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24/12/2007
Montagem sobre foto de Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Seleção: decepção na vida dos craques palmeirenses

“Ademirzinho” sonha alto: quer busto ao lado do pai

O famoso ditado “filho de peixe, peixinho é”, tem tudo para dar certo no Palmeiras. Único dos três herdeiros do “Divino” a arriscar carreira no futebol, Ademir da Guia Júnior, o “Ademirzinho”, desistiu da carreira que seguia há dez anos no futebol de salão e, desde o mês de agosto, integra o time de juniores do Verdão.

Aos 17 anos, o filho do maior craque da Academia de Futebol do Palmeiras não se assusta com as inevitáveis cobranças que virão caso consiga subir aos profissionais do clube. E sonha alto: “Espero fazer uma história tão bonita aqui dentro quanto a do meu pai. Meu sonho é ter um busto ao lado do dele e vou batalhar bastante para isso”, avisou.

Para o aspirante a ídolo do Alviverde, o importante para seguir os passos do pai e alcançar o sucesso é, justamente, seguir a receita passada pelo próprio Ademir da Guia. “Meu pai sempre me diz para manter a humildade, buscar meu sonho e não desistir, independentemente dos percalços que apareçam no caminho. É isso o que vou fazer. Lutar e batalhar, cada vez mais, para alcançar meu objetivo”.

Questionado sobre quem é seu grande ídolo na história do Palmeiras, Ademirzinho seguiu ao pé da letra o ditado popular e, sem pestanejar, emendou: “O Valdívia é um excelente jogador, bom tecnicamente e importante para o time, mas, me inspiro mesmo é no meu pai e em tudo o que ele significou”.

Se dentro do clube em que ganharam notoriedade Ademir da Guia e Valdívia são unanimidades, o mesmo não se pode dizer sobre ambos em relação às seleções nacionais. Apesar de os motivos serem diferentes, a verdade é que tanto o “Divino” quanto o “Mago” deixaram a desejar ao defender seus países.

Principal astro da Academia de Futebol do Palmeiras na década de 70, Ademir da Guia sofreu com a forte concorrência em sua posição e, na briga com Pelé, Rivelino, Gérson e tantos outros camisas dez geniais da época, acabou não tendo muitas oportunidades de mostrar sua “divindade” com a verde e amarela.

“Eu, na verdade, não tive muita oportunidade e joguei apenas oito partidas pela seleção”, simplificou Ademir. “Estive na Copa de 74 (na Alemanha), mas atuei em apenas um jogo, a decisão de terceiro e quarto lugar”, recordou o Divino.

Valdívia, por outro lado, é considerado um dos principais talentos da nova geração de jogadores do Chile, que conta também com Villanueva, do Audax Italiano, e Gonzalo Fierro, do Colo Colo, mas não é peça indispensável para o técnico Marcelo Bielsa por problemas disciplinares fora das quatro linhas.

O jogador foi punido por 20 jogos pela Associação de Futebol do Chile por ter se envolvido em uma confusão com outros cinco companheiros durante a Copa América de 2007, disputada na Venezuela. Em dezembro, a pena foi revista e caiu em 50%, mas Valdívia não se abalou.

“Sempre que joguei na seleção, fui bem, mas estou suspenso e não tenho essa pressa para voltar. Sou pai e, para mim, primeiro vem minha esposa, minha filha e o Palmeiras. Depois vou pensar em seleção”, avisou Valdívia.

Mesmo com problemas disciplinares, muitos apostam que o futuro do “Mago” defendendo seu país ainda será brilhante e duradouro. Um dos defensores do meia palmeirense é justamente Ademir da Guia. “A punição é conseqüência da juventude dele, mas tenho certeza que o Valdívia ainda fará muito e será muito importante para a seleção do Chile”, opinou o Divino.


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