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23/09/2008
Montagem sobre foto Gazeta Press

Violência manterá Museu fechado em dias de jogos

Foto Fernando Pilatos / Gazeta Press

Normas de segurança protegem o patrimônio dos vândalos e membros de torcidas organizadas

Aberto ao público a partir do próximo dia 1º de outubro, o Museu do Futebol, que custou R$ 32,5 milhões e pretende tornar o estádio do Pacaembu uma das casas da Copa do Mundo de 2014, não quer ser alvo da violência dos torcedores.

Preocupado com o comportamento das torcidas, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldmann, avisou que o local não funcionará nos dias em que o Pacaembu for utilizado para receber jogos de futebol.

“A cultura da paz ainda não está instalada entre os nossos torcedores. Não podemos correr o risco de abrir em dias de jogos, pois há um investimento muito grande aqui e ainda temos vivas na memória as lembranças do jogo do River Plate”, explicou Feldmann, citando as cenas de guerra vistas na derrota do Corinthians para a equipe argentina na eliminação da Libertadores da América de 2006.

Segundo o secretário, a decisão não é definitiva, mas também não tem prazo para ser revertida. “Essa idéia da paz nos estádios ainda precisa de uma decantação espiritual mais profunda dos nossos torcedores, mas é claro que essa integração do Museu com os jogos é a idéia principal. Estamos desenvolvendo o conceito da Cultura da Paz e, quem sabe, em dois anos não possamos abrir o Museu nos dias de jogos?”, vislumbrou Feldmann.

Apesar da preocupação com a violência, o secretário assegurou que a entrada dos torcedores trajando camisas de clubes ou torcidas organizadas não será proibida. “Fora dos jogos, até o mais violento dos torcedores torna-se uma pessoa normal. O Museu é aberto a todos que queiram manifestar sua paixão pelo futebol”, concluiu.

Foto Fernando Pilatos/Gazeta Press

Exposição de Pelé estará no Pacaembu em outubro

Pelé, o primeiro - A partir de 1º de outubro, quando tiver a oportunidade de conhecer o Museu do Futebol, o torcedor poderá conhecer um pouco mais daquele que simboliza a perfeição no esporte mais popular do mundo: Pelé.

“Pelé é nossa obra de arte. Se aqui fosse o Louvre, a primeira exposição seria a da Mona Lisa, mas como é o Pacaembu, será o Pelé”, explicou Leonel Kaz, comparando a vitoriosa carreira do Atleta do Século à famosa pintura de Leonardo da Vinci, exposta no Museu do Louvre, em Paris.

O ex-jogador foi o escolhido para ocupar o espaço itinerante do Museu com a exposição ‘Marcas do Rei’, que mostrará ao visitante mais de 100 peças do acerto pessoal de Pelé, além de itens de colecionadores, como a camisa utilizada na final da Copa do Mundo de 1970, que pertence ao cineasta João Moreira Salles.

A ‘Marcas do Rei’ foi escolhida também para celebrar os 50 anos da conquista da primeira Copa do Mundo pelo Brasil e trará, entre os destaques, a bola do milésimo gol. A exibição de imagens históricas e o registro de inúmeras homenagens recebidas por Pelé ao longo dos anos complementam a exposição.

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