| Por Marcelo Belpiede e Paulo Amaral
| FICHA TÉCNICA:
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Local: Estádio Santa Cruz,
em Ribeirão Preto (SP) Data: 16 de março de
2008 (domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Flávio Rodrigues Guerra (SP) Assistentes:
Carlos Augusto Nogueira Júnior e Aline Lambert (SP) |
PALMEIRAS:
Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Wendel
(David), Léo Lima, Diego Souza e Valdívia; Kléber e Alex
Mineiro Técnico:
Wanderley Luxemburgo |
| SÃO
PAULO: Rogério Ceni; Zé Luis, Juninho e André Dias;
Joílson, Richarlyson, Hernanes, Carlos Alberto e Jorge
Wagner; Borges e Adriano
Técnico: Muricy Ramalho
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Bicampeão brasileiro e um dos times mais regulares do país
nos últimos anos, o São Paulo ostenta uma supremacia sobre
o Palmeiras que dura dez anos no âmbito paulista (última derrota
foi em 1997) e quase dois no nacional (perdeu no Brasileiro
2006). Apesar do tabu e de também estar na frente do rival
na tabela do atual Estadual (26 pontos contra 25 do Palmeiras),
o Tricolor não acredita ser o favorito na partida marcada
para este domingo, às 16 horas, no estádio Santa Cruz, em
Ribeirao Preto.
Líder do elenco e capitão são-paulino, o goleiro Rogério
Ceni foi o primeiro a rotular o rival como favorito para o
clássico. “Pela primeira vez em muito tempo vamos jogar contra
alguém que vive um momento melhor que o nosso. Eles são os
favoritos. Há momentos na vida que temos que ver que os outros
são superiores”, avisou o camisa um, que aponta os inúmeros
desfalques do time para domingo como razão para o favoritismo
palmeirense.
“As coisas mudaram muito no banco de reservas. São muitas
lesões, cartões, além dos jogadores negociados. Não contávamos
com a perda de tantos atletas. Somos limitados em jogadores
e qualidade”, comentou Ceni. “No Palmeiras, o elenco é mais
encorpado. Sai o Valdívia ou Diego Souza, entra Denílson,
Martinez”, completou. Muricy Ramalho concordou com seu capitão.
“Fica difícil para arrumarmos o time, não consigo arrumar
a defesa, meio-campo, toda hora perco um. Nesse sentindo,
o Palmeiras leva vantagem. O Rogério tem razão”, sintetizou
o comandante são-paulino, que não terá Miranda e Dagoberto
(suspensos), além de Fábio Santos, Alex, Reasco e Alex Silva
(contundidos) .
O treinador são-paulino alertou, no entanto, que o favoritismo
palmeirense pode cair por terra assim que a bola começar a
rolar no Santa Cruz. “Dentro de campo as coisas mudam e se
equilibram com o trabalho dos técnicos e os esforços dos jogadores
dentro de campo”.
Do outro lado do muro que separa os centros de treinamento,
o artifício de empurrar o favoritismo para o Palmeiras não
iludiu o experiente técnico Wanderley Luxemburgo e o elenco
do Verdão.
'Clássico não tem favorito', afirmou Luxa. 'Palmeiras e
São Paulo sempre entrarão em campo para ganhar. Às vezes,
o Palmeiras está mal e dá uma porradinha no São Paulo. Em
outras, é o oposto. Não tem favorito, mas o Rogério Ceni tem
o direito de ter a opinião dele, completou'.
Para o treinador, o confronto deste domingo é importante,
mas não decidirá o futuro de nenhuma das equipes na competição.
“É um momento nobre do futebol, mas a vida dos dois clubes
não termina se não ganhar essa partida. Acho importante meus
atletas terem discernimento, pois a vida continua com vitória,
empate ou derrota”, filosofou.
Capitão do Alviverde na virada sobre a Ponte Preta, o zagueiro
Gustavo decidiu aceitar o favoritismo atribuído pelos são-paulinos
a sua equipe. “Se o Rogério está jogando a responsabilidade
para o nosso lado, vamos assumir, pois em clássico ganha aquele
que aproveitar melhor as oportunidades e errar menos”, opinou.
“Estamos crescendo no momento certo e mostrando nossa força
na reta final da competição. Em clássicos não há favoritos”,
ponderou Gustavo, acompanhado pelo artilheiro do time no Paulistão,
Alex Mineiro. “Clássicos são decididos nos detalhes e nas
desatenções. Favoritismo não existe, mas eu acredito na força
do Palmeiras”, avisou o camisa nove.
Dentro de campo: Favoritismo à parte, os dois treinadores
têm trabalhado bastante para colocar em campo uma equipe competitiva
para vencer o clássico. Para minimizar o excesso de problemas
que terá para montar o time são-paulino, o técnico Muricy
Ramalho conta com a versatilidade de alguns atletas do elenco,
como o volante Zé Luis,que deve aparecer improvisado na defesa
ao lado de Juninho e André Dias, recuperado de lesão.
Carlos Alberto, que atuou durante 88 minutos contra o Barueri,
também vive a expectativa de ser escalado como titular pela
segunda vez consecutiva. Jorge Wagner, que atua no mesmo setor,
vê com bons olhos tal possibilidade. “Carlos Alberto é um
grande jogador e procurou contribuir da melhor maneira possível
no último jogo. Esse é um momento em que esperamos contar
com todos”, comentou. “Mas só saberemos a escalação no dia
do jogo”.
O volante Hernanes sabe que terá a dura missão de marcar
o chileno Valdívia no domingo. Livre da suspensão que o tirou
do jogo contra a Ponte Preta, o “Mago” merecerá atenção especial
do lado tricolor.
“Não é só o Valdívia que joga no Palmeiras. Vamos precisar
ter cuidado com todos. O Diego Souza é um grande jogador no
meio-campo, o Leandro vem muito bem na lateral esquerda e
o Alex Mineiro é um goleador. Esperamos que seja um jogo bonito
de se ver”, comentou Hernanes.
Os palmeirenses também acreditam que o duelo do Santa Cruz
será vistoso. “Será um clássico importantíssimo e um grande
jogo. O Palmeiras está crescendo a cada partida e mostrando
sua força. O São Paulo tem um elenco muito bom e peças de
reposição à altura. Será uma excelente partida”, apostou Alex
Mineiro, que terá como companheiro de ataque o ex-são-paulino
Kléber.
“Passei dez anos da minha vida no São Paulo e tenho um carinho
muito grande pelo clube, mas agora estou no Palmeiras. Fui
muito bem recebido por todos, estou feliz aqui e farei de
tudo para tentar conquistar mais três pontos para nossa equipe”,
avisou Kléber, que acumula quatro vitórias nos quatro jogos
que disputou pelo Verdão (Cene, Corinthians, Bragantino e
Ponte Preta).
Outro ex-são-paulino à disposição de Wanderley Luxemburgo
é Denílson. Titular contra a Ponte Preta, o jogador se transformou
no novo xodó da torcida alviverde e, contra o Tricolor, deverá
entrar na partida no segundo tempo. “Por tudo o que o São
Paulo fez por mim, a minha intenção era não comemorar gols
contra eles. Mas o carinho e apoio que recebi aqui no Palmeiras
foram sensacionais. Estou muito feliz e mesmo não sendo titular,
eu me sinto útil ao grupo. Estou recuperando a minha forma
e quero ganhar muitos títulos no Palmeiras”, avisou o habilidoso
canhoto.
Além da volta de Valdívia ao meio-campo junto com Diego Souza, o Palmeiras terá o retorno de Marcos ao gol no
posto de Diego Cavalieri. Os desfalques serão Pierre e Lenny,
suspensos pelo terceiro cartão amarelo.
Para o lugar do camisa cinco, o favorito é Wendel, mas Luxemburgo
poderá surpreender e optar pela entrada do zagueiro David,
que atua tanto no tripé defensivo quanto no setor de meio-campo.
“Vou segurar mais um pouquinho, mas posso mudar o time. Ou
não”, terminou Luxa, cheio de mistério.
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