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14/09/2007
Montagem sobre fotos  de Djalma Vassão e Ricardo Saibun/Gazeta Press
Por Helder Junior e Marcelo Belpiede

FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO: Rogério Ceni; André Dias, Breno e Miranda; Souza, Richarlyson, Hernanes, Leandro e Jorge Wagner; Borges e Dagoberto
Técnico:
Muricy Ramalho
SANTOS: Fábio Costa, Baiano, Domingos, Adaílton e Kléber; Maldonado, Rodrigo Souto, Petkovic e Pedrinho; Marcos Aurélio e Kléber Pereira
Técnico:
Wanderley Luxemburgo.

Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 15 de setembro de 2007, sábado
Horário: 18h10 (de Brasília).
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Márcio Luiz Augusto (ambos SP)

Tirar mais um concorrente da briga pelo título do Campeonato Brasileiro. Com esse pensamento, o líder São Paulo entra em campo neste sábado, às 18h10, no Morumbi, para enfrentar o rival Santos, terceiro colocado da classificação. A diferença entre as equipes é de 12 pontos, com 13 rodadas para o final.

A grande motivação santista na partida é o fato de ter o maior número de pontos do segundo turno (15 contra 14 do próprio São Paulo). O time da Vila Belmiro conta com cinco vitórias e apenas uma derrota, justamente em um clássico, diante do Corinthians, no Pacaembu.

Em contrapartida, o São Paulo tem a seu favor a vantagem nos recentes confrontos contra o Santos. Desde que assumiu o comando do Tricolor, no início do ano passado, Muricy Ramalho perdeu apenas um confronto para Wanderley Luxemburgo, quando escalou um time misto e acabou goleado por 4 a 0.

Além disso, há a sina de o Santos não ter vencido nenhum clássico no Campeonato Brasileiro. “Isso é um fato. Mas vamos trabalhar para ganhar esse jogo contra o São Paulo”, fugiu do assunto o zagueiro Adaílton. “Essa coisa de tabu é muito relativa. Sabemos que podemos vencer o São Paulo pela nossa qualidade, como eles podem ganhar pelo bom momento”, disse Luxemburgo.

Existe uma clara diferença entre a forma de comando dos técnicos das duas equipes. O são-paulino Jorge Wagner trabalhou com ambos e pôde falar com propriedade do assunto. “São dois grandes técnicos, com diferentes filosofias. O Luxemburgo puxa mais pelo lado emocional. O Muricy gosta de deixar o atleta à vontade”, destacou o camisa sete do atual campeão brasileiro.

No entanto, Muricy Ramalho evita rivalidade com Luxemburgo e prefere exaltar a qualidade de sua equipe, que acumula uma invencibilidade de 898 minutos sem levar sequer um gol no Campeonato Brasileiro. “Nosso time é maduro, temos paciência, sabemos a hora certa de atacar. A prova foi a nossa última vitória contra o Vasco”, explicou.

Já Luxemburgo faz piada ao comparar sua performance com jogador com a do colega. “O Muricy foi craque. Eu também. Fui craque do banco”, gargalhou. Ao falar sério, o técnico santista lembrou dos discursos respeitosos de Muricy Ramalho. “Ele sabe que não conquistou o campeonato ainda, apesar de estar próximo, e fez esse trabalho de conscientização com jogadores e torcida”, afirmou.

Independente de o Santos ter poucas chances de título, 1% segundo o matemático Tristão Garcia, o volante Richarlyson espera um adversário bastante motivado neste sábado. “É um time com seus objetivos. Se eles não tiverem esperança de título, vale a vaga na Libertadores. Possuem jogadores com qualidade. Também entra o caráter, o amor à profissão”, lembrou o curinga tricolor.

Richarlyson acertou. Durante a semana, todos os jogadores do Santos esbanjaram motivação em seus pronunciamentos. “Enquanto tiver chances matemáticas, vamos lutar pelo título”, avisou o meia Pedrinho. “O São Paulo é uma grande equipe, mas não existe favoritismo em clássico”, acrescentou o atacante Kléber Pereira.

No São Paulo, depois de uma seqüência de partidas complicadas, o time comemorou principalmente a semana livre antes do clássico. Com isso, Muricy Ramalho conseguiu realizar treinos que estavam fora da rotina do clube. “Essa folga também foi importante para os atletas se recuperarem. Estamos em final de temporada, é um momento importante”, admitiu Jorge Wagner.

No esperado clássico, as duas equipes terão novidades. No São Paulo, Borges entra no ataque na vaga do suspenso Aloísio. Ainda por cima, André Dias, recuperado de uma torção no tornozelo esquerdo, deve compor a melhor defesa da competição ao lado de Breno e Miranda.

Apesar da eficiência, o setor recebeu críticas do atacante Marcos Aurélio. "Já jogamos várias vezes contra eles. Sabemos que não são jogadores velozes. Então, temos que nos movimentar bastante lá na frente”, avaliou o jogador, que deu dicas até da tática que será utilizada pelo alvinegro. “O Miranda é o mais rápido deles. Os outros são mais pesados. O professor pediu para o Pet e o Pedrinho enfiarem as bolas nas pontas para os atacantes tentarem a jogada individual”, revelou.

O atacante, aliás, é uma das novidades do Santos nesta partida. Ele substituirá Renatinho, contundido. Com a ausência de Roger, negociado com o Botafogo, o goleiro Fábio Costa também voltará ao time titular. Maldonado e Kleber, que defenderam as seleções de seus países, estão à disposição, e Rodrigo Souto se recuperou de problemas nas costas.

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