| Por William
Correia e Emanuel Colombari, especial para a GE.Net
| FICHA
TÉCNICA |
Local: Moisés
Lucarelli, em Campinas (SP) Data: 12
de abril de 2008, sábado Horário:
18h10 (de Brasília) Árbitro:
Sálvio Spínola Fagundes Filho (Fifa-SP)
Assistentes: Carlos Augusto Júnior
e Aline Lambert (ambos de SP) |
PONTE
PRETA: Aranha; Eduardo Arroz, Jean, César
e Vicente; Deda, Bilica, Elias e Renato; Luís Ricardo
e Wanderley
Técnico: Sérgio Guedes |
GUARATINGUETÁ:
Fábio; Nelsinho, Carlinhos, Toninho e
Jéferson; Magal, Jackson, Alê e Michael;
Dinei e Alessandro
Técnico: Guilherme Macuglia |
Pela primeira vez desde 2004, o Campeonato Paulista terá
um representante do Interior na decisão do título.
A exemplo do que clubes como Inter de Limeira, Guarani, Bragantino,
São José, Novorizontino e Paulista de Jundiaí
já fizeram no passado, Guaratinguetá e Ponte
Preta disputam em 2008 a primazia de disputar a decisão
do mais importante Estadual do país. Em situações
parecidas, mas, ao mesmo tempo, bem diferentes. Inclusive
em suas histórias.
A semifinal ‘caipira’ deste Paulistão reservou
um confronto interessante. De um lado, um dos “filhos”
da filosofia de clube-empresa, o Guará, fundado em
1º de outubro de 1998 e disputando a elite estadual pela
segunda vez em sua história. Já o adversário
é o clube de futebol mais antigo do Brasil. Em seus
107 anos de vida, a Macaca já chegou quatro vezes ao
vice-campeonato do Estadual, em 1970, 1977, 1979 e 1981 –
sem, contudo, alcançar o caneco.
Em 2008, contudo, quem está melhor é a Garça
do Vale. O surpreendente time do Vale do Paraíba terminou
a primeira fase do Paulistão não apenas como
líder da tabela, mas também com a melhor defesa
do campeonato: foram apenas 14 gols sofridos em 19 jogos,
contra 15 do Corinthians e 16 do Palmeiras. A Ponte sofreu
23, mas compensou com nada menos do que 36 gols marcados,
que transformaram a Macaca na equipe de melhor ataque do Paulistão
até aqui.
No confronto entre os dois times pela fase de classificação,
o poderoso ataque ponte-pretano fez a diferença: mesmo
jogando fora de casa, a Macaca conseguiu uma vitória
por 3 a 0. Na ocasião, os comandados de Sérgio
Guedes chegaram a tomar dos jogadores de Guilherme Macuglia
a liderança da competição. Ainda assim,
a Ponte sofreu com uma fase de cinco jogos sem vitórias,
e só conseguiu assegurar o quarto lugar das semifinais
na última rodada.
Porém, aquele duelo de 16 de fevereiro não servia
apenas para mudar a liderança do Paulistão.
Em boa situação, os dois times já puderam
observar detalhes um do outro. “Eles se defendem muito,
mas também buscam o contra-ataque rápido. Eles
têm muita velocidade com o Dinei e o Michael”,
afirma o meia Renato, artilheiro da Ponte com oito gols, ciente
das dificuldades que o Guará deve impor no setor ofensivo.
Os líderes da primeira fase, no entanto, avisam que
também tem força no ataque. E usam até
a derrota por 3 a 0 para os campineiros como exemplo. “Naquele
jogo, a equipe entrou em campo muito ansiosa porque queria
abrir vantagem sobre a Ponte na liderança. Criamos
chances, não fizemos, tomamos o gol, e mesmo assim
teve bola na trave, o Aranha defendendo, bola batendo nas
costas dele e saindo... Nós criamos mais”, definiu
Guilherme Macuglia.
Porém, apesar dos elogios àquela atuação,
o comandante do Guará admite que sua confiança
para o primeiro jogo das semifinais está na evolução
da equipe. “Já analisamos o vídeo do jogo
e vimos o que temos que fazer. Agora, o grupo está
mais maduro, confiante, equilibrado. Fomos evoluindo e já
mostramos poder de reação depois de duas oscilações.
Buscamos fora os pontos que perdemos em casa”, aponta.
“O Dinei e o Alessandro, nossos atacantes, agora estão
bem mais confiantes. E quando estamos em um mata-mata, tudo
é decidido nos detalhe”, completa Macuglia.
Fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press |
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| Dinei (acima) reforça o Guará
na semifinal. Aranha demonstra confiança pela classificação
à final. |
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Em relação a esses detalhes, os dois oponentes
poderão contar com todos os diferenciais. Tanto Ponte
Preta como Guaratinguetá entram em campo sem desfalques
por lesões ou suspensões. Ou seja: o torcedor
que for ao Moisés Lucarelli verá a força
máxima de ambas as equipes. O problema pode ficar para
a segunda partida, já que os dois clubes têm
jogadores pendurados.
Dentre os campineiros, Renato pode ser um dos problemas para
o segundo jogo das semifinais em Guaratinguetá. Com
dois cartões, o meia é um dos cinco pendurados
do técnico Sérgio Guedes – que também
tem Aranha, Deda, Luis Ricardo e Marcelo Soares com dois cartões
amarelos contabilizados. No entanto, nenhum jogador do elenco
campineiro sofre com contusões ou com suspensão
para entrar em campo. Mesmo Eduardo Arroz e Bilica, que discutiram
durante treinos recentes, devem ser mantidos no time titular.
No Vale do Paraíba, também não haverá
novidade. O zagueiro Toninho, o meia Michael e o atacante
Dinei, ausentes na última rodada por suspensão,
retomam seus postos no time-base que Macuglia utilizou nos
19 jogos da primeira fase. A lista de atletas com dois amarelos
também não é grande: o volante Magal
e os meias Alê e Jackson.
Se perde na relação de pendurados, a Ponte tem
um dado a seu favor: o retrospecto. No Moisés Lucarelli,
onde acontece o primeiro jogo das semifinais, a Macaca disputou
11 jogos, vencendo oito e empatando dois. O Guará,
em compensação, não tem mostrado força
no estádio Professor Dario Rodrigues Leite, onde os
times se encontram pela segunda semifinal: foram seis vitórias
e quatro derrotas em dez jogos – incluindo a partida
contra a Ponte.
Porém, o dado não animou muito os jogadores
campineiros. “Não vamos mudar nossa maneira de
jogar. Desde o começo, pensamos sempre na próxima
partida. Não estamos pensando no segundo jogo”,
afirmou o goleiro Aranha, uma das principais referências
do time ponte-pretano e nada surpreso com a classificação
para brigar pelo título. “A gente mostrou até
agora que tem capacidade.”
No Guará, a manutenção do estilo de jogo
também é prometida. “Nós jogamos
o campeonato todo da mesma forma, em casa ou fora. Mudamos um
outro jogador no meio do campeonato, mas a forma sempre foi
a mesma”, assegura Guilherme Macuglia. |