| FICHA
TÉCNICA |
SANTOS:
Fábio Costa; Baiano, Marcelo, Domingos e Alessandro;
Adoniran, Rodrigo Souto, Vitor Júnior (Rodrigo
Tabata) e Petkovic; Moraes (Renatinho) e Kléber
Pereira
Técnico: Wanderley Luxemburgo |
PALMEIRAS:
Diego Cavalieri; Paulo Sérgio, Gustavo,
Dininho e Valmir; Pierre, Makelele, Valdívia e
Caio; Luiz Henrique e Rodrigão.
Técnico: Caio Júnior |
Local: Estádio Vila Belmiro,
em Santos (SP) Data: 13 de outubro
de 2007, sábado Horário: 18h10
(de Brasília) Árbitro:
Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa-SP).
Assistentes: Ednilson Corona (Fifa-SP)
e Márcio Luiz Augusto (SP) |
Por Júlio Simões e Helder Júnior
O clássico entre Santos e Palmeiras, às 18h10 deste sábado,
na Vila Belmiro, é crucial para as duas equipes no Campeonato
Brasileiro. Concorrentes por uma vaga na próxima Copa Libertadores,
as equipes jogam por uma vitória para ficarem muito mais perto
de seus objetivos.
No terceiro lugar com 51 pontos, contra 50 do rival, o Santos
prefere ser cauteloso em suas projeções. O time de Wanderley
Luxemburgo se recusa a sonhar com o título, que entrega ao
líder São Paulo (63 pontos), e também não considera que terá
ampla vantagem no G-4 com um resultado positivo neste sábado.
“O título é do São Paulo. A nossa expectativa é a Libertadores,
que está mais próxima”, conformou-se o treinador. “Ainda falta
muito para terminar o campeonato, que só será definido nas
últimas rodadas da competição. Sabemos que brigaremos até
lá para conquistar uma vaga”, complementou.
| Fotos: Marcelo Ferrelli
e Ricardo Saibun/GP |
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| Caio Junior e Luxemburgo optaram pelo mistério |
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Já o Palmeiras, embora ainda não descarte o título, também
almeja garantir o mais breve possível uma vaga na próxima
edição do maior torneio do continente. “Sabemos que é muito
difícil (o título), mas não impossível. Só que antes temos
que confirmar nossa vaga entre os quatro primeiros”, analisou
o treinador Caio Júnior.
Além disso, o time de Palestra Itália quer quebrar o jejum
de vitórias sobre a equipe da Vila Belmiro. Ao todo, a marca
já chega a seis jogos sem vitória, sendo quatro derrotas e
dois empates em quase dois anos e meio. O último resultado
positivo do time alviverde sobre o rival foi pelo Campeonato
Paulista de 2005: 3 a 1 em São Paulo.
Já a equipe da Baixada entra em campo com o peso de não
ter vencido um clássico sequer neste Brasileirão. “Tabus existem
para ser quebrados”, avisou o volante Rodrigo Souto. “Perdemos
alguns clássicos porque faltou dar algo a mais. Agora, vamos
entrar com tudo, mas sem afobação para não tomarmos um gol
logo de cara”, disse o atacante Renatinho.
Os santistas, aliás, têm um grande motivo para pregar tanta
cautela, uma vez que a equipe está repleta de desfalques.
O maior problema é a lateral esquerda, onde Luxemburgo não
poderá escalar Kléber, na seleção brasileira, Carlinhos, lesionado,
e Dionísio, suspenso. O zagueiro Adaílton também é ausência
pelo terceiro cartão amarelo, enquanto Maldonado defenderá
o Chile nas Eliminatórias para a Copa de 2010.
Na lateral esquerda, o destro Alessandro foi o escolhido
para ser improvisado. Mesmo assim, Luxemburgo fez mistério
sobre o time titular. Em treinamentos coletivos durante a
semana, ele surpreendeu e sacou o meia Rodrigo Tabata e o
atacante Renatinho, autores dos gols santistas na vitória
sobre o Botafogo, optando assim por Vitor Júnior e Moraes.
Porém, não será de se estranhar se a nova formação servir
apenas para confundir Caio Júnior, e o Santos aparecer com
outra equipe no clássico. “Troco os jogadores constantemente,
até para valorizar o elenco. De repente, posso mudar”, já
avisa Luxemburgo. Na defesa, Marcelo deverá herdar mesmo a
vaga de Adaílton, enquanto Adoniran é o favorito ao posto
que era de Maldonado.
Os desfalques, contudo, tiram do sério o comandante do Peixe.
Ele repete uma reclamação que já havia feito ao receber a
notícia da convocação de Kléber. “Meu time jogará desfalcado
porque faltou um pouco de bom senso das partes que comandam
o futebol brasileiro. Perdi o Maldonado e o Kléber, e o São
Paulo o Alex. É preciso ajustar o calendário. Isso atrapalha
quem está buscando uma Libertadores, um título. Temos datas
livres para colocar para frente esses jogos”, chia Luxemburgo.
Melhor para o Palmeiras, que não perdeu seu maior destaque
para a seleção chilena. O meio-campo Valdívia, embora tenha
sido poupado do treino de quarta-feira, participou normalmente
das atividades na quinta e deve comandar o setor ofensivo
do Palmeiras no clássico. Com isso, o treinador Caio Júnior
deve fazer apenas duas mudanças na equipe que venceu o Grêmio
na rodada passada: saem David e Wendel para as entradas de
Gustavo e Pierre, respectivamente.
O zagueiro Gustavo, aliás, avalia como normal as mudanças
realizadas pelo treinador, mesmo com David estando em boa
forma. “Meu trabalho aqui no Palmeiras é longo, só saí do
time por suspensão e agora por lesão. Temos um elenco de qualidade
e se ele optou por mim, é porque tenho condições. Estou feliz
com a minha volta e agora quero ajudar o Palmeiras a buscar
o objetivo maior, que é a Libertadores”, explicou.
Já para o volante Pierre, as alterações não mudam o entrosamento
do time, apenas a ofensividade da equipe. “Não acho que isso
mude muito taticamente. A única grande troca é a saída do
Wendel, porque jogar com três volantes dá mais liberdade para
o Makelele, mas atuar com Caio e Valdívia faz o time ser mais
ofensivo”, analisou o atleta.
No Santos, porém, a maneira como marcar Valdívia não parece
tirar o sono de muita gente. Luxemburgo, por exemplo, minimizou
as reclamações dos palmeirenses sobre a violência em cima
do chileno nos últimos jogos. “Ele é um grande jogador e terá
uma marcação normal. Minhas equipes nunca foram violentas.
Teremos um grande jogo de futebol”, muda de assunto Luxemburgo,
aconselhando Caio Júnior a chiar menos.
Se a marcação sobre Valdívia não será exagerada, por outro
lado, os jogadores do Peixe elogiam bastante o camisa dez
adversário. O volante Rodrigo Souto, por exemplo, chegou a
compará-lo a Tevez e Kaká, de Manchester United e Milan. “Sabemos
que ele é um jogador habilidoso, que gosta de girar com rapidez
para os dois lados”, analisou.
Os ingredientes para um clássico marcante estão aí: briga
acirrada por uma vaga na Libertadores, jogadores elogiados
de ambos os lados e, provavelmente, Vila Belmiro lotada. Tudo
para uma partida tão empolgante quanto a que Santos e Palmeiras
fizeram no primeiro turno, quando o Verdão buscou empate por
2 a 2 nos acréscimos, no Palestra Itália.
“Aquele jogo serviu de aprendizado para mim e toda equipe,
mas já faz parte do passado. Não influencia em nada agora”,
assegura Rodrigo Souto. Do outro lado, Caio Júnior também
crê que a partida de sábado nada tem a ver com o último encontro
entre as equipes. “As duas vezes que jogamos com eles neste
ano foram no Palestra Itália. Agora é diferente. O campo lá
(Vila Belmiro) é muito bom, só que eles têm o apoio da torcida.
Se tivermos uma boa postura, conseguiremos um bom resultado”,
concluiu. |