| Há quatro
anos longe do Verdão, Vágner Love aprova real
substituto na 9
Por William Correia, Especial para a GE.Net
Nesta temporada, Alex Mineiro vem preenchendo no Palmeiras
uma lacuna que existe desde 27 de junho de 2004. Naquela data,
Vágner Love fazia os dois gols da vitória por
2 a 1 sobre o São Paulo e se despedia do Verdão,
deixando a camisa 9 órfã de artilheiros até
a chegada do ex-atacante do Atlético Paranaense em
dezembro de 2007.
Depois que Love seguiu para o CSKA, o time do Parque Antártica
tentou emplacar pelo menos 20 atletas com promessa de faro
de gol. A extensa lista tem características variadas
e conta com Kahê, Renaldo, Rafael Marques, Osmar, Adriano
Chuva, Ricardinho, Warley, Washington, Gioino, Alex Afonso,
Beto, Enílton, Roger, Neto Baiano, Cristiano, Florentín,
Alemão, Luís, Max e Rodrigão.
Foto
Djalma Vassão/Gazeta Press |
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| Alex Mineiro deixa sua marca de artilheiro tem aval de Vágner
Love |
Todos, porém, não cumpriram a expectativa,
algo que só Alex Mineiro conseguiu. Opinião
referendada pelo próprio Love, o Artilheiro do Amor,
que conta com a excelente estatística de 49 gols em
66 jogos com a camisa alviverde, números que lhe garantiram
a artilharia da Série B do Brasileirão de 2003
e do Campeonato Paulista de 2004.
“Estou acompanhando bastante o Palmeiras. O Alex Mineiro
é um excelente jogador, e está mostrando isso.
É um excelente camisa 9 e está fazendo o que
a torcida quer: gols. Está fazendo um bom trabalho”,
elogia o atacante do CSKA, emendando as lições
para que um centroavante possa conquistar a unanimidade no
Palestra Itália.
“Tem que ter confiança, personalidade. Quando
você chega em um clube grande, tem que mostrar potencial
porque tem muita cobrança. Você tem que ter personalidade,
mostrar porque usa a camisa 9 e que tem condições”,
ensina.
Além do talento em encontrar as redes que demorou
a ser encontrado novamente, Vágner Love é lembrado
principalmente por um título que o palmeirense tenta
esquecer, o da Série B de 2003. Protagonista da campanha
do acesso, o ex-camisa 9 alviverde reconhece a importância
do fim do jejum de conquistas importantes com a taça
do Paulistão de 2008, principalmente para os companheiros
na segunda divisão.
“A torcida está merecendo esse título.
Assim como os jogadores que estão desde 2003, todos
estão merecendo esse título. Vai ser importante
para o Palmeiras, principalmente para os que estão
no clube desde 2003”, frisa o jogador, que ainda mantém
contato com alguns membros daquele elenco que ainda estão
no Parque Antártica. “Quando estou de férias,
sempre encontro com o Marcão. E daquele grupo ainda
tem o Francis, o Diego Cavalieri, o Wendel. Mas são
poucos que ficaram...”
Apesar da alegria pelo Estadual deste ano, Love poderia ter
sido destaque de sucesso semelhante há quatro temporadas.
O atacante era o grande nome do time que caiu nas semifinais
do Paulistão de 2004 nos pênaltis, diante do
Paulista, em Jundiaí. Destino ainda lamentado pelo
Artilheiro do Amor.
“Não faltou muita coisa para gente naquela vez.
Bateu na trave, ficamos perto, mas foi uma fatalidade porque
tínhamos muitos jogadores de qualidade. Queria muito
aquele titulo”, afirma, ainda guardando na memória
as falhas que custaram uma vaga na decisão regional
daquele ano. “Poderíamos ter feito o resultado
no Parque Antártica, quando não tive oportunidade
de jogar porque estava lesionado e ficou 1 a 1. Eu estava
no segundo jogo, corremos atrás, fizemos de tudo, empatamos
em 3 a 3. Infelizmente perdemos, quando o Élson, o
Lúcio e o Nen foram um pouco infelizes nos pênaltis”,
recorda.
Contudo, mesmo com a lamentação em relação
ao Campeonato Paulista de quatro anos atrás e a alegria
da volta à Série A, Vágner Love viu sua
“lua-de-mel” com os palestrinos se desfazer apenas
seis meses após ser negociado com o CSKA. Infeliz na
Rússia, o atacante foi procurado e chegou a ser dado
como contratado pelo arqui-rival Corinthians em 2005. Na época,
concedeu uma coletiva explicando a decisão, que acabou
não se concretizando.
“Foi uma coisa errada que eu fiz, não devia
ter dado aquela coletiva. Mas eu já tinha saído
do Palmeiras e queria voltar para o Brasil na época,
o que infelizmente não deu certo. A torcida do Palmeiras
tem todo o direito de ficar chateada”, admite o próprio
Love. “Mas falam que eu vesti a camisa do Corinthians
e eu nunca vesti e isso é provado. Se eu tivesse vestido
alguma câmera pegava”, defende-se.
O episódio da “quase-ida” ao Parque São
Jorge, porém, é minimizado pelo jogador. O Artilheiro
do Amor prefere lembrar do que fez com a camisa do Verdão.
“Respeito muito a torcida do Palmeiras, tentei fazer
o meu melhor e acho que fiz, ajudei o time a subir, fiz gols
também no Campeonato Paulista, Copa do Brasil. Chegamos
perto de todos esses títulos”, alega Vágner
Love, que se diz palmeirense de carteirinha em Moscou. “Estou
aqui na Rússia mas torço muito pelo Palmeiras
e agradeço muito pelo que o clube e a torcida fizeram
por mim”, finaliza. |