Por Helder Junior e Marcelo Belpiede
| FICHA
TÉCNICA |
SÃO
PAULO: Rogério Ceni; André Dias, Breno e
Miranda; Souza, Richarlyson, Hernanes, Leandro e Jorge
Wagner; Borges e Dagoberto
Técnico: Muricy Ramalho |
SANTOS:
Fábio Costa, Baiano, Domingos, Adaílton e Kléber;
Maldonado, Rodrigo Souto, Petkovic e Pedrinho; Marcos
Aurélio e Kléber Pereira
Técnico: Wanderley Luxemburgo. |
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 15 de setembro de 2007, sábado
Horário: 18h10 (de Brasília).
Árbitro: Sálvio Spinola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Auxiliares: Ednilson Corona e Márcio Luiz Augusto
(ambos SP)
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Tirar mais um concorrente da briga pelo título do Campeonato
Brasileiro. Com esse pensamento, o líder São Paulo entra em
campo neste sábado, às 18h10, no Morumbi, para enfrentar o
rival Santos, terceiro colocado da classificação. A diferença
entre as equipes é de 12 pontos, com 13 rodadas para o final.
A grande motivação santista na partida é o fato de ter o
maior número de pontos do segundo turno (15 contra 14 do próprio
São Paulo). O time da Vila Belmiro conta com cinco vitórias
e apenas uma derrota, justamente em um clássico, diante do
Corinthians, no Pacaembu.
Em contrapartida, o São Paulo tem a seu favor a vantagem
nos recentes confrontos contra o Santos. Desde que assumiu
o comando do Tricolor, no início do ano passado, Muricy Ramalho
perdeu apenas um confronto para Wanderley Luxemburgo, quando
escalou um time misto e acabou goleado por 4 a 0.
Além disso, há a sina de o Santos não ter vencido nenhum
clássico no Campeonato Brasileiro. “Isso é um fato. Mas vamos
trabalhar para ganhar esse jogo contra o São Paulo”, fugiu
do assunto o zagueiro Adaílton. “Essa coisa de tabu é muito
relativa. Sabemos que podemos vencer o São Paulo pela nossa
qualidade, como eles podem ganhar pelo bom momento”, disse
Luxemburgo.
Existe uma clara diferença entre a forma de comando dos
técnicos das duas equipes. O são-paulino Jorge Wagner trabalhou
com ambos e pôde falar com propriedade do assunto. “São dois
grandes técnicos, com diferentes filosofias. O Luxemburgo
puxa mais pelo lado emocional. O Muricy gosta de deixar o
atleta à vontade”, destacou o camisa sete do atual campeão
brasileiro.
No entanto, Muricy Ramalho evita rivalidade com Luxemburgo
e prefere exaltar a qualidade de sua equipe, que acumula uma
invencibilidade de 898 minutos sem levar sequer um gol no
Campeonato Brasileiro. “Nosso time é maduro, temos paciência,
sabemos a hora certa de atacar. A prova foi a nossa última
vitória contra o Vasco”, explicou.
Já Luxemburgo faz piada ao comparar sua performance com
jogador com a do colega. “O Muricy foi craque. Eu também.
Fui craque do banco”, gargalhou. Ao falar sério, o técnico
santista lembrou dos discursos respeitosos de Muricy Ramalho.
“Ele sabe que não conquistou o campeonato ainda, apesar de
estar próximo, e fez esse trabalho de conscientização com
jogadores e torcida”, afirmou.
Independente de o Santos ter poucas chances de título, 1%
segundo o matemático Tristão Garcia, o volante Richarlyson
espera um adversário bastante motivado neste sábado. “É um
time com seus objetivos. Se eles não tiverem esperança de
título, vale a vaga na Libertadores. Possuem jogadores com
qualidade. Também entra o caráter, o amor à profissão”, lembrou
o curinga tricolor.
Richarlyson acertou. Durante a semana, todos os jogadores
do Santos esbanjaram motivação em seus pronunciamentos. “Enquanto
tiver chances matemáticas, vamos lutar pelo título”, avisou
o meia Pedrinho. “O São Paulo é uma grande equipe, mas não
existe favoritismo em clássico”, acrescentou o atacante Kléber
Pereira.
No São Paulo, depois de uma seqüência de partidas complicadas,
o time comemorou principalmente a semana livre antes do clássico.
Com isso, Muricy Ramalho conseguiu realizar treinos que estavam
fora da rotina do clube. “Essa folga também foi importante
para os atletas se recuperarem. Estamos em final de temporada,
é um momento importante”, admitiu Jorge Wagner.
No esperado clássico, as duas equipes terão novidades. No
São Paulo, Borges entra no ataque na vaga do suspenso Aloísio.
Ainda por cima, André Dias, recuperado de uma torção no tornozelo
esquerdo, deve compor a melhor defesa da competição ao lado
de Breno e Miranda.
Apesar da eficiência, o setor recebeu críticas
do atacante Marcos Aurélio. "Já jogamos
várias vezes contra eles. Sabemos que não são
jogadores velozes. Então, temos que nos movimentar
bastante lá na frente, avaliou o jogador, que
deu dicas até da tática que será utilizada
pelo alvinegro. O Miranda é o mais rápido
deles. Os outros são mais pesados. O professor pediu
para o Pet e o Pedrinho enfiarem as bolas nas pontas para
os atacantes tentarem a jogada individual, revelou.
O atacante, aliás, é uma das novidades do Santos
nesta partida. Ele substituirá Renatinho, contundido. Com
a ausência de Roger, negociado com o Botafogo, o goleiro Fábio
Costa também voltará ao time titular. Maldonado e Kleber,
que defenderam as seleções de seus países, estão à disposição,
e Rodrigo Souto se recuperou de problemas nas costas.
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