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12/04/2008
Montagem sobre fotos Gazeta Press

Por Paulo Amaral e Marcelo Belpiede

FICHA TÉCNICA
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 13 de abril de 2008 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Paulo César de Oliveira (Fifa-SP)
Assistentes: Márcio Luiz Augusto e Maria Eliza Correia Barbosa (SP)
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Joílson, André Dias, Miranda e Júnior; Hernanes, Richarlyson, Zé Luis e Jorge Wagner; Dagoberto (Hugo) e Adriano
Técnico:
Muricy Ramalho
PALMEIRAS: Marcos; Élder Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Pierre, Léo Lima, Diego Souza e Valdívia; Kléber e Alex Mineiro
Técnico:
Wanderley Luxemburgo
Fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Jorge Wagner
Kléber

Considerados favoritos ao título paulista na disputa com Ponte Preta e Guaratinguetá, São Paulo e Palmeiras iniciam neste domingo, às 16 horas, no Morumbi, a caminhada por uma vaga na decisão do Estadual e fazem, aos olhos da crítica, a popular “final antecipada” da competição.

O clima para o jogo entre os co-irmãos não é, nem de longe, amistoso. As seqüelas do último encontro, realizado no dia 16 de março, em Ribeirão Preto, e vencido pelo Alviverde por 4 a 1, seguem vivas em ambas as equipes, acirrando ainda mais a atmosfera que cerca o reencontro.

Punidos pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) através de imagens flagradas por câmeras de televisão, o palmeirense Kléber e o são-paulino Jorge Wagner terão novamente pela frente os “vilões” de suas penas: André Dias e Valdívia.

Toda a celeuma causada pelas suspensões dos dois atletas não é novidade na longa história entre os clubes. A rivalidade entre São Paulo e Palmeiras vem de longa data e já passou por situação semelhante no início da década de 90.

Soberano no mundo da bola, o São Paulo, então treinado por Telê Santana, era o “time da moda”, bicampeão da Libertadores da América e também mundial. O Palmeiras, por sua vez, trazia na parceria com a Parmalat, pioneira no país, e na chegada de um técnico promissor, Wanderley Luxemburgo, a esperança de terminar com um jejum de quase 17 anos sem conquistas.

Agora, em 2008, a história se repete. Enquanto o São Paulo, comandado por Muricy Ramalho, discípulo do “mestre” Telê, chega às semifinais com o status de ser o atual bicampeão brasileiro no currículo, o Palmeiras, sem conquistas estaduais desde 1996, traz novamente em Wanderley Luxemburgo, hoje um dos principais técnicos do pais e até do mundo, curiosamente o último a comandar o time em um título paulista, a grande esperança de sair novamente do jejum.

Remanescente do time campeão de 1996, o goleiro Marcos, à época reserva de Velloso, prefere frear as comparações e não vê o Palmeiras como o “substituto” do São Paulo como bicho-papão do futebol novamente. “Não podemos nos colocar como substitutos, até porque, para passar por tudo o que o São Paulo passou nos últimos anos, o Palmeiras precisa voltar a conquistar títulos”.

O vice-presidente do Verdão, Gilberto Cipullo, também participou da administração vitoriosa da Parmalat, mas evitou comparar a rivalidade da década 90 com o atual momento das equipes. “Não temos que pensar em tomar o lugar do São Paulo, pois, sempre que enfrentamos o São Paulo, não há quem está melhor ou está pior”, diz.

Wanderley Luxemburgo, responsável pela reformulação palmeirense em 2008, concordou: “Não temos que fazer comparações, pois essa equipe ainda não ganhou nada. O trabalho está sendo feito de maneira a buscar títulos, mas ainda não alcançamos nada”, ressaltou.

No São Paulo, os sinais são claros de que o time já não apresenta a confiança de anos anteriores, um momento parecido quando o Palmeiras começou a ganhar espaço nos anos 90. A fragilidade tricolor ficou provada novamente na recente derrota diante do modesto Audax Italiano, pela Libertadores.

“Foi resultado ruim, surpreendente, não esperávamos esse resultado adverso. Temos que evitar situações como essa, buscar forças para recuperar ânimo e o nosso futebol”, comentou o vice de futebol Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, visivelmente preocupado com a instabilidade do equipe.

Os próprios jogadores do Tricolor são bombardeados com perguntas sobre o favoritismo alviverde no confronto. A ordem é exaltar a força do elenco bicampeão brasileiro. “Não existe desvantagem. No clássico, tem que esquecer cansaço e a tristeza”, receitou o atacante Adriano, abordando a preocupante maratona de jogos da equipe na temporada.

Mesmo descontente com a atuação da sua equipe no Chile, o técnico Muricy Ramalho é outro a enfatizar o equilíbrio da semifinal, apesar de saber que seu time terá apenas dois dias de descanso após a volta de Santiago, enquanto o Palmeiras apenas treinou nesta semana. “Serão dois grandes jogos, com a presença de ótimos jogadores. Levaremos desvantagem na parte física, mas nossa qualidade é boa”, lembrou.

Palmeiras completo: Em relação aos times que começarão jogando, mais uma vez a vantagem parece estar do lado palmeirense, que terá todo o grupo à disposição do técnico Wanderley Luxemburgo. Kléber, de volta após cumprir os três jogos de suspensão impostos pelo TJD, é a grande atração.

Na primeira vez que jogou contra sua ex-equipe, o jogador, revelado pelo São Paulo, marcou um gol (o de empate) e foi o centro das atenções pela confusão com André Dias. De volta, o atleta espera manter a escrita que tem desde que começou a jogar pelo Verdão. Até o momento, são sete jogos e sete vitórias, diante de Cene-MS, Corinthians, Bragantino, Ponte Preta, Paulista, São Paulo e Central-PE.

Alex Mineiro, que formará dupla com Kléber, espera reeditar a boa parceria mostrada nas vezes em que atuaram juntos para, quem sabe, aumentar ainda mais a vantagem que o Palmeiras já tem sobre seu adversário. “O Palmeiras está bem tranqüilo quanto a essa partida e nós vamos jogar para vencer. Não tem essa de vantagem. Está tudo 0 a 0 e o objetivo do Palmeiras é sempre o gol. Vamos tentar ganhar o primeiro jogo para ter mais tranqüilidade ainda no Palestra Itália”, prometeu o jogador, artilheiro do Verdão no Paulista, com 11 gols.

O setor de meio-campo também terá alterações, já que Valdívia, outro livre de suspensão, e Pierre, poupado contra o Barueri por estar com dois cartões amarelos, retomam seus lugares. O volante, aliás, é, ao lado de Martinez, o único atleta do elenco pendurado com dois cartões.

Do lado são-paulino, para contrastar, Muricy Ramalho terá que orientar bem seus atletas, pois conta com oito jogadores ameaçados de suspensão: Rogério Ceni, Júnior, Richarlyson, Hernanes, André Dias, Joílson, Zé Luis e Jorge Wagner.

Para esta partida, o técnico do Tricolor já não poderá contar com Aloísio, Juninho, Reasco e Alex, machucados, além do artilheiro Borges, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, e com a dupla Carlos Alberto e Fábio Santos, afastados temporariamente do elenco por indisciplina.

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