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04/05/2008
Montagem sobre fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Marcos, Valdívia e Alex Mineiro: pilares da conquista

Todo time vencedor precisa ter em sua espinha dorsal um goleiro capaz de passar segurança, um artilheiro com “faro” de gol e um jogador talentoso a ponto de desequilibrar uma partida. Em 2008, o Palmeiras comandado por Wanderley Luxemburgo conseguiu reunir essas três peças e o resultado foi o esperado título paulista, longe do Palestra Itália desde 1996, curiosamente sob o comando do mesmo Luxemburgo e que também contava com o tripé acima da média na equipe.

Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Após retorno complicado, Marcos se consagra
As ótimas atuações de Velloso, Djalminha e Luizão em 1996 “inspiraram” o veterano Marcos, reserva do gol alviverde à época, o “mágico” Valdívia e o experiente Alex Mineiro. Se a dupla de linha não repetiu o brilhante desempenho ofensivo do time de 12 anos atrás (o famoso ataque dos 102 gols), fez o suficiente para deixar o Palmeiras com o melhor ataque da competição e com o sonhado título.

“É muito complicado comparar os jogadores. A situação encontrada foi semelhante a que vivemos em 1996, mas não vou fazer comparações”, sintetizou o técnico Wanderley Luxemburgo, evitando colocar lado a lado os talentosos campeões de 1996 com os atuais vencedores do Paulistão.

Já Alex Mineiro não se fez de rogado e garantiu que espera, em um futuro não muito distante, ser lembrado pelos torcedores do Palmeiras com o mesmo carinho que até hoje Evair, Luizão e outros ex-jogadores do clube são citados pelos apaixonados pelo Verdão.

“Acompanhei bem o Evair e o Luizão também. O Evair fez sua história aqui no Palmeiras com gols importantes e conquistas, assim como o Luizão. É lógico que quero ser lembrado e vou fazer de tudo para que isso possa acontecer”, prometeu o camisa nove, artilheiro do Verdão na competição e também na temporada, com 18 gols em 26 partidas disputadas. Com os três gols marcados ontem, ele se tornou artilheiro do Paulista, o primeiro desde Vagner Love.

O chileno Valdívia seguiu a mesma linha de raciocínio. Ainda sem saber se irá permanecer no Verdão até o término de seu contrato, em 2011, o “Mago” foi claro ao falar sobre seu sentimento pelo clube. “Transferência sempre faz parte da vida de um atleta, mas meu futuro próximo é ficar no Palmeiras, conquistar títulos, ficar na história. Quero ser um cara que o torcedor dificilmente possa esquecer e, quem sabe acontece algo em termos de negociação daqui a dois ou três anos”, desconversou o meia, que jogou 23 partidas no ano e marcou nove gols.

Terceiro pilar da conquista, Marcos retornou ao time em um momento difícil, falhando em um dos gols na derrota por 3 a 0 para o Guaratinguetá, dia 6 de fevereiro. Gerou desconfiança na crônica esportiva e nos torcedores, que não entenderam a saída de Diego Cavalieri, um dos destaques da equipe até então.

Bancado pelo técnico Wanderley Luxemburgo, Marcos, pouco a pouco, readquiriu sua melhor forma e, nas partidas finais, foi decisivo, operando seus conhecidos “milagres” e provando que ainda tem muito a mostrar dentro dos campos. “O Marcos é uma bandeira e não precisa provar mais nada para ninguém. Não é que o Diego seja um mau goleiro, pois também está em nível de seleção, mas não poderia abrir mão da experiência do Marcos”, comentou o técnico Wanderley Luxemburgo.

Pentacampeão mundial, mas com a humildade como ponto forte em sua personalidade, Marcos via a conquista do título como uma “obrigação” pessoal. “Eu não queria encerrar a carreira com as pessoas se lembrando do que eu fui. Queria continuar conquistando títulos para dar a todos novas lembranças”. Com mais um ano de contrato para cumprir antes de, quem sabe, anunciar sua aposentadoria, Marcos pode ficar tranqüilo, pois seu desejo foi realizado.


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