|
Paulo Amaral e Marcelo Belpiede
| FICHA
TÉCNICA |
PALMEIRAS X SÃO PAULO
Local: Estádio Palestra Itália, em São Paulo
(SP)
Data: 20 de abril de 2008 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (SP)
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalo e Vicente Romano Neto (SP |
PALMEIRAS: Marcos; Élder
Granja, Gustavo, Henrique e Leandro; Martinez (Wendel),
Léo Lima, Diego Souza e Valdívia; Kléber (Denílson) e
Alex Mineiro
Técnico: Wanderley Luxemburgo |
SÃO
PAULO: Rogério Ceni; Alex Silva, André Dias e Miranda;
Joílson, Hernanes, Fábio Santos, Hugo (Júnior) e Jorge
Wagner; Borges (Dagoberto) e Adriano
Técnico: Muricy Ramalho |
Fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta
Press |
 |
| Muricy Ramalho: dúvidas
no meio-campo e ataque. |
 |
| No Verdão, suspense sobre a vaga de Léo Lima. |
Uma verdadeira guerra fria. Assim pode ser definido o ambiente
que precede o terceiro clássico do ano entre Palmeiras
e São Paulo, neste domingo, às 16 horas, no
Palestra Itália. Decisivo para apontar quem será o
segundo finalista do Campeonato Paulista, o jogo mexeu não
somente com os atletas e membros da comissão técnica.
Atingiu as diretorias dos dois clubes.
Se dentro de campo as cotoveladas, joelhadas, pênaltis
e gols marcados com a mão aqueceram os dois primeiros
encontros das equipes na temporada, fora dele a troca de
farpas entre Toninho Cecílio, gerente de Futebol do
Palmeiras, e Marco Aurélio Cunha, superintendente
do Tricolor, tem tornado o clima da guerra fria, ironicamente,
cada vez mais quente.
A discussão entre os cartolas foi tão séria
que ultrapassou os limites do bom senso, com Marco Aurélio
Cunha chegando a “prever” a demissão de
Toninho Cecílio e o rival taxando o são-paulino
de “desprezível”. Para impedir que o clima
afete o desempenho dos times dentro de campo e estrague o
espetáculo, os técnicos das duas equipes tomaram
a linha de frente.
“São Paulo e Palmeiras, por si só,
já são
grandes o suficiente para deixarem o clima do jogo quente
e bonito. Não precisam dessas coisas pequenas, insignificantes”,
disparou o palmeirense Wanderley Luxemburgo. “O que
interfere no resultado de um jogo é a produtividade
dos atletas dentro de campo, e foi isso o que o São
Paulo fez no outro jogo. O resto é pequeno perto da
grandeza desse clássico”, completou.
O técnico Muricy Ramalho concordou em gênero
número e grau com os comentários de Luxemburgo
e também deixou nos pés dos atletas o destino
do segundo finalista do Paulistão 2008. “Fora
de campo podem acontecer muitas coisas desagradáveis,
mas isso não é uma guerra, e sim futebol. Não
gosto desse bate-boca e acho que temos que deixar os jogadores
decidirem”, pediu.
O apelo dos treinadores foi prontamente atendido pelas principais
estrelas do espetáculo: os atletas. “Nós
(jogadores) estaremos seguros em campo e a preocupação
fora dele tem de ficar com as autoridades”, avisou
o zagueiro Miranda, confirmado na defesa são-paulina.
“Essa guerra é antiga. Sempre existiu e nunca
interferiu em nada. Isso não muda, fica só na
diretoria”, afirmou o atacante Kléber, que briga
com Denílson por uma vaga no setor ofensivo do Verdão
ao lado do artilheiro Alex Mineiro. “Isso não
nos afetará em nada”, completou o zagueiro Gustavo,
que será um dos protagonistas do duelo depois de falhar
de forma bisonha no segundo gol de Adriano, domingo passado,
no Morumbi.
Experiente, o goleiro Marcos avisa que a troca de farpas entre
os cartolas não terá influência dentro
de campo. De forma alguma consideramos os jogadores
do São Paulo como nossos inimigos, mas sim como rivais
de profissão. Não somos gladiadores e não
entramos em campo para nos matar, prometeu o camisa
um.
No Palmeiras, a grande dor de cabeça é encontrar
uma fórmula para anular Adriano. Autor dos dois gols
são-paulinos na primeira semifinal, o camisa dez terá
atenção triplicada no Palestra Itália.
“O Adriano realmente é um jogador muito difícil
de marcar. Temos que fazer como no outro jogo (vitória
por 4 a 1, em Ribeirão Preto) e evitar cometer faltas
laterais, pois o Jorge Wagner bate muito bem na bola”,
receitou o lateral-direito Élder Granja.
Do lado são-paulino, a ordem é forçar
o jogo em cima do “Imperador”. E a confiança
em um bom resultado é grande. “Ele é um
jogador que intimida, sabe usar o corpo nas jogadas. Com
certeza, se o Palmeiras, der mole, o Adriano atropela”,
avisou o zagueiro Miranda.
As duas equipes terão alterações em
relação às que entraram em campo no
primeiro confronto semifinal. Sem Pierre, suspenso pelo terceiro
cartão amarelo, o técnico Wanderley Luxemburgo
deve optar por Martinez, aumentando a qualidade na saída
de bola do meio-campo. Na frente, o treinador faz mistério,
mas pode surpreender sacando Kléber, que não
foi bem no Morumbi, para a entrada de Denílson.
Já Muricy Ramalho não terá Zé Luis, “sombra” de
Valdívia na primeira semifinal, e Richarlyson, ambos
suspensos, e deverá remontar o setor de meio-campo
com Hugo (ou Júnior) e o reintegrado Fábio
Santos, provável sucessor de Zé Luis na missão
de anular o “Mago”. Na frente, a dúvida
paira sobre o companheiro do “Imperador”: Dagoberto,
que teve boa atuação, ou Borges, que cumpriu
suspensão automática no primeiro jogo e leva
fama de “carrasco” da equipe palmeirense? Respostas, às
16 horas, no Palestra Itália. |