| De olho nas semifinais do Paulistão,
Guará sonha com filial européia
| Foto Marcelo Ferrelli / Gazeta Press |
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Sony Alberto Douer investe no Guaratinguetá e é sócio do presidente Carlos Arini na Sony Sports
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Com o fim da primeira fase do Campeonato Paulista cada vez
mais perto, a classificação para as semifinais
passou a ser o objeto de desejo do Guaratinguetá,
que lidera isoladamente a competição. No entanto,
tanto os atletas quanto a comissão técnica
e os dirigentes fazem questão de deixar claro que
o objetivo inicial da equipe do Vale do Paraíba era
mesmo ficar entre os quatro primeiros e que a presença
no G-4 não é nenhuma surpresa.
O presidente Carlos Arini, por exemplo, admite que o planejamento
feito no início da temporada previa uma boa campanha
no Estadual. "Estvava no planejamento fazer
um grande Campeonato Paulista, isso não vamos negar.
Já as conseqüências, como as sete vitórias
consecutivas e a liderança por um bom tempo, foram
frutos do trabalho. Agora, de vez em quando você planeja
e dentro das quatro linhas não dá certo. Acho
que um dos sucessos do Guará é que as coisas
que planejamos estão dando retorno", analisou.
Já o investidor Sony Alberto Douer crê que
o time pode chegar ainda mais longe. "Quando um planejamento é feito,
claro que é para o sucesso máximo. Só que
antes disso precisamos chegar aos quatro primeiros. Até porque
depois é mata-mata e fica complicado dizer quem é favorito",
ponderou o empresário, que ainda revelou a "fórmula" do
sucesso da equipe. "O planejamento do Guaratinguetá é sempre
para vencer e não para empatar. Até porque
seriam necessários três empates para conseguir
o que rende uma vitória", contou.
O otimismo da diretoria, porém, é deixado
de lado pelo treinador Guilherme Macuglia. "Faltam sete jogos
duríssimos e temos que manter os pés no chão,
tratando todas as partidas como decisivas", decretou o comandante,
que mesmo assim admitiu que o plano é realmente chegar às
semifinais. "Primeiro queremos chegar entre os quatro, depois é outra
situação. Se classificarmos às semifinais,
podemos repensar esse objetivo e brigar para sermos campeões",
explicou Macuglia, cujo discurso também foi seguido
pelos atletas.
"A gente fechou desde o início que ia ficar entre
os quatro. Não precisamos ficar em primeiro, mas se
acontecer nós vamos ter alguma vantagem. Mesmo assim,
nosso primeiro objetivo nosso é ficar entre os quatro,
o resto a gente pensa depois", revelou o goleiro Fábio,
O atacante Dinei, por outro lado, vai além e acredita
que o primeiro título estadual do time pode ser alcançado
ainda nesta temporada. "Vamos até a final. A equipe
está em busca desse título", decretou.
Apostas e objetivos à parte, o Guaratinguetá também
sonha com outra conquista: a de adquirir um clube europeu
para ser sua filial. O próprio presidente Carlos Arini
explica que a eliminação de intermediários
nas negociações de atletas brasileiros com
clubes do exterior é a principal motivação
do projeto de internacionalização do Guaratinguetá.
"É um plano. Você vai à Europa, em países
que têm a facilidade do passaporte comunitário,
caso da Bélgica e da Suíça, e faz um
trabalho em clubes que disputem a segunda divisão
destes países, o que não é nenhuma loucura.
Aí você tem a matriz, que seria o Guará,
e um clube no exterior, podendo fazer esse intercâmbio
sem precisar ficar passando por algum outro time aqui no
Brasil. Esse é um projeto audacioso, até porque
geralmente acontece o inverso", esclareceu.
Mesmo assim, o dirigente admite que o plano é apenas
um sonho distante, e que será necessário pensar
na melhoria da infra-estrutura da matriz antes de abrir uma
filial. "Se a gente conseguir capitalizar isso aí com
a venda de atletas, com um fundo ou coisa do gênero,
seria bastante interessante. Só que isso é precoce,
ainda temos muitas coisas à frente, caso do nosso
CT e nossa categoria de base", ponderou Carlito.
Até mesmo o primeiro presidente e atual preparador
de goleiros, João Carlos Fonseca, acredita que a equipe
pode ir ainda mais longe do que já foi. "Eu tive a
felicidade de fundar o clube junto com o ex-presidente Mário
Augusto e o ex-presidente da Câmara daqui de Guará,
João Pita, em 1998. Lógico que não esperava
todo esse sucesso, mas fico muito contente em ver que uma
semente lançada por nós virou tudo isso que é hoje",
desabafou Cacalo, que defendeu a Esportiva, antigo clube
da cidade, quando era jogador.
"Nessa altura do campeonato não há mais barreiras
para o Guaratinguetá. Quem sabe não podemos
ser campeões brasileiros, da Libertadores ou do Mundial
de Clubes? Lógico que isso talvez demore, mas se em
tão pouco tempo chegamos tão longe, acho que
podemos sonhar com qualquer coisa. O sonho não tem
limite", finalizou.
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