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12/10/2007
Montagem fotos de Ricardo Saibun e  Djalma Vassão/Gazeta Press
FICHA TÉCNICA
SANTOS: Fábio Costa; Baiano, Marcelo, Domingos e Alessandro; Adoniran, Rodrigo Souto, Vitor Júnior (Rodrigo Tabata) e Petkovic; Moraes (Renatinho) e Kléber Pereira
Técnico: Wanderley Luxemburgo
PALMEIRAS: Diego Cavalieri; Paulo Sérgio, Gustavo, Dininho e Valmir; Pierre, Makelele, Valdívia e Caio; Luiz Henrique e Rodrigão.
Técnico: Caio Júnior
Local: Estádio Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 13 de outubro de 2007, sábado
Horário: 18h10 (de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa-SP). Assistentes: Ednilson Corona (Fifa-SP) e Márcio Luiz Augusto (SP)

Por Júlio Simões e Helder Júnior

O clássico entre Santos e Palmeiras, às 18h10 deste sábado, na Vila Belmiro, é crucial para as duas equipes no Campeonato Brasileiro. Concorrentes por uma vaga na próxima Copa Libertadores, as equipes jogam por uma vitória para ficarem muito mais perto de seus objetivos.

No terceiro lugar com 51 pontos, contra 50 do rival, o Santos prefere ser cauteloso em suas projeções. O time de Wanderley Luxemburgo se recusa a sonhar com o título, que entrega ao líder São Paulo (63 pontos), e também não considera que terá ampla vantagem no G-4 com um resultado positivo neste sábado.

“O título é do São Paulo. A nossa expectativa é a Libertadores, que está mais próxima”, conformou-se o treinador. “Ainda falta muito para terminar o campeonato, que só será definido nas últimas rodadas da competição. Sabemos que brigaremos até lá para conquistar uma vaga”, complementou.

Fotos: Marcelo Ferrelli e Ricardo Saibun/GP
Caio Junior e Luxemburgo optaram pelo mistério
Já o Palmeiras, embora ainda não descarte o título, também almeja garantir o mais breve possível uma vaga na próxima edição do maior torneio do continente. “Sabemos que é muito difícil (o título), mas não impossível. Só que antes temos que confirmar nossa vaga entre os quatro primeiros”, analisou o treinador Caio Júnior.

Além disso, o time de Palestra Itália quer quebrar o jejum de vitórias sobre a equipe da Vila Belmiro. Ao todo, a marca já chega a seis jogos sem vitória, sendo quatro derrotas e dois empates em quase dois anos e meio. O último resultado positivo do time alviverde sobre o rival foi pelo Campeonato Paulista de 2005: 3 a 1 em São Paulo.

Já a equipe da Baixada entra em campo com o peso de não ter vencido um clássico sequer neste Brasileirão. “Tabus existem para ser quebrados”, avisou o volante Rodrigo Souto. “Perdemos alguns clássicos porque faltou dar algo a mais. Agora, vamos entrar com tudo, mas sem afobação para não tomarmos um gol logo de cara”, disse o atacante Renatinho.

Os santistas, aliás, têm um grande motivo para pregar tanta cautela, uma vez que a equipe está repleta de desfalques. O maior problema é a lateral esquerda, onde Luxemburgo não poderá escalar Kléber, na seleção brasileira, Carlinhos, lesionado, e Dionísio, suspenso. O zagueiro Adaílton também é ausência pelo terceiro cartão amarelo, enquanto Maldonado defenderá o Chile nas Eliminatórias para a Copa de 2010.

Na lateral esquerda, o destro Alessandro foi o escolhido para ser improvisado. Mesmo assim, Luxemburgo fez mistério sobre o time titular. Em treinamentos coletivos durante a semana, ele surpreendeu e sacou o meia Rodrigo Tabata e o atacante Renatinho, autores dos gols santistas na vitória sobre o Botafogo, optando assim por Vitor Júnior e Moraes.

Porém, não será de se estranhar se a nova formação servir apenas para confundir Caio Júnior, e o Santos aparecer com outra equipe no clássico. “Troco os jogadores constantemente, até para valorizar o elenco. De repente, posso mudar”, já avisa Luxemburgo. Na defesa, Marcelo deverá herdar mesmo a vaga de Adaílton, enquanto Adoniran é o favorito ao posto que era de Maldonado.

Os desfalques, contudo, tiram do sério o comandante do Peixe. Ele repete uma reclamação que já havia feito ao receber a notícia da convocação de Kléber. “Meu time jogará desfalcado porque faltou um pouco de bom senso das partes que comandam o futebol brasileiro. Perdi o Maldonado e o Kléber, e o São Paulo o Alex. É preciso ajustar o calendário. Isso atrapalha quem está buscando uma Libertadores, um título. Temos datas livres para colocar para frente esses jogos”, chia Luxemburgo.

Melhor para o Palmeiras, que não perdeu seu maior destaque para a seleção chilena. O meio-campo Valdívia, embora tenha sido poupado do treino de quarta-feira, participou normalmente das atividades na quinta e deve comandar o setor ofensivo do Palmeiras no clássico. Com isso, o treinador Caio Júnior deve fazer apenas duas mudanças na equipe que venceu o Grêmio na rodada passada: saem David e Wendel para as entradas de Gustavo e Pierre, respectivamente.

O zagueiro Gustavo, aliás, avalia como normal as mudanças realizadas pelo treinador, mesmo com David estando em boa forma. “Meu trabalho aqui no Palmeiras é longo, só saí do time por suspensão e agora por lesão. Temos um elenco de qualidade e se ele optou por mim, é porque tenho condições. Estou feliz com a minha volta e agora quero ajudar o Palmeiras a buscar o objetivo maior, que é a Libertadores”, explicou.

Já para o volante Pierre, as alterações não mudam o entrosamento do time, apenas a ofensividade da equipe. “Não acho que isso mude muito taticamente. A única grande troca é a saída do Wendel, porque jogar com três volantes dá mais liberdade para o Makelele, mas atuar com Caio e Valdívia faz o time ser mais ofensivo”, analisou o atleta.

No Santos, porém, a maneira como marcar Valdívia não parece tirar o sono de muita gente. Luxemburgo, por exemplo, minimizou as reclamações dos palmeirenses sobre a violência em cima do chileno nos últimos jogos. “Ele é um grande jogador e terá uma marcação normal. Minhas equipes nunca foram violentas. Teremos um grande jogo de futebol”, muda de assunto Luxemburgo, aconselhando Caio Júnior a chiar menos.

Se a marcação sobre Valdívia não será exagerada, por outro lado, os jogadores do Peixe elogiam bastante o camisa dez adversário. O volante Rodrigo Souto, por exemplo, chegou a compará-lo a Tevez e Kaká, de Manchester United e Milan. “Sabemos que ele é um jogador habilidoso, que gosta de girar com rapidez para os dois lados”, analisou.

Os ingredientes para um clássico marcante estão aí: briga acirrada por uma vaga na Libertadores, jogadores elogiados de ambos os lados e, provavelmente, Vila Belmiro lotada. Tudo para uma partida tão empolgante quanto a que Santos e Palmeiras fizeram no primeiro turno, quando o Verdão buscou empate por 2 a 2 nos acréscimos, no Palestra Itália.

“Aquele jogo serviu de aprendizado para mim e toda equipe, mas já faz parte do passado. Não influencia em nada agora”, assegura Rodrigo Souto. Do outro lado, Caio Júnior também crê que a partida de sábado nada tem a ver com o último encontro entre as equipes. “As duas vezes que jogamos com eles neste ano foram no Palestra Itália. Agora é diferente. O campo lá (Vila Belmiro) é muito bom, só que eles têm o apoio da torcida. Se tivermos uma boa postura, conseguiremos um bom resultado”, concluiu.

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