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Apenas oito dirigentes decidiram por todos os clubes que
participam das séries A e B do Campeonato Brasileiro.
A atitude polêmica de paralisar o futebol dividiu os
clubes que participam da competição nacional.
O posicionamento dos participantes da primeira divisão
é bastante equilibrada: são oito equipes favoráveis
a interrupção do campeonato, oito contrárias
e mais oito que preferiram aguardar uma decisão definitiva.
Entre os clubes da Série B, Palmeiras, Portuguesa,
Botafogo, Sport, Santa Cruz e Náutico foram os primeiros
a anunciar que pretendem entrar em campo no fim de semana.
Ainda mais agora com a confirmação da transmissão
pela TV, o que significa mais dinheiro em caixa.
Confira agora o posicionamento do seu time diante dessa polêmica.
| Membros
do Clube dos 13 |
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Corinthians
O time divulgou na tarde desta
quarta-feira uma nota oficial, reconhecendo que foi convidado
para a reunião na CBF, mas que declinou do convite
por causa de compromissos agendados anteriormente. O documento
ainda condena a paralisação do Brasileirão,
mas questiona a constitucionalidade de alguns artigos
da lei. |
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São
Paulo
Mais incisivo, o comunicado
assinado pelo presidente do São Paulo afirma que
o time não foi convidado e não aceita ser
incluído entre os times que decidiram pela paralisação.
Para o clube, é um absurdo suspender o campeonato,
"já que nada resolve e, além do mais,
desrespeita uma lei aprovada pelo Congresso". |
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Palmeiras
A equipe, que disputa a Série
B do Campeonato Brasileiro, preferiu não se pronunciar
sobre o assunto. Para os diretores do Verdão, não
é possível se posicionar enquanto o clube
não for notificado oficialmente pela CBF sobre
a suspensão. Além do mais, o Palmeiras não
fez parte da reunião. |
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Santos
Norberto Moreira, vice-presidente
do clube, participou da reunião entre a CBF e o
Clube dos 13, no Rio de Janeiro, e deu aval à decisão.
O Santos foi o único clube paulista com representante
no encontro. O técnico Émerson Leão,
que está no México, disse estar "envergonhado
em falar sobre o assunto". |
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Portuguesa
O time não recebeu nenhum
comuinicado oficial da CBF nem mesmo o convite para participar
da reunião. Para todos os efeitos, a rodada do
final de semana será realizada normalmente, tanto
que o clube já providencou a confecção
dos ingressos para o jogo deste sábado. |
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Guarani
A exemplo do Palmeiras, a equipe
preferiu adotar uma postura mais cautelosa em relação
ao movimentação dos clubes para a paralisação
do Campeonato Brasileiro. Somente depois de tal notificação
é que o presidente da agremiação,
José Luis Lourencetti, irá divulgar sua
posição. |
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Flamengo
O presidente do Flamengo, Hélio
Paulo Ferraz, admite que o Estatuto gera dúvidas,
e que o clube só volta a disputar o Brasileirão
após um esclarecimento. Mas seu discurso é
conciliador: o cartola afirmou na tarde desta quarta que
espera um acordo rápido, ainda na noite de hoje. |
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Fluminense
O presidente do Fluminense,
David Fischel, é favorável ao movimento
do Clube dos 13, mas demonstrou preocupação
com a paralisação do futebol brasileiro.
Ele acredita que isso só acontecerá se o
Campeonato Brasileiro transcorrer sem que algumas leis
do Estatuto do Torcedor estejam em vigor. |
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Vasco
Para Eurico Miranda, muitos
ítens do Estatuto do Torcedor não podem
ser cumpridos até a próxima rodada do Brasileiro.
"Principalmente esses ítens relativos à
segurança nos estádios e à saúde
dos torcedores, como a colocação de ambulâncias
nos estádios", Ele é uma das vozes
que pede mais tempo ao Governo. |
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Botafogo
O presidente do Botafogo, Bebeto
de Freitas, lamentou não ter participado da reunião
do Clube dos 13. Ele disse que quando algumas medidas
são tomadas, todos os clubes envolvidos deveriam
ser consultados. Sobre o Estatuto do Torcedor, ele reconheceu
que o clube terá sérios problemas para se
adaptar. |
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Atlético/MG
A decisão de paralisar
o futebol, apoiada pelo presidente do clube Ricardo Guimarães,
provocou a demissão do presidente do Conselho Deliberativo
Alexandre Kalil. "Esses dirigentes não querem
entrar na lei porque não querem ser presos. Mas
serão presos, mais dia menos dia, por tanta imoralidade",
disse. |
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Cruzeiro
O superintendente de futebol
da Raposa, Zezé Perrella, foi um dos que mais atacou
o Estatuto de Defesa do Torcedor. Segundo ele, a semifinal
da Copa do Brasil entre Cruzeiro x Goiás só
não foi cancelada também por que já
foram vendidos 20 mil ingressos antecipadamente. |
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Atlético/PR
Os dirigentes atleticanos dizem
que a decisão tomada pela CBF é séria
e concordam que o tempo para adaptar os estádios
às exigências legais é curto. Embora
os dirigentes atleticanos afirmem que a Baixada é
um dos estádios mais modernos no Brasil, reconhecem
que seriam necessárias algumas adaptações. |
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Coritiba
O Coritiba tomou uma posição
de desconfiança em relação à
paralisação do Brasileiro. Os dirigentes
lembraram que podem ser penalizados pelo Código
do Consumidor, uma vez que houve venda antecipada de ingressos
para todas as partidas deste Brasileiro. |
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Grêmio
O time esteve presente na reunião
da CBF e o Clube dos 13 e defende a paralisação
do campeonato. Flávio Obino, presidente do clube,
acredita que o Estatuto do Torcedor é impraticável,
e os clubes necessitariam de um tempo para se adequar
à nova lei. |
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Internacional
Ao lado do Juventude, o time
gaúcho não concorda com a atitude dos clubes.
O técnico da equipe colorada Muricy Ramalho teme
que a programação dos jogos tenha sua sequência
quebrada, provocando prejuízos ao time. Os jogadores
do clube também lamentaram a decisão.. |
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Bahia
o presidente do Bahia Marcelo
Guimarães afirmou nesta quarta-feira à tarde
ser contrário à paralisação
do Campeonato Brasileiro. Marcelo conversou com os repórteres
e defendeu um entendimento que viabilize o andamento do
certame e o cumprimento dos itens do Estatuto do Torcedor. |
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Vitória
O presidente do Vitória
Paulo Carneiro ficou surpreso diante da decisão
do Clube dos 13 e da CBF de paralisar o Campeonato Brasileiro
por causa do Estatuto do Torcedor. Carneiro lembrou que
seu clube, antes mesmo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva ter aprovado o Estatuto, já havia
adotado alguns itens. |
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Goiás
'É muito ruim e triste,
mas se for necessário, temos que concordar'. Foi
dessa maneira que o presidente do Goiás, Raimundo
Queiroz, manifestou-se em relação à
paralisação do Campeonato Brasileiro. 'Acho
que não deveria paralisar mas acompanhamos qualquer
decisão da CBF, estamos solidários à
entidade', afirmou. |
| Outros
clubes |
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Ponte
Preta
A Ponte Preta é um dos
clubes que disputam a primeira divisão do futebol
brasileiro e que não participam do Clube dos 13.
Por esse motivo, o time, que já teve nos tribunais
quatro pontos retirados por escalação de
um atleta irregular, prefere adotar a tática do
silêncio: treina e não comenta o assunto. |
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São
Caetano
Alheio à paralisação
do futebol brasileiro armada por dirigentes do Clube dos
13, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira
de Souza, afirmou que o seu time entra em campo contra
o Paraná Clube, neste sábado, às
15h30, em jogo marcado para o estádio Pinheirão,
em Curitiba. |
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Paraná
O Paraná Clube decidiu
que vai a campo no sábado, independente da decisão
da CBF de suspender o Campeonato Brasileiro. O diretor
José Domingos afirma que concorda com a paralisação
da competição, mas que o Paraná não
pertence ao Clube dos 13 e pretende honrar seus compromissos.
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Fortaleza
O presidente do Conselho Deliberativo
do Fortaleza, Silvio Carlos, declarou que o clube concorda
com a decisão da CBF de paralisar o campeonato.
Segundo o cartola, a posição do clube é
favorável à CBF pois o Leão é
'hierarquicamente subordinado à entidade' e, por
isso, tem de acatar a decisões superiores. |
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Criciúma
Apesar de não participar
do Clube dos 13, os dirigentes do Criciúma se colocam
de forma favorável à movimentação
contra o Estatuto do Torcedor. A diretoria do clube catarinense
afirmou que 'os clubes precisam de mais tempo para se
adequarem ao Estatuto do Torcedor. |
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Figueirense
O presidente do Figueirense,
Paulo Prisco Paraíso, afirmou que seu clube assumiu
o papel de mero espectador sobre a polêmica. Ele
disse esperar pela reunião em Brasília,
que acontece nesta quarta-feira à noite, esperando
que este encontro traga alguma resolução
para o caso. |
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Paysandu
O presidente do Paysandu, Arthur
Tourinho, resolveu abordar a questão não
pela atitude tomada por ambas as entidades, mas da responsabilidade
pela segurança do torcedor. Ele rejeita a idéia
de que o clube deve ser responsabilizado pelo que acontece
do lado de fora do estádio. |
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Brasiliiense
O clube, que disputa a Série
B, é presidido pelo ex-senador Luiz Estevão,
que preferiu não participar da discussão
sobre a possível paralisação do futebol
brasileiro, já que os times da Segunda Divisão
não foram chamados para discuti o assunto.
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