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19/04/2007
Arte com foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Felipe Held, especial para a GE.Net

Foto: AFP
Foto: Fernando Pilatos/Gazeta Press
Leandrinho aparece como favoritos para levar prêmio de melhor reserva
Destaques individuais

Pontos
Kobe Bryant (Los Angeles Lakers): 30,6
Rebotes
Kevin Garnett (Minnesota Timberwolves): 12,8
Assistências
Steve Nash (Phoenix Suns): 11,6
Aproveitamento de três pontos
Jason Kapono (Miami Heat): 51,4% (108 em 210)
Reserva com melhor média de pontos
Leandrinho Barbosa (Phoenix Suns): 18,0 pontos
Roubadas de bola
Baron Davis (Golden State Warriors): 2,14
Tocos
Marcus Camby (Denver Nuggets): 3,3
Duplos-duplos
Kevin Garnett (Minnesota Timberwolves): 66
Triplos-duplos
Jason Kidd (New Jesey Nets): 12

Equipes

Melhor campanha
Dallas Mavericks (67 vitórias e 15 derrotas)
Pior campanha
Memphis Grizzlies (22 vitórias e 60 derrotas)
Vitórias consecutivas
Phoenix Suns (17, entre 29 de dezembro e 28 de janeiro)
Derrotas consecutivas
Boston Celtics (18, entre 7 de janeiro e 11 de fevereiro)
Melhor ataque
Phoenix Suns (110,2 pontos por jogo)
Pior ataque
Atlanta Hawks (98,3 pontos por jogo)
Melhor defesa
Detroit Pistons (91,84 pontos sofridos por jogo)
Pior defesa
Golden State Warriors (106,89 pontos sofridos por jogo)

Depois de cinco meses de jogos emocionantes, a temporada regular da NBA chegou ao fim nesta quarta-feira. Controlada pelas equipes da Conferência Oeste, a primeira fase da liga norte-americana de basquete ainda viu a hegemonia de Dallas Mavericks e Phoenix Suns sobre as demais equipes.

Derrotados na decisão de 2006 pelo Miami Heat, os Mavs mostraram ter superado o trauma vivido em 20 de junho de 2006, quando viram a franquia da Flórida comemorar seu primeiro titulo da NBA em plena American Airlines Arena de Dallas com uma vitória por 95 a 92 no sexto confronto da série melhor-de-sete, e mantiveram a base vice-campeã, apostando todas as suas fichas no entrosamento dos jogadores.

Deu certo, e os texanos terminam a primeira fase da competição com o melhor retrospecto da história da franquia graças à liderança do ala alemão Dirk Nowitzki e dos ‘coadjuvantes’ Jason Terry e Josh Howard. As 67 vitórias, contra apenas 15 partidas, sepultou as campanhas de 2002/03 e 2005/06 (quando venceu 60 vezes e perdeu 22). Outro feito do Dallas foi ter se tornado a única equipe a conseguir três séries de pelo menos 12 vitórias consecutivas uma mesma temporada.

Embora comecem sua trajetória nos playoffs contra o oitavo colocado Golden State Warriors, os Mavs terão como principais adversários o Phoenix Suns, que terminou a sua participação com a segunda melhor campanha da NBA uma vez que triunfou em 62 das 82 partidas disputadas. Agora, a franquia do Arizona se prepara para o confronto com o Los Angeles Lakers, sétimos do Oeste.

Para ratificar a boa campanha, os Suns tentam dar o troco nos Mavs, que avançaram à decisão de 2006 depois de derrotar o favoritismo do time de Leandrinho nas finais do Oeste. Caso reeditem o duelo travado no ano passado, a briga promete ser equilibrada, tendo em vista os confrontos diretos desta edição da competição.

As duas equipes se enfrentaram quatro vezes, com duas vitórias para cada lado em partidas sempre muito disputadas, sendo que uma delas ficou marcada como a mais equilibrada da temporada. Em 14 de março, os Suns foram à arena texana e, depois de duas prorrogações, bateram os adversários por 129 a 127.

Na ocasião, os visitantes chegaram a estar dez pontos atrás do placar a um minuto do fim do último quarto, quando o armador canadense Steve Nash chamou para si a responsabilidade e decretou a igualdade em 111 a 111 a 2s do estouro do cronômetro, convertendo uma bola de três pontos e levando o jogo para o desempate. Embalado, o Phoenix saiu na frente no primeiro tempo extra e teve a chance de sair vitorioso, mas permitiu o empate em 120 a 120 também nos últimos segundos da prorrogação, desta vez com um arremesso de três certeiro de Terry a 5s final. No segundo desempate, no entanto, os visitantes comemoram a vitória de número 50 na liga, enquanto o Dallas sofria seu 11º revés.

O destaque dos Suns foi o trio Amare Stoudemire, Shawn Marion e Steve Nash, que mostrou eficiência e regularidade ao longo dos cinco meses de disputa. No entanto, outro nome forte na trajetória positiva da equipe foi o desempenho do armador brasileiro Leandrinho Barbosa, um dos favoritos para receber o prêmio de melhor reserva da temporada. Com as excelentes médias por partida de 18,1 pontos, 2,7 rebotes e quatro assistências, o camisa dez pode se tornar o primeiro jogador do Brasil a receber um título pessoal na NBA desde que a liga norte-americana de basquete abriu suas portas para o país, em 2002.

Além de Leandrinho, outro brasileiro chamou a atenção na Conferência Oeste. Primeiro do país a fazer sucesso na NBA, o ala/pivô Nenê Hilário teve sua melhor atuação na NBA, se garantindo inclusive entre os titulares do Denver Nuggets. Nenê, que mostrou estar recuperado de uma torção nos ligamentos cruzados do joelho direito sofrida em novembro de 2005, terminou esta temporada regular com as médias de 12,2 pontos, sete rebotes e 1,2 assistências nos 64 jogos (42 como titular) que disputou entre outubro e abril, atuando tanto na ala como na posição cinco, quando o pivô Marcus Camby não podia entrar em quadra.

Sexto colocado do Oeste, a franquia do Colorado conseguiu a classificação depois de vencer dez dos últimos 11 jogos disputados, avançando para os playoffs com 45 triunfos e 37 derrotas. Grande parte dos resultados positivos conquistados deve-se também ao sucesso da dupla Allen Iverson e Carmelo Anthony, formada em novembro quando Iverson deixar o Philadalphia 76ers depois de dez anos na Pensilvânia.

Adversários do Denver na primeira fase da eliminatória, o San Antonio Spurs também confia em dois jogadores para repetir 2003 e 2005, quando ficou com o título da NBA. Há quase seis anos juntos, o armador francês Tony Parker e o ala/pivô Tim Duncan se destacaram mais uma vez e lideraram o time do Texas para conseguir o terceiro lugar do Oeste, com a série 58-24.

Aliás, o Estado de origem do presidente George W. Bush tem motivos de sobra para ir às arenas e torcer por suas equipes, uma vez que as três franquias locais avançaram aos playoffs. Além de Dallas e San Antonio, o Houston Rockets garantiu a classificação com 52 vitórias, 30 derrotas e a quinta colocação do Oeste, atrás do Utah Jazz, quarto com 51 triunfos e 31 reveses (o posto do time de Salt Lake City se deve ao título da Conferência do Noroeste conquistado pelo Jazz). A vantagem do mando de quatro das sete partidas na próxima fase, no entanto, será do Houston por ter melhor campanha em relação aos rivais.

Outra equipe que avançou foi o Los Angeles Lakers, graças à boa atuação do armador Kobe Bryant, que garantiu a sétima colocação da conferência com 42 vitórias e 40 reveses e o direito de encarar o Phoenix Suns nos playoffs. Com um elenco claramente inferior em relação ao tricampeão entre 2000 e 2002, Kobe foi a sensação dos californianos ao se consagrar com a melhor média de pontos na temporada (31,5). Além disso, ele conseguiu superar mitos do basquete ao marcar pelo menos 50 tentos em quatro partidas consecutivas, ficando atrás apenas do lendário Wilt Chamberlaint, que obteve o feito em sete jogos seguidos entre os anos 1961/62.

A última vaga só foi decidida na rodada final. Melhor para o Golden State Warriors, que volta aos playoffs depois de 13 anos de ausência graças ao triunfo sobre o Portland Trail Blazers por 120 a 98 e ainda viu seu concorrente direto, o Los Angeles Clippers, ser derrotado em casa pelo New Orleans/Oklahoma city Hornets por 86 a 83.

Fracassos: Apesar do domínio sobre o Leste, a Conferência Oeste também teve suas decepções na temporada regular. Equipes que haviam marcado presença nos últimos playoffs, Memphis Grizzlies e Sacramento Kings sequer ameaçaram os rivais nesta edição da liga.

Depois de disputar a fase eliminatória nos anos de 2003 a 2006, os Grizzlies terminam a temporada como a pior das 30 equipes que entraram na disputa, tendo vencido apenas 20 partidas das 83 disputadas. Além disso, corre o risco de perder o ala/pivô espanhol Pau Gasol, que não escondeu a insatisfação com o desempenho da franquia e assumiu a vontade de mudar de time.

Já os Kings não ficavam de fora dos playoffs desde 1998 – que, vale lembrar, foi a última temporada do astro Michael Jordan pelo Chicago Bulls –, mas terminam a competição na lanterna da Divisão do Pacífico e a no 11º posto do Oeste, com a ingrata campanha de 33 triunfos e 48 derrotas.

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