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FICHA
TÉCNICA
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Local: Estádio
do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 2 de março de 2008, domingo
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Rodrigo Braghetto
Assistentes: Ednilson Corona e Vicente
Romano Neto |
CORINTHIANS:
Felipe; Chicão, William e Carlão; Carlos
Alberto, Bruno Octávio, Perdigão (Bóvio),
Lulinha e André Santos; Herrera e Lima (Diogo
Rincón)
Técnico: Mano Menezes
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PALMEIRAS:
Marcos; Gustavo, Henrique e Martinez (Wendel);
Élder Granja, Pierre, Léo Lima, Diego Souza
e Leandro; Valdívia e Alex Mineiro
Técnico: Vanderlei Luxemburgo |
Por Luiz Ricardo Fini e Paulo Amaral
Corinthians e Palmeiras travam
neste domingo um duelo de contrastes no Morumbi, às
16 horas (de Brasília). Combalido pelo rebaixamento
à Série B do Brasileiro, o Timão iniciou
o ano promovendo uma reformulação e apostando,
em sua maioria, em atletas sem status de estrela. Do outro
lado, o Verdão depositou suas esperanças no
retorno do vitorioso Wanderley Luxemburgo e em contratações
milionárias. Porém, o futebol reservou surpresas
e coloca os dois arqui-rivais em situações invertidas
no Campeonato Paulista.
O Corinthians superou a desconfiança inicial para
chegar ao clássico com vantagem sobre o oponente, que
pode até dar o virtual adeus ao sonho da próxima
fase em caso de tropeço. Ocupando apenas a nona posição
do Estadual, com 16 pontos, o milionário Verdão
necessita de um triunfo sobre o rival, que tem 20 e quer retomar
uma vaga no G-4.
O derby deste domingo ganha mais um tempero especial porque
pode ser o único entre os dois clubes no ano, já
que o Corinthians não disputará a Série
A do Brasileiro. Assim, os dois só poderão se
reencontrar nas fases finais do próprio Paulistão
ou da Copa do Brasil.
O Alvinegro tem a chance de diminuir a possibilidade de reencontro
em caso de vitória neste domingo, o que complicaria
a situação do rival no Estadual. Porém,
mesmo com a invencibilidade de nove jogos no Estadual, o Timão
recusa o rótulo de favorito e avisa que é preciso
manter a atenção para evitar a reação
do arqui-rival. “Podem querer nos colocar como favoritos,
mas em clássico não tem isso. O que mais tem
é time se superando em clássico”, alertou
o capitão William.
Os jogadores do Verdão admitem a superioridade atual
do rival na tabela, mas também lembram que, em clássicos,
as possibilidades se igualam dentro das quatro linhas. “A
rivalidade nunca vai mudar e nós, no Palmeiras, estamos
ansiosos para que chegue logo a hora do jogo. O Corinthians
está um pouquinho melhor, mas, se ganharmos, encostamos
neles na tabela”, calculou o lateral-esquerdo Leandro.
Apesar de não ter a mesma regularidade do rival na
competição, o Palmeiras carrega um retrospecto
positivo nos últimos jogos contra o Alvinegro de Parque
São Jorge. No ano passado, o Verdão venceu os
três encontros e sequer levou gol do arqui-rival. Aliás,
o time de Parque Antártica foi o responsável
em quebrar a invencibilidade alvinegra de seis partidas no
início do Brasileirão passado. O restante daquele
Nacional transformou-se um pesadelo aos corintianos...
“Não fomos bem nos últimos jogos contra
eles. É um jogo para a gente tentar se recuperar (do
ano passado) e subir na tabela. Pela história, há
mais rivalidade contra o Palmeiras e, por isso, uma vitória
contra eles tem um gostinho especial”, reconheceu Carlão,
demonstrando que as três derrotas do ano passado ficaram
engasgadas na garganta dos corintianos.
Mas, por outro lado, há um retrospecto favorável
ao Timão. O técnico Mano Menezes leva ligeira
vantagem sobre Wanderley Luxemburgo nos seis duelos que travaram,
todos em confrontos entre Grêmio e Santos. Na disputa
particular, o corintiano tem três vitórias, enquanto
o palmeirense possui duas. Houve apenas um empate no encontro
entre os dois comandantes. Entretanto, Mano rejeita qualquer
favoritismo por conta da vantagem na história contra
Luxa.
“Sempre vejo o trabalho de grupos contra grupos. O
que está acontecendo agora nada tem a ver com o que
aconteceu antes. Temos de analisar Corinthians contra Palmeiras,
com peculiaridades e realidades do momento. Não adianta
nada pensar no retrospecto, eu até gostaria, mas precisamos
analisar o momento”, ponderou.
Aliás, o encontro mais esperado do clássico
não se refere aos dois treinadores, mas sim a Mano
Menezes e o chileno Valdívia, que no ano passado trocaram
farpas antes e depois de um jogo entre Grêmio e Palmeiras.
Na época, o chileno acusou o treinador de ter mandado
os gremistas o agredirem em campo. Mas o gaúcho nega
atritos com o Mago atualmente.
“Cabe a nós marcá-lo bem porque merece
um cuidado especial. Mas vamos marcar jogando porque fazer
muitas faltas não resolve nosso problema. Cabe à
arbitragem ver o que é lícito ou não
e espero que todos façam sua parte bem, menos o Valdívia”,
sorriu Mano.
Diante dos contrastes, há um ponto em comum entre
os rivais: o mistério dos treinadores. Sem contar com
Fabinho, Dentinho e Acosta, Mano não dá pistas
da equipe que colocará em campo, confirmando apenas
o retorno de Herrera. Já Lima e o estreante Diogo Rincón
disputam outra vaga no setor ofensivo, enquanto Bóvio
e Perdigão duelam pelo posto de volante. Mesmo com
dores no ombro direito, o goleiro Felipe avisou que está
pronto para o jogo.
Luxemburgo, por sua vez, trabalhou sem a presença
das câmeras e dos jornalistas na sexta-feira e não
revelou se irá entrar em campo com o 3-5-2, adotado
nos empates contra Rio Claro e Rio Preto, ou no 4-4-2, utilizado
na vitória por 2 a 0 sobre o Cene. Quem deve reaparecer na equipe é Léo Lima.
O jogador cumpriu suspensão automática no empate
contra o Rio Preto e tem presença praticamente confirmada
no setor de meio-campo, ao lado de Pierre e Diego Souza.
O ex-gremista, aliás, não pestanejou quando
questionado se o jogo deste domingo será uma decisão
para o Verdão. “Sem dúvida. Estamos atrás
na tabela e a vitória será fundamental para
continuarmos na luta pelo título. Será um jogo-chave,
uma decisão, e irá definir muita coisa no campeonato,
pois quem vencer o clássico terá um algo a mais
para se superar nas outras partidas”, comentou.
A outra dúvida de Luxa está entre Martinez
e Wendel. Se optar pelo primeiro, Luxa montará o “falso”
3-5-2, com o ex-capitão atuando pela esquerda do tripé
de zagueiros. Com a segunda opção, Wendel reforçará
definitivamente o meio, deixando a defesa formada apenas por
Henrique e Gustavo. Também há a possibilidade
de Luxa mandar o time para cima do Corinthians, sacando Wendel
da equipe, recuando Valdívia ao meio-campo e colocando
Kléber ao lado de Alex Mineiro no ataque. O ex-jogador
do Dínamo, de Kiev, participou de 28 minutos da vitória
sobre o Cene, mas ainda está longe da forma física
ideal.
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