| Por
Marcelo Belpiede e Gazeta Press
FICHA
TÉCNICA |
Local: Estádio
do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 21 de maio de 2008, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Carlos Amarilla (Paraguai)
Assistentes: Manuel Bernal e Tiburcio
Gauto (ambos paraguaios) |
FLUMINENSE Fernando
Henrique; Gabriel, Thiago Silva (Roger), Luiz Alberto
e Júnior
César; Ygor, Arouca (Cícero), Conca e Thiago
Neves; Dodô e Washington
Técnico: Renato Gaúcho |
SÃO
PAULO: Rogério Ceni; Jancarlos, Alex
Silva, Miranda e Richarlyson; Fábio Santos,
Zé Luis, Hernanes e Jorge Wagner (Hugo); Dagoberto
e Adriano
Técnico: Muricy Ramalho. |
O São Paulo tem péssimas lembranças
dos últimos dois confrontos de mata-mata contra adversários
brasileiros: foi eliminado por Grêmio e Palmeiras.
Por isso, entra em campo nesta quarta-feira, às 21h50,
para defender a pequena vantagem de um gol diante do Fluminense,
no Maracanã. O jogo vale vaga na semifinal da Copa
Libertadores da América.
Coincidentemente, o São Paulo está na mesma
situação dos últimos fracassos diante
dos rivais caseiros, já que venceu o Fluminense na
semana passada por 1 a 0. Na Libertadores do ano passado
contra o Grêmio, fez o mesmo marcador no Morumbi, mas
acabou superado em Porto Alegre por 2 a 0. Na recente eliminação
contra o Palmeiras, ocorreu algo semelhante: vitória
por 2 a 1 em casa e, na seqüência, um revés
por dois gols de diferença no Palestra.
Após o final do jogo da semana passada, o Fluminense
“comemorou” a derrota por 1 a 0 porque confia
em sua força no Maracanã, onde tem 100% de aproveitamento
na atual competição sul-americana. 'Eles acharam
bom negócio essa derrota, mas não considerei
um desrespeito. Acho que houve um respeito do Fluminense,
que sentiu a necessidade de administrar o placar', opina o
técnico Muricy Ramalho.
Do lado do São Paulo, houve conformismo com o placar,
mas o time paulista sabe que não pode dar bobeira na
capital carioca. “É um resultado perigoso”,
define o atacante Dagoberto. “Mas seria pior se estivesse
1 a 0 para o Fluminense. Fizemos por merecer essa vantagem
no Morumbi. Libertadores é difícil. Nos outros
confrontos das quartas-de-final também houve equilíbrio”,
emenda o são-paulino.
Até o momento, o São Paulo acumula três
empates e uma derrota como visitante na Libertadores 2008.
Para o clube do Morumbi, marcar um gol já é o
suficiente para complicar a vida do Fluminense, que estaria
obrigado a vencer por 3 a 1 para garantir a vaga. “Nossa
equipe sempre jogou em função do gol e não
tem que mudar agora. Precisamos ser inteligentes. O Muricy
tem experiência de outras ocasiões e sabe como
trabalhar da maneira certa”, confia Dagoberto.
Os times trataram com muito carinho a preparação
para o jogo desta quarta-feira. Portanto, ambos utilizaram
formações reservas na segunda rodada do Campeonato
Brasileiro. No final de semana, o São Paulo arrancou
um empate contra o Atlético-PR, enquanto o Fluminense
caiu em casa diante do Náutico. “Quarta-feira
não tem cansaço, isso ou aquilo. É buscar
a classificação que será muito importante”,
diz Dagoberto.
Em relação ao confronto da semana passada,
o São Paulo pode ter uma novidade. Dois dias antes
da partida, o meia Jorge Wagner retornou aos treinos com
bola e, desta forma, conta com chances de entrar em campo
no lugar de Hugo. O resto da equipe deve ser a mesma da vitória
no Morumbi.
No Fluminense, o técnico Renato Gaúcho conversou
com seus jogadores sobre a importância de utilizar
a paciência para tentar furar o bloqueio defensivo
do São Paulo. O treinador não pretende ver
sua equipe exposta ao contra-ataque do adversário,
uma vez que os gols fora de casa podem definir o classificado.
“O São Paulo tem um time muito experiente,
com jogadores acostumados a definir no mata-mata. Por isso
vamos precisar de cuidado redobrado, pois se eles fizerem
um gol a coisa vai ficar muito complicada para o nosso lado”,
afirmou Renato. O treinador manifestou muita preocupação
com o atacante Adriano, autor do gol na partida de ida. Mais
uma vez o Imperador terá marcação especial.
“O Adriano merece e vai ter marcação
especial. Espero que o jogador escolhido possa levar a melhor
na quarta-feira. Ele precisa ser marcado em cima e não
pode ter espaço. Na partida de ida ele teve um minuto
de liberdade e decidiu o confronto”, disse Renato.
Já os jogadores do Fluminense parecem mais preocupados
em conseguirem o apoio da torcida.
“Vamos precisar contar com o Maracanã lotado
e com os torcedores gritando ao longo dos noventa minutos.
Temos que pressionar o adversário e para isso a nossa
torcida vai saber agir com inteligência, nos empurrando
para frente na hora adequada”, convocou o atacante
Washington.
Para este jogo, Renato vai promover a volta do meia argentino
Darío Conca, que ficou no banco no primeiro confronto.
Com isso, Arouca ou Cícero deixará a equipe.
Na zaga, Thiago Silva também trabalha para retornar. O
comandante só vai anunciar a equipe que vai a
campo no vestiário, minutos antes da partida. |