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04/05/2008
Montagem sobre fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Há quatro anos longe do Verdão, Vágner Love aprova real substituto na 9
Por William Correia, Especial para a GE.Net

Nesta temporada, Alex Mineiro vem preenchendo no Palmeiras uma lacuna que existe desde 27 de junho de 2004. Naquela data, Vágner Love fazia os dois gols da vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo e se despedia do Verdão, deixando a camisa 9 órfã de artilheiros até a chegada do ex-atacante do Atlético Paranaense em dezembro de 2007.

Depois que Love seguiu para o CSKA, o time do Parque Antártica tentou emplacar pelo menos 20 atletas com promessa de faro de gol. A extensa lista tem características variadas e conta com Kahê, Renaldo, Rafael Marques, Osmar, Adriano Chuva, Ricardinho, Warley, Washington, Gioino, Alex Afonso, Beto, Enílton, Roger, Neto Baiano, Cristiano, Florentín, Alemão, Luís, Max e Rodrigão.

Foto Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão / Gazeta Press
Alex Mineiro deixa sua marca de artilheiro tem aval de Vágner Love
Todos, porém, não cumpriram a expectativa, algo que só Alex Mineiro conseguiu. Opinião referendada pelo próprio Love, o Artilheiro do Amor, que conta com a excelente estatística de 49 gols em 66 jogos com a camisa alviverde, números que lhe garantiram a artilharia da Série B do Brasileirão de 2003 e do Campeonato Paulista de 2004.

“Estou acompanhando bastante o Palmeiras. O Alex Mineiro é um excelente jogador, e está mostrando isso. É um excelente camisa 9 e está fazendo o que a torcida quer: gols. Está fazendo um bom trabalho”, elogia o atacante do CSKA, emendando as lições para que um centroavante possa conquistar a unanimidade no Palestra Itália.

“Tem que ter confiança, personalidade. Quando você chega em um clube grande, tem que mostrar potencial porque tem muita cobrança. Você tem que ter personalidade, mostrar porque usa a camisa 9 e que tem condições”, ensina.

Além do talento em encontrar as redes que demorou a ser encontrado novamente, Vágner Love é lembrado principalmente por um título que o palmeirense tenta esquecer, o da Série B de 2003. Protagonista da campanha do acesso, o ex-camisa 9 alviverde reconhece a importância do fim do jejum de conquistas importantes com a taça do Paulistão de 2008, principalmente para os companheiros na segunda divisão.

“A torcida está merecendo esse título. Assim como os jogadores que estão desde 2003, todos estão merecendo esse título. Vai ser importante para o Palmeiras, principalmente para os que estão no clube desde 2003”, frisa o jogador, que ainda mantém contato com alguns membros daquele elenco que ainda estão no Parque Antártica. “Quando estou de férias, sempre encontro com o Marcão. E daquele grupo ainda tem o Francis, o Diego Cavalieri, o Wendel. Mas são poucos que ficaram...”

Apesar da alegria pelo Estadual deste ano, Love poderia ter sido destaque de sucesso semelhante há quatro temporadas. O atacante era o grande nome do time que caiu nas semifinais do Paulistão de 2004 nos pênaltis, diante do Paulista, em Jundiaí. Destino ainda lamentado pelo Artilheiro do Amor.

“Não faltou muita coisa para gente naquela vez. Bateu na trave, ficamos perto, mas foi uma fatalidade porque tínhamos muitos jogadores de qualidade. Queria muito aquele titulo”, afirma, ainda guardando na memória as falhas que custaram uma vaga na decisão regional daquele ano. “Poderíamos ter feito o resultado no Parque Antártica, quando não tive oportunidade de jogar porque estava lesionado e ficou 1 a 1. Eu estava no segundo jogo, corremos atrás, fizemos de tudo, empatamos em 3 a 3. Infelizmente perdemos, quando o Élson, o Lúcio e o Nen foram um pouco infelizes nos pênaltis”, recorda.

Contudo, mesmo com a lamentação em relação ao Campeonato Paulista de quatro anos atrás e a alegria da volta à Série A, Vágner Love viu sua “lua-de-mel” com os palestrinos se desfazer apenas seis meses após ser negociado com o CSKA. Infeliz na Rússia, o atacante foi procurado e chegou a ser dado como contratado pelo arqui-rival Corinthians em 2005. Na época, concedeu uma coletiva explicando a decisão, que acabou não se concretizando.

“Foi uma coisa errada que eu fiz, não devia ter dado aquela coletiva. Mas eu já tinha saído do Palmeiras e queria voltar para o Brasil na época, o que infelizmente não deu certo. A torcida do Palmeiras tem todo o direito de ficar chateada”, admite o próprio Love. “Mas falam que eu vesti a camisa do Corinthians e eu nunca vesti e isso é provado. Se eu tivesse vestido alguma câmera pegava”, defende-se.

O episódio da “quase-ida” ao Parque São Jorge, porém, é minimizado pelo jogador. O Artilheiro do Amor prefere lembrar do que fez com a camisa do Verdão. “Respeito muito a torcida do Palmeiras, tentei fazer o meu melhor e acho que fiz, ajudei o time a subir, fiz gols também no Campeonato Paulista, Copa do Brasil. Chegamos perto de todos esses títulos”, alega Vágner Love, que se diz palmeirense de carteirinha em Moscou. “Estou aqui na Rússia mas torço muito pelo Palmeiras e agradeço muito pelo que o clube e a torcida fizeram por mim”, finaliza.


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