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19/04/2008
Montagem sobre fotos Gazeta Press

Por Emanuel Colombari e William Correia, especial para a GE.Net

FICHA TÉCNICA
Local: Estádio Professor Dario Rodrigues Leite, em Guaratinguetá (SP)
Data: 19 de abril de 2008, sábado
Horário: 18h10 (horário de Brasília)
Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Auxiliares: Ednílson Corona (SP) e Ana Paula de Oliveira (SP)
GUARATINGUETÁ: Fábio; Alex Silva, Thiago Gomes, Toninho e Jéferson; Magal, Jackson, Alê e Michael; Dinei e Alessandro
Técnico:
Guilherme Macuglia
PONTE PRETA: Aranha; Eduardo Arroz, Jean, César e Vicente; Ricardo Conceição, Bilica, Juliano (Fabiano) e Renato; Luís Ricardo e Wanderley
Técnico: Sérgio Guedes
Fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Aranha: confiança nos colegas de ataque para colocar a Ponte Preta nas finais do Paulistão
Dinei e Alessandro: resposta do defensivo Guará ao poderio ofensivo da Macaca

Diz o conhecimento popular que a melhor defesa é o ataque. No Campeonato Paulista, porém, melhor defesa e melhor ataque são fundamentos que pertencem a duas equipes diferentes, e que se cruzam nas semifinais da competição. De um lado, o Guaratinguetá e seus 14 gols sofridos na primeira fase; do outro, a Ponte Preta e seus 36 gols marcados em 19 jogos.

Até aqui, o regulamento dá vantagem ao Guará, que terminou a fase de classificação no surpreendente primeiro lugar, garantindo para si o direito de jogar por dois resultados iguais e de decidir a fatura em sua casa. Porém, quem saiu na frente mesmo foi a Macaca, que venceu por 1 a 0 o primeiro confronto entre os dois times pelas semifinais e pode jogar por um empate no segundo confronto, marcado para este sábado, às 18h10, no estádio Professor Dario Rodrigues Leite. Curiosamente, exatamente em sua casa é que o Guará tem tido dificuldades para atuar: em dez jogos, foram quatro derrotas.

E o poderio ofensivo dos campineiros, por sua vez, tem sido decisivo neste ano. Pela fase de classificação do Estadual, a Ponte foi a Guaratinguetá e já venceu o Tricolor do Vale do Paraíba por 3 a 0. Na ocasião, os gols de Danilo Neco, Elias e Luís Ricardo não apenas garantiram a vitória, como ainda colocaram o time de Sérgio Guedes na liderança, tomada do próprio Guará. O Paulistão estava então na nona rodada, mas o ataque ponte-pretano continuou fundamental – mesmo na fase de cinco jogos sem vitória que se seguiu, e que só se encerrou com o 4 a 2 sobre o Guarani no dérbi campineiro.

Por isso, a aposta da Ponte Preta para a semifinal deste sábado é a mesma: o ataque. “Nosso time jogou o campeonato inteiro assim, não vai mudar agora. Mas vamos jogar de maneira cautelosa, com cuidado”, alerta o goleiro Aranha, principal responsável exatamente pela defesa campineira que sofreu 23 gols. “Lá na frente, o pessoal vem resolvendo, e a gente aposta neles”, completa o camisa um, otimista.

Os 23 gols sofridos, por sinal, não incomodam Aranha, já que o ‘segredo’ para a vitória está na simples regra de fazer mais gols do que sofrer. “Não sei se é o segredo, mas a Ponte sempre jogou de maneira ofensiva. Isso tem alguns riscos, mas o time tem se garantido”, explica. “Às vezes, a gente paga o preço por correr esse risco.”

O discurso do ponte-pretano, porém, é semelhante ao que se escuta no Vale do Paraíba, onde o time mantém a postura para buscar o placar favorável. “O esquema vai ser o mesmo. Vamos procurar jogar da maneira que jogamos no campeonato todo. Esse é o jogo mais importante, e temos que fazer gol. Mas não tem que colocar três, quatro atacantes para isso. Quem está ali tem competência”, afirma o veterano atacante Alessandro Cambalhota, no Guaratinguetá desde o começo do ano.

Autor de quatro gols no Paulistão, Alessandro aposta exatamente na arma da Ponte para tentar a vitória em casa. “O principal nesse jogo é o gol. Jogamos bem nos dois jogos contra a Ponte. Tivemos boas oportunidades, mas o goleiro e a defesa deles, de uma maneira geral, estavam em um dia feliz nas duas vezes”, diz o ex-santista. “Mas acredito que no sábado a coisa pode ser diferente. O que precisamos é fazer gol e queremos que ele saia. É um jogo decisivo”, relembra.

Sem desfalques por lesão ou suspensão, o técnico tricolor Guilherme Macuglia terá força máxima para a partida, mas despistou e optou pela tática do mistério. O mais provável é que retorne ao esquema 4-4-2 responsável por boa parte das vitórias que construíram a boa campanha do Guaratinguetá. Assim, a novidade será a entrada do volante Jackson na vaga do zagueiro Renatinho, repetindo uma alteração já executada pelo treinador no duelo no Moisés Lucarelli. A mudança significa mais qualidade na saída de bola e maior mobilidade no meio-campo. De resto, o time será o mesmo que iniciou o confronto do último sábado.

A Ponte, por sua vez, terá duas mudanças no meio. Advertido no Majestoso, o volante Deda acumulou o terceiro cartão amarelo e cumpre suspensão, dando lugar a Ricardo Conceição. Mais à frente, o meia Elias deixa o time titular por conta de uma contusão. Para seu lugar, o técnico Sérgio Guedes ainda precisa decidir entre Juliano e Fabiano. Do mais, nenhuma cara nova em relação a quem iniciou a vitória em Campinas.

Defesa ou ataque, vitória ou empate, vantagem ou desvantagem. De um lado ou de outro, o objetivo é igualmente carimbar o passaporte para as finais do Paulistão, reforçando a história do Interior no tradicional Estadual de São Paulo. “Temos que ter a cabeça boa para não sermos surpreendidos. Vai ser um jogo equilibrado, como foi o primeiro, e será definido nos detalhes”, aposta o tricolor Alessandro. “Não podemos jogar pelo regulamento. Vamos jogar pela vitória, claro. Mas se virmos que não dá, podemos segurar o empate”, responde o alvinegro Aranha.

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