| Por Eduardo Carneiro, especial para GE.Net
| Regulamento |
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Na primeira fase, as 88 equipes da Copinha serão divididas em 22 grupos de
quatro. Os times se enfrentam em turno único, classificando-se
à próxima etapa o campeão de cada chave, além dos dez
melhores índices técnicos, independentemente dos grupos
ou das colocações. Da segunda fase em diante, as 32
agremiações classificadas disputarão o sistema de mata-mata
em jogo único até a decisão. |
| Confira
a tabela de jogos |
Responsável pela revelação de inúmeros craques do futebol nacional
desde sua primeira edição, em 1969, a tradicional Copa São Paulo
de futebol júnior começa a ser disputada neste sábado com a
participação de 88 clubes, divididos em 22 grupos, e termina
no próximo dia 25, data de aniversário da capital paulista.
O número excessivo de times na competição, na qual quase
faltam letras no alfabeto para dar nome aos grupos, ameaça
a histórica condição de celeiro de jogadores de destaque do
torneio. Algumas equipes são formadas por empresários, que
praticamente transformam o evento em um balcão de negócios.
O assédio dos agentes, aliás, levou o Botafogo a desistir
de jogar a Copinha em 2008. “A Copa São Paulo também caiu
muito. Estou analisando a tabela, o São Paulo vai pegar o
Gurupi, do Tocantins. O Flamengo, por exemplo, não está levando
seu grupo principal”, critica o gerente de futebol amador
do clube carioca, Riedel Alves. “O assédio de empresários
também é uma justificativa para não participarmos”.
| Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press |
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| Ladeira lamenta clubes de "empresários" e excesso de empresários interessados nos jovens valores do país |
O técnico Adaílton Ladeira, do time júnior do Corinthians,
enfatiza o discurso do dirigente botafoguense. “Não tem como
esconder o jogador, nem como blindá-lo, quem quiser pagar
a multa fica com ele. Inclusive a maioria dos meus atletas
tem procurador”, afirma o treinador, classificando Sorriso-MT
e Ceilândia-DF, dois dos adversários do Timão na primeira
fase, justamente como “equipes de empresários”.
Mesmo inchado com quase cem times e sob a mira dos agentes,
porém, a Copinha continua cumprindo a missão de revelar jogadores
de destaque. No último ano, por exemplo, o zagueiro Breno, do São
Paulo, ganhou notoriedade defendendo a equipe no torneio
e rendeu, ao término da temporada, US$ 19 milhões de dólares
ao Tricolor, sendo vendido ao Bayern de Munique.
Com isso, os jovens jogadores chegam para a disputa do campeonato
motivados com a chance de subirem para o profissional. Os
quatro grandes do estado anfitrião do torneio, aliás, contam
com treinadores acostumados a recorrer à base na formação
de seus times, casos de Muricy Ramalho, do São Paulo, e dos
recém-contratados Mano Menezes, do Corinthians, Emerson Leão,
do Santos, e Wanderley Luxemburgo, do Palmeiras.
Maior vencedor da história, com seis títulos, o Timão chega
à 39ª edição da Copa São Paulo rotulado como um dos favoritos
devido ao seu histórico no torneio (foi ainda sete vezes vice-campeão)
e buscando apagar o fracasso do ano passado, quando fez campanha
irrepreensível na fase inicial, mas acabou caindo logo no
primeiro mata-mata, ante o Cruzeiro.
“Todos estão cientes da importância do torneio e sabemos
que não somos favoritos. Temos que manter os pés no chão e
a humildade porque aprendemos com a lição de 2007”, comenta o zagueiro Renato, uma das principais apostas do time na Copinha.
O algoz corintiano na última edição, porém, vem a São Paulo
com a intenção de levar o bi para Belo Horizonte. Às vésperas
do início da competição, os comandados do técnico Enderson
Moreira prometem encarar a Copinha como uma Copa do Mundo.
“A Copa São Paulo é a principal competição da categoria
no nosso país e, para nós será novamente como uma Copa do
Mundo. Penso, passo a passo, em buscar o bi da Copa São Paulo
e depois continuar trabalhando muito para chegar de vez aos
profissionais”, afirma o zagueiro cruzeirense Wellington.
Foto Arquivo/Gazeta
Press |
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| Guilherme e Breno: duas das revelações da Copinha-2007 que ganharam fama |
Já o São Paulo, vice-campeão em 2007, tenta repetir a boa
campanha do ano passado para revelar “novos Brenos” - as principais
apostas são os meias Sérgio Motta e Oscar, além do atacante
Erick. Nos bastidores, o clube quer o título, mas admite que
a prioridade é revelar novos talentos. “A nossa estrutura
é uma grande vantagem para os jogadores”, define o técnico
Marcos Vizolli.
Diferentemente dos dois arqui-rivais da capital paulista,
o Palmeiras busca, na Copinha, apagar os fracassos nas edições
anteriores – é o único grande do estado que nunca conquistou
um título da competição.
“Os jogadores têm que colocar na cabeça que estão acima
dos outros, já que jogam no Palmeiras. São os adversários
que têm que se adequar, nós temos que nos impor”, discursa o coordenador das categorias de base Jorginho, que nesta Copinha
atuará também como treinador.
Além de Cruzeiro, São Paulo e Corinthians, o Fluminense,
segundo maior vencedor da história do torneio, com cinco títulos,
o Internacional, tetra, e Atlético-MG, tri, disputam a Copinha
de 2008 na esperança de retomar o caminho de conquistas na
categoria. De início, os três já são favoritos absolutos em
suas respectivas chaves na primeira fase.
Curiosamente, mesmo contando com a participação de times
de todos os estados do Brasil, apenas quatro federações (RS,
MG, SP e RJ) já disputaram a final da Copa São Paulo. Reverter
este tabu será a missão dos representantes dos outros estados
em 2008. |