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10/03/2008
Montagem sobre fotos de Marcelo Ferrelli e Djalma Vassão/Gazeta Press

De olho nas semifinais do Paulistão, Guará sonha com filial européia

Foto Marcelo Ferrelli / Gazeta Press

Sony Alberto Douer investe no Guaratinguetá e é sócio do presidente Carlos Arini na Sony Sports

Com o fim da primeira fase do Campeonato Paulista cada vez mais perto, a classificação para as semifinais passou a ser o objeto de desejo do Guaratinguetá, que lidera isoladamente a competição. No entanto, tanto os atletas quanto a comissão técnica e os dirigentes fazem questão de deixar claro que o objetivo inicial da equipe do Vale do Paraíba era mesmo ficar entre os quatro primeiros e que a presença no G-4 não é nenhuma surpresa.

O presidente Carlos Arini, por exemplo, admite que o planejamento feito no início da temporada previa uma boa campanha no Estadual. "Estvava no planejamento fazer um grande Campeonato Paulista, isso não vamos negar. Já as conseqüências, como as sete vitórias consecutivas e a liderança por um bom tempo, foram frutos do trabalho. Agora, de vez em quando você planeja e dentro das quatro linhas não dá certo. Acho que um dos sucessos do Guará é que as coisas que planejamos estão dando retorno", analisou.

Já o investidor Sony Alberto Douer crê que o time pode chegar ainda mais longe. "Quando um planejamento é feito, claro que é para o sucesso máximo. Só que antes disso precisamos chegar aos quatro primeiros. Até porque depois é mata-mata e fica complicado dizer quem é favorito", ponderou o empresário, que ainda revelou a "fórmula" do sucesso da equipe. "O planejamento do Guaratinguetá é sempre para vencer e não para empatar. Até porque seriam necessários três empates para conseguir o que rende uma vitória", contou.

O otimismo da diretoria, porém, é deixado de lado pelo treinador Guilherme Macuglia. "Faltam sete jogos duríssimos e temos que manter os pés no chão, tratando todas as partidas como decisivas", decretou o comandante, que mesmo assim admitiu que o plano é realmente chegar às semifinais. "Primeiro queremos chegar entre os quatro, depois é outra situação. Se classificarmos às semifinais, podemos repensar esse objetivo e brigar para sermos campeões", explicou Macuglia, cujo discurso também foi seguido pelos atletas.

"A gente fechou desde o início que ia ficar entre os quatro. Não precisamos ficar em primeiro, mas se acontecer nós vamos ter alguma vantagem. Mesmo assim, nosso primeiro objetivo nosso é ficar entre os quatro, o resto a gente pensa depois", revelou o goleiro Fábio, O atacante Dinei, por outro lado, vai além e acredita que o primeiro título estadual do time pode ser alcançado ainda nesta temporada. "Vamos até a final. A equipe está em busca desse título", decretou.

Apostas e objetivos à parte, o Guaratinguetá também sonha com outra conquista: a de adquirir um clube europeu para ser sua filial. O próprio presidente Carlos Arini explica que a eliminação de intermediários nas negociações de atletas brasileiros com clubes do exterior é a principal motivação do projeto de internacionalização do Guaratinguetá.

"É um plano. Você vai à Europa, em países que têm a facilidade do passaporte comunitário, caso da Bélgica e da Suíça, e faz um trabalho em clubes que disputem a segunda divisão destes países, o que não é nenhuma loucura. Aí você tem a matriz, que seria o Guará, e um clube no exterior, podendo fazer esse intercâmbio sem precisar ficar passando por algum outro time aqui no Brasil. Esse é um projeto audacioso, até porque geralmente acontece o inverso", esclareceu.

Mesmo assim, o dirigente admite que o plano é apenas um sonho distante, e que será necessário pensar na melhoria da infra-estrutura da matriz antes de abrir uma filial. "Se a gente conseguir capitalizar isso aí com a venda de atletas, com um fundo ou coisa do gênero, seria bastante interessante. Só que isso é precoce, ainda temos muitas coisas à frente, caso do nosso CT e nossa categoria de base", ponderou Carlito.

Até mesmo o primeiro presidente e atual preparador de goleiros, João Carlos Fonseca, acredita que a equipe pode ir ainda mais longe do que já foi. "Eu tive a felicidade de fundar o clube junto com o ex-presidente Mário Augusto e o ex-presidente da Câmara daqui de Guará, João Pita, em 1998. Lógico que não esperava todo esse sucesso, mas fico muito contente em ver que uma semente lançada por nós virou tudo isso que é hoje", desabafou Cacalo, que defendeu a Esportiva, antigo clube da cidade, quando era jogador.

"Nessa altura do campeonato não há mais barreiras para o Guaratinguetá. Quem sabe não podemos ser campeões brasileiros, da Libertadores ou do Mundial de Clubes? Lógico que isso talvez demore, mas se em tão pouco tempo chegamos tão longe, acho que podemos sonhar com qualquer coisa. O sonho não tem limite", finalizou.


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