| Léo
Lima, Denílson e Granja: de desacreditados a campeões
Foto Fernando Pilatos/Gazeta
Press |
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| Contrato de risco rende segundo título a Denílson |
Se Marcos, Valdívia e Alex Mineiro formaram o tripé
de talentos que desequilibrou a favor do Palmeiras na conquista
do Paulistão, outro trio menos badalado teve importância
semelhante para tirar o Verdão do longo jejum de Estaduais:
Léo Lima, Denílson e Élder Granja.
Contratados por indicação do técnico
Wanderley Luxemburgo, os três chegaram ao Palestra Itália
cercados de desconfiança. Por motivos diferentes. Léo
Lima, por exemplo, deixou o Santos após a conquista
do Paulistão de 2006 (com o próprio Luxa) e
perambulou por Flamengo e Grêmio acumulando desentendimentos,
más atuações e confusões com treinadores
e torcedores.
No início da temporada, assinou um contrato de risco
com o Palmeiras, aceitando ganhar apenas pelo que produzisse
em campo. E provou que Wanderley Luxemburgo fez o certo ao
apostar em seu futebol. “Transformado” em segundo
volante pelo técnico, Léo Lima casou perfeitamente
com Pierre na marcação e, de quebra, auxiliou
Diego Souza e Valdívia na armação das
jogadas ofensivas.
Autor de dois gols no recém acabado Paulistão,
um deles na segunda partida semifinal contra o São
Paulo, Léo credita ao nascimento de sua filha, Ana
Sophia, e ao próprio Luxemburgo, os méritos
por sua “ressurreição” para o futebol
dentro do time alviverde.
“Fiz muita besteira da qual me arrependo. Ia para a
balada todo dia, bebia e ia direto para o treino. Fazia corpo-mole.
Agora vivo um bom momento e estou dando a volta por cima”,
comentou o camisa 27, que perdeu as duas finais por conta
de uma lesão muscular, mas foi extremamente importante
nos 15 jogos em que atuou no meio-campo.
Quem também foi obrigado a assinar um contrato por
produtividade para sagrar-se campeão paulista foi o
atacante Denílson. Pentacampeão mundial com
a seleção brasileira em 2002 e campeão
paulista em 1998 pelo São Paulo, o jogador passou os
últimos três anos praticamente apagado pelos
campos da França, Arábia Saudita e Estados Unidos.
Depois de flertar com o Verdão pela primeira vez no
meio do ano passado, quando passou pelo Palestra apenas para
manter a forma física, Denílson acertou contrato
com o Dallas FC, dos Estados Unidos, mas logo retornou. Aprovado
por Wanderley Luxemburgo, o atacante prometeu amor à
nova camisa. E, assim como Léo Lima, provou que o treinador
estava certo em sua aposta.
Denílson participou de 18 partidas na temporada, tendo
marcado três gols, um deles, de pênalti, sobre
o São Paulo, na goleada por 4 a 1 válida pela
fase classificatória. Antes mesmo de conquistar seu
segundo título paulista, o atacante deixou claro seu
sentimento. “Já me sinto um campeão pela
forma como cheguei aqui. Dei a volta por cima”, comentou
o camisa 19 do Verdão, assim que terminou a primeira
partida decisiva, no Moisés Lucarelli.
O terceiro jogador que deu a volta por cima com a camisa
verde e branca atende pelo nome de Élder Granja. Depois
de ostentar fama de “bichado” por causa das seguidas
lesões musculares que enfrentou na última temporada
defendendo o Internacional, o jogador ganhou, nas mãos
de Filé, a segurança que não teve em
2007.
Com regularidade, Granja participou de 25 partidas na temporada
e marcou um gol (contra o Marília), participando efetivamente
de boa parte do sucesso e dos gols de Alex Mineiro com cruzamentos
perfeitos para as cabeçadas do camisa nove. O jogador
ficou fora apenas de um jogo no ano, por suspensão.
“Fizemos um trabalho de equilíbrio postural
e depois uma manutenção. Ele teve uma temporada
100%. O que falar de um atleta que teve 11 lesões no
ano passado e aqui jogou todas as partidas sem qualquer problema?
Dá apenas para elogiá-lo”, comentou Nilton
Petrone, o Filé, fisioterapeuta palmeirense, feliz
com a recuperação de seu “paciente”.
Depois de passar a última temporada mais no departamento
médico do Inter do que nos campos, Élder Granja
também comemorou como nunca a conquista do Paulistão.
“O Filé é um grande profissional e me
deu um trato legal”, brincou. “Ano passado tive
lesão atrás de lesão, mas isso ficou
para trás, graças a Deus”, celebrou.
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