| Seleção:
decepção na vida dos craques palmeirenses
| “Ademirzinho”
sonha alto: quer busto ao lado do pai
O famoso ditado “filho de peixe, peixinho é”,
tem tudo para dar certo no Palmeiras. Único dos
três herdeiros do “Divino” a arriscar
carreira no futebol, Ademir da Guia Júnior, o
“Ademirzinho”, desistiu da carreira que
seguia há dez anos no futebol de salão
e, desde o mês de agosto, integra o time de juniores
do Verdão.
Aos 17 anos, o filho do maior craque da Academia de
Futebol do Palmeiras não se assusta com as inevitáveis
cobranças que virão caso consiga subir
aos profissionais do clube. E sonha alto: “Espero
fazer uma história tão bonita aqui dentro
quanto a do meu pai. Meu sonho é ter um busto
ao lado do dele e vou batalhar bastante para isso”,
avisou.
Para o aspirante a ídolo do Alviverde, o importante
para seguir os passos do pai e alcançar o sucesso
é, justamente, seguir a receita passada pelo
próprio Ademir da Guia. “Meu pai sempre
me diz para manter a humildade, buscar meu sonho e não
desistir, independentemente dos percalços que
apareçam no caminho. É isso o que vou
fazer. Lutar e batalhar, cada vez mais, para alcançar
meu objetivo”.
Questionado sobre quem é seu grande ídolo
na história do Palmeiras, Ademirzinho seguiu
ao pé da letra o ditado popular e, sem pestanejar,
emendou: “O Valdívia é um excelente
jogador, bom tecnicamente e importante para o time,
mas, me inspiro mesmo é no meu pai e em tudo
o que ele significou”. |
Se dentro do clube em que ganharam notoriedade Ademir da
Guia e Valdívia são unanimidades, o mesmo não
se pode dizer sobre ambos em relação às
seleções nacionais. Apesar de os motivos serem
diferentes, a verdade é que tanto o “Divino”
quanto o “Mago” deixaram a desejar ao defender
seus países.
Principal astro da Academia de Futebol do Palmeiras na década
de 70, Ademir da Guia sofreu com a forte concorrência
em sua posição e, na briga com Pelé,
Rivelino, Gérson e tantos outros camisas dez geniais
da época, acabou não tendo muitas oportunidades
de mostrar sua “divindade” com a verde e amarela.
“Eu, na verdade, não tive muita oportunidade
e joguei apenas oito partidas pela seleção”,
simplificou Ademir. “Estive na Copa de 74 (na Alemanha),
mas atuei em apenas um jogo, a decisão de terceiro
e quarto lugar”, recordou o Divino.
Valdívia, por outro lado, é considerado um
dos principais talentos da nova geração de jogadores
do Chile, que conta também com Villanueva, do Audax
Italiano, e Gonzalo Fierro, do Colo Colo, mas não é
peça indispensável para o técnico Marcelo
Bielsa por problemas disciplinares fora das quatro linhas.
O jogador foi punido por 20 jogos pela Associação
de Futebol do Chile por ter se envolvido em uma confusão
com outros cinco companheiros durante a Copa América
de 2007, disputada na Venezuela. Em dezembro, a pena foi revista
e caiu em 50%, mas Valdívia não se abalou.
“Sempre que joguei na seleção, fui bem,
mas estou suspenso e não tenho essa pressa para voltar.
Sou pai e, para mim, primeiro vem minha esposa, minha filha
e o Palmeiras. Depois vou pensar em seleção”,
avisou Valdívia.
Mesmo com problemas disciplinares, muitos apostam que o futuro
do “Mago” defendendo seu país ainda será
brilhante e duradouro. Um dos defensores do meia palmeirense
é justamente Ademir da Guia. “A punição
é conseqüência da juventude dele, mas tenho
certeza que o Valdívia ainda fará muito e será
muito importante para a seleção do Chile”,
opinou o Divino.
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