, o
Nacional de 2005 vai ter caras novas. Americana, Conti/Assis,
São Paulo/Santo André e Sport Recife fazem sua
primeira participação. Do grupo paulista, apenas
Assis obteve a vaga pela classificação no Estadual.
Os outros chegam como convidados.
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