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Felipe Held, especial para a GE.Net
Foto: AFP

Leandrinho aparece como favoritos para levar prêmio
de melhor reserva |
| Destaques individuais |
| Pontos
Kobe Bryant (Los Angeles Lakers): 30,6
Rebotes
Kevin Garnett (Minnesota Timberwolves): 12,8
Assistências
Steve Nash (Phoenix Suns): 11,6
Aproveitamento de três pontos
Jason Kapono (Miami Heat): 51,4% (108 em 210)
Reserva com melhor média de pontos
Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns): 18,0 pontos
Roubadas de bola
Baron Davis (Golden State Warriors): 2,14
Tocos
Marcus Camby (Denver Nuggets): 3,3
Duplos-duplos
Kevin Garnett (Minnesota Timberwolves): 66
Triplos-duplos
Jason Kidd (New Jesey Nets): 12 |
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| Equipes |
| Melhor campanha
Dallas Mavericks (67 vitórias e 15 derrotas)
Pior campanha
Memphis Grizzlies (22 vitórias e 60 derrotas)
Vitórias consecutivas
Phoenix Suns (17, entre 29 de dezembro e 28 de
janeiro)
Derrotas consecutivas
Boston Celtics (18, entre 7 de janeiro e 11 de
fevereiro)
Melhor ataque
Phoenix Suns (110,2 pontos por jogo)
Pior ataque
Atlanta Hawks (98,3 pontos por jogo)
Melhor defesa
Detroit Pistons (91,84 pontos sofridos por jogo)
Pior defesa
Golden State Warriors (106,89 pontos sofridos
por jogo) |
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Depois de cinco meses de jogos
emocionantes, a temporada regular da NBA chegou ao fim nesta
quarta-feira. Controlada pelas equipes da Conferência Oeste,
a primeira fase da liga norte-americana de basquete ainda viu
a hegemonia de Dallas Mavericks e Phoenix Suns sobre as demais
equipes.
Derrotados na decisão de 2006 pelo Miami Heat, os Mavs mostraram
ter superado o trauma vivido em 20 de junho de 2006, quando
viram a franquia da Flórida comemorar seu primeiro titulo
da NBA em plena American Airlines Arena de Dallas com uma
vitória por 95 a 92 no sexto confronto da série melhor-de-sete,
e mantiveram a base vice-campeã, apostando todas as suas fichas
no entrosamento dos jogadores.
Deu certo, e os texanos terminam a primeira fase da competição
com o melhor retrospecto da história da franquia graças à
liderança do ala alemão Dirk Nowitzki e dos ‘coadjuvantes’
Jason Terry e Josh Howard. As 67 vitórias, contra apenas 15
partidas, sepultou as campanhas de 2002/03 e 2005/06 (quando
venceu 60 vezes e perdeu 22). Outro feito do Dallas foi ter
se tornado a única equipe a conseguir três séries de pelo
menos 12 vitórias consecutivas uma mesma temporada.
Embora comecem sua trajetória nos playoffs contra o oitavo
colocado Golden State Warriors, os Mavs terão como principais
adversários o Phoenix Suns, que terminou a sua participação
com a segunda melhor campanha da NBA uma vez que triunfou
em 62 das 82 partidas disputadas. Agora, a franquia do Arizona
se prepara para o confronto com o Los Angeles Lakers, sétimos
do Oeste.
Para ratificar a boa campanha, os Suns tentam dar o troco
nos Mavs, que avançaram à decisão de 2006 depois de derrotar
o favoritismo do time de Leandrinho nas finais do Oeste. Caso
reeditem o duelo travado no ano passado, a briga promete ser
equilibrada, tendo em vista os confrontos diretos desta edição
da competição.
As duas equipes se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias
para cada lado em partidas sempre muito disputadas, sendo
que uma delas ficou marcada como a mais equilibrada da temporada.
Em 14 de março, os Suns foram à arena texana e, depois de
duas prorrogações, bateram os adversários por 129 a 127.
Na ocasião, os visitantes chegaram a estar dez pontos atrás
do placar a um minuto do fim do último quarto, quando o armador
canadense Steve Nash chamou para si a responsabilidade e decretou
a igualdade em 111 a 111 a 2s do estouro do cronômetro, convertendo
uma bola de três pontos e levando o jogo para o desempate.
Embalado, o Phoenix saiu na frente no primeiro tempo extra
e teve a chance de sair vitorioso, mas permitiu o empate em
120 a 120 também nos últimos segundos da prorrogação, desta
vez com um arremesso de três certeiro de Terry a 5s final.
No segundo desempate, no entanto, os visitantes comemoram
a vitória de número 50 na liga, enquanto o Dallas sofria seu
11º revés.
O destaque dos Suns foi o trio Amare Stoudemire, Shawn Marion
e Steve Nash, que mostrou eficiência e regularidade ao longo
dos cinco meses de disputa. No entanto, outro nome forte na
trajetória positiva da equipe foi o desempenho do armador
brasileiro Leandrinho Barbosa, um dos favoritos para receber
o prêmio de melhor reserva da temporada. Com as excelentes
médias por partida de 18,1 pontos, 2,7 rebotes e quatro assistências,
o camisa dez pode se tornar o primeiro jogador do Brasil a
receber um título pessoal na NBA desde que a liga norte-americana
de basquete abriu suas portas para o país, em 2002.
Além de Leandrinho, outro brasileiro chamou a atenção na
Conferência Oeste. Primeiro do país a fazer sucesso
na NBA, o ala/pivô Nenê Hilário teve sua melhor atuação na
NBA, se garantindo inclusive entre os titulares do Denver
Nuggets. Nenê, que mostrou estar recuperado de uma torção
nos ligamentos cruzados do joelho direito sofrida em novembro
de 2005, terminou esta temporada regular com as médias de
12,2 pontos, sete rebotes e 1,2 assistências nos 64 jogos
(42 como titular) que disputou entre outubro e abril, atuando
tanto na ala como na posição cinco, quando o pivô Marcus Camby
não podia entrar em quadra.
Sexto colocado do Oeste, a franquia do Colorado conseguiu
a classificação depois de vencer dez dos últimos 11 jogos
disputados, avançando para os playoffs com 45 triunfos e 37
derrotas. Grande parte dos resultados positivos conquistados
deve-se também ao sucesso da dupla Allen Iverson e Carmelo
Anthony, formada em novembro quando Iverson deixar o Philadalphia
76ers depois de dez anos na Pensilvânia.
Adversários do Denver na primeira fase da eliminatória,
o San Antonio Spurs também confia em dois jogadores para repetir
2003 e 2005, quando ficou com o título da NBA. Há quase seis
anos juntos, o armador francês Tony Parker e o ala/pivô Tim
Duncan se destacaram mais uma vez e lideraram o time do Texas
para conseguir o terceiro lugar do Oeste, com a série 58-24.
Aliás, o Estado de origem do presidente George W. Bush tem
motivos de sobra para ir às arenas e torcer por suas equipes,
uma vez que as três franquias locais avançaram aos playoffs.
Além de Dallas e San Antonio, o Houston Rockets garantiu a
classificação com 52 vitórias, 30 derrotas e a quinta colocação
do Oeste, atrás do Utah Jazz, quarto com 51 triunfos e 31
reveses (o posto do time de Salt Lake City se deve ao título
da Conferência do Noroeste conquistado pelo Jazz). A vantagem
do mando de quatro das sete partidas na próxima fase, no entanto,
será do Houston por ter melhor campanha em relação aos rivais.
Outra equipe que avançou foi o Los Angeles Lakers, graças
à boa atuação do armador Kobe Bryant, que garantiu a sétima
colocação da conferência com 42 vitórias e 40 reveses e o
direito de encarar o Phoenix Suns nos playoffs. Com um elenco
claramente inferior em relação ao tricampeão entre 2000 e
2002, Kobe foi a sensação dos californianos ao se consagrar
com a melhor média de pontos na temporada (31,5). Além disso,
ele conseguiu superar mitos do basquete ao marcar pelo menos
50 tentos em quatro partidas consecutivas, ficando atrás apenas
do lendário Wilt Chamberlaint, que obteve o feito em sete
jogos seguidos entre os anos 1961/62.
A última vaga só foi decidida na rodada final. Melhor para
o Golden State Warriors, que volta aos playoffs depois de
13 anos de ausência graças ao triunfo sobre o Portland Trail
Blazers por 120 a 98 e ainda viu seu concorrente direto, o
Los Angeles Clippers, ser derrotado em casa pelo New Orleans/Oklahoma
city Hornets por 86 a 83.
Fracassos: Apesar do domínio sobre o Leste, a Conferência
Oeste também teve suas decepções na temporada regular. Equipes
que haviam marcado presença nos últimos playoffs, Memphis
Grizzlies e Sacramento Kings sequer ameaçaram os rivais nesta
edição da liga.
Depois de disputar a fase eliminatória nos anos de 2003 a
2006, os Grizzlies terminam a temporada como a pior das 30
equipes que entraram na disputa, tendo vencido apenas 20 partidas
das 83 disputadas. Além disso, corre o risco de perder o ala/pivô
espanhol Pau Gasol, que não escondeu a insatisfação com o
desempenho da franquia e assumiu a vontade de mudar de time.
Já os Kings não ficavam de fora dos playoffs desde 1998
– que, vale lembrar, foi a última temporada do astro Michael
Jordan pelo Chicago Bulls –, mas terminam a competição na
lanterna da Divisão do Pacífico e a no 11º posto do Oeste,
com a ingrata campanha de 33 triunfos e 48 derrotas.
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