| Marcos, Valdívia
e Alex Mineiro: pilares da conquista
Todo time vencedor precisa ter em sua espinha dorsal um goleiro
capaz de passar segurança, um artilheiro com “faro”
de gol e um jogador talentoso a ponto de desequilibrar uma
partida. Em 2008, o Palmeiras comandado por Wanderley Luxemburgo
conseguiu reunir essas três peças e o resultado
foi o esperado título paulista, longe do Palestra Itália
desde 1996, curiosamente sob o comando do mesmo Luxemburgo
e que também contava com o tripé acima da média
na equipe.
Foto:
Marcelo Ferrelli/Gazeta Press |
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| Após retorno complicado, Marcos se consagra |
As ótimas atuações de Velloso, Djalminha
e Luizão em 1996 “inspiraram” o veterano
Marcos, reserva do gol alviverde à época, o
“mágico” Valdívia e o experiente
Alex Mineiro. Se a dupla de linha não repetiu o brilhante
desempenho ofensivo do time de 12 anos atrás (o famoso
ataque dos 102 gols), fez o suficiente para deixar o Palmeiras
com o melhor ataque da competição e com o sonhado
título.
“É muito complicado comparar os jogadores. A
situação encontrada foi semelhante a que vivemos
em 1996, mas não vou fazer comparações”,
sintetizou o técnico Wanderley Luxemburgo, evitando
colocar lado a lado os talentosos campeões de 1996
com os atuais vencedores do Paulistão.
Já Alex Mineiro não se fez de rogado e garantiu
que espera, em um futuro não muito distante, ser lembrado
pelos torcedores do Palmeiras com o mesmo carinho que até
hoje Evair, Luizão e outros ex-jogadores do clube são
citados pelos apaixonados pelo Verdão.
“Acompanhei bem o Evair e o Luizão também.
O Evair fez sua história aqui no Palmeiras com gols
importantes e conquistas, assim como o Luizão. É
lógico que quero ser lembrado e vou fazer de tudo para
que isso possa acontecer”, prometeu o camisa nove, artilheiro
do Verdão na competição e também
na temporada, com 18 gols em 26 partidas disputadas. Com os
três gols marcados ontem, ele se tornou artilheiro do
Paulista, o primeiro desde Vagner Love.
O chileno Valdívia seguiu a mesma linha de raciocínio.
Ainda sem saber se irá permanecer no Verdão
até o término de seu contrato, em 2011, o “Mago”
foi claro ao falar sobre seu sentimento pelo clube. “Transferência
sempre faz parte da vida de um atleta, mas meu futuro próximo
é ficar no Palmeiras, conquistar títulos, ficar
na história. Quero ser um cara que o torcedor dificilmente
possa esquecer e, quem sabe acontece algo em termos de negociação
daqui a dois ou três anos”, desconversou o meia,
que jogou 23 partidas no ano e marcou nove gols.
Terceiro pilar da conquista, Marcos retornou ao time em um
momento difícil, falhando em um dos gols na derrota
por 3 a 0 para o Guaratinguetá, dia 6 de fevereiro.
Gerou desconfiança na crônica esportiva e nos
torcedores, que não entenderam a saída de Diego
Cavalieri, um dos destaques da equipe até então.
Bancado pelo técnico Wanderley Luxemburgo, Marcos,
pouco a pouco, readquiriu sua melhor forma e, nas partidas
finais, foi decisivo, operando seus conhecidos “milagres”
e provando que ainda tem muito a mostrar dentro dos campos.
“O Marcos é uma bandeira e não precisa
provar mais nada para ninguém. Não é
que o Diego seja um mau goleiro, pois também está
em nível de seleção, mas não poderia
abrir mão da experiência do Marcos”, comentou
o técnico Wanderley Luxemburgo.
Pentacampeão mundial, mas com a humildade como ponto
forte em sua personalidade, Marcos via a conquista do título
como uma “obrigação” pessoal. “Eu
não queria encerrar a carreira com as pessoas se lembrando
do que eu fui. Queria continuar conquistando títulos
para dar a todos novas lembranças”. Com mais
um ano de contrato para cumprir antes de, quem sabe, anunciar
sua aposentadoria, Marcos pode ficar tranqüilo, pois
seu desejo foi realizado.
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