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21/05/03
Governo promete não cair na chantagem
O artigo da discórdia
O que diz o seu time
O que diz o torcedor
Presidentes das organizadas falam em 'desrespeito'
Conheça melhor o Estatuto do Torcedor
Leia o Estatuto na íntegra

Apenas oito dirigentes decidiram por todos os clubes que participam das séries A e B do Campeonato Brasileiro. A atitude polêmica de paralisar o futebol dividiu os clubes que participam da competição nacional.

O posicionamento dos participantes da primeira divisão é bastante equilibrada: são oito equipes favoráveis a interrupção do campeonato, oito contrárias e mais oito que preferiram aguardar uma decisão definitiva.

Entre os clubes da Série B, Palmeiras, Portuguesa, Botafogo, Sport, Santa Cruz e Náutico foram os primeiros a anunciar que pretendem entrar em campo no fim de semana. Ainda mais agora com a confirmação da transmissão pela TV, o que significa mais dinheiro em caixa.

Confira agora o posicionamento do seu time diante dessa polêmica.

Membros do Clube dos 13

Corinthians
O time divulgou na tarde desta quarta-feira uma nota oficial, reconhecendo que foi convidado para a reunião na CBF, mas que declinou do convite por causa de compromissos agendados anteriormente. O documento ainda condena a paralisação do Brasileirão, mas questiona a constitucionalidade de alguns artigos da lei.
São Paulo
Mais incisivo, o comunicado assinado pelo presidente do São Paulo afirma que o time não foi convidado e não aceita ser incluído entre os times que decidiram pela paralisação. Para o clube, é um absurdo suspender o campeonato, "já que nada resolve e, além do mais, desrespeita uma lei aprovada pelo Congresso".
Palmeiras
A equipe, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro, preferiu não se pronunciar sobre o assunto. Para os diretores do Verdão, não é possível se posicionar enquanto o clube não for notificado oficialmente pela CBF sobre a suspensão. Além do mais, o Palmeiras não fez parte da reunião.
Santos
Norberto Moreira, vice-presidente do clube, participou da reunião entre a CBF e o Clube dos 13, no Rio de Janeiro, e deu aval à decisão. O Santos foi o único clube paulista com representante no encontro. O técnico Émerson Leão, que está no México, disse estar "envergonhado em falar sobre o assunto".
Portuguesa
O time não recebeu nenhum comuinicado oficial da CBF nem mesmo o convite para participar da reunião. Para todos os efeitos, a rodada do final de semana será realizada normalmente, tanto que o clube já providencou a confecção dos ingressos para o jogo deste sábado.
Guarani
A exemplo do Palmeiras, a equipe preferiu adotar uma postura mais cautelosa em relação ao movimentação dos clubes para a paralisação do Campeonato Brasileiro. Somente depois de tal notificação é que o presidente da agremiação, José Luis Lourencetti, irá divulgar sua posição.
Flamengo
O presidente do Flamengo, Hélio Paulo Ferraz, admite que o Estatuto gera dúvidas, e que o clube só volta a disputar o Brasileirão após um esclarecimento. Mas seu discurso é conciliador: o cartola afirmou na tarde desta quarta que espera um acordo rápido, ainda na noite de hoje.
Fluminense
O presidente do Fluminense, David Fischel, é favorável ao movimento do Clube dos 13, mas demonstrou preocupação com a paralisação do futebol brasileiro. Ele acredita que isso só acontecerá se o Campeonato Brasileiro transcorrer sem que algumas leis do Estatuto do Torcedor estejam em vigor.
Vasco
Para Eurico Miranda, muitos ítens do Estatuto do Torcedor não podem ser cumpridos até a próxima rodada do Brasileiro. "Principalmente esses ítens relativos à segurança nos estádios e à saúde dos torcedores, como a colocação de ambulâncias nos estádios", Ele é uma das vozes que pede mais tempo ao Governo.
Botafogo
O presidente do Botafogo, Bebeto de Freitas, lamentou não ter participado da reunião do Clube dos 13. Ele disse que quando algumas medidas são tomadas, todos os clubes envolvidos deveriam ser consultados. Sobre o Estatuto do Torcedor, ele reconheceu que o clube terá sérios problemas para se adaptar.
Atlético/MG
A decisão de paralisar o futebol, apoiada pelo presidente do clube Ricardo Guimarães, provocou a demissão do presidente do Conselho Deliberativo Alexandre Kalil. "Esses dirigentes não querem entrar na lei porque não querem ser presos. Mas serão presos, mais dia menos dia, por tanta imoralidade", disse.
Cruzeiro
O superintendente de futebol da Raposa, Zezé Perrella, foi um dos que mais atacou o Estatuto de Defesa do Torcedor. Segundo ele, a semifinal da Copa do Brasil entre Cruzeiro x Goiás só não foi cancelada também por que já foram vendidos 20 mil ingressos antecipadamente.
Atlético/PR
Os dirigentes atleticanos dizem que a decisão tomada pela CBF é séria e concordam que o tempo para adaptar os estádios às exigências legais é curto. Embora os dirigentes atleticanos afirmem que a Baixada é um dos estádios mais modernos no Brasil, reconhecem que seriam necessárias algumas adaptações.
Coritiba
O Coritiba tomou uma posição de desconfiança em relação à paralisação do Brasileiro. Os dirigentes lembraram que podem ser penalizados pelo Código do Consumidor, uma vez que houve venda antecipada de ingressos para todas as partidas deste Brasileiro.
Grêmio
O time esteve presente na reunião da CBF e o Clube dos 13 e defende a paralisação do campeonato. Flávio Obino, presidente do clube, acredita que o Estatuto do Torcedor é impraticável, e os clubes necessitariam de um tempo para se adequar à nova lei.
Internacional
Ao lado do Juventude, o time gaúcho não concorda com a atitude dos clubes. O técnico da equipe colorada Muricy Ramalho teme que a programação dos jogos tenha sua sequência quebrada, provocando prejuízos ao time. Os jogadores do clube também lamentaram a decisão..
Bahia
o presidente do Bahia Marcelo Guimarães afirmou nesta quarta-feira à tarde ser contrário à paralisação do Campeonato Brasileiro. Marcelo conversou com os repórteres e defendeu um entendimento que viabilize o andamento do certame e o cumprimento dos itens do Estatuto do Torcedor.
Vitória
O presidente do Vitória Paulo Carneiro ficou surpreso diante da decisão do Clube dos 13 e da CBF de paralisar o Campeonato Brasileiro por causa do Estatuto do Torcedor. Carneiro lembrou que seu clube, antes mesmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter aprovado o Estatuto, já havia adotado alguns itens.
Goiás
'É muito ruim e triste, mas se for necessário, temos que concordar'. Foi dessa maneira que o presidente do Goiás, Raimundo Queiroz, manifestou-se em relação à paralisação do Campeonato Brasileiro. 'Acho que não deveria paralisar mas acompanhamos qualquer decisão da CBF, estamos solidários à entidade', afirmou.
Outros clubes

Ponte Preta
A Ponte Preta é um dos clubes que disputam a primeira divisão do futebol brasileiro e que não participam do Clube dos 13. Por esse motivo, o time, que já teve nos tribunais quatro pontos retirados por escalação de um atleta irregular, prefere adotar a tática do silêncio: treina e não comenta o assunto.
São Caetano
Alheio à paralisação do futebol brasileiro armada por dirigentes do Clube dos 13, o presidente do São Caetano, Nairo Ferreira de Souza, afirmou que o seu time entra em campo contra o Paraná Clube, neste sábado, às 15h30, em jogo marcado para o estádio Pinheirão, em Curitiba.
Paraná
O Paraná Clube decidiu que vai a campo no sábado, independente da decisão da CBF de suspender o Campeonato Brasileiro. O diretor José Domingos afirma que concorda com a paralisação da competição, mas que o Paraná não pertence ao Clube dos 13 e pretende honrar seus compromissos.
Fortaleza
O presidente do Conselho Deliberativo do Fortaleza, Silvio Carlos, declarou que o clube concorda com a decisão da CBF de paralisar o campeonato. Segundo o cartola, a posição do clube é favorável à CBF pois o Leão é 'hierarquicamente subordinado à entidade' e, por isso, tem de acatar a decisões superiores.
Criciúma
Apesar de não participar do Clube dos 13, os dirigentes do Criciúma se colocam de forma favorável à movimentação contra o Estatuto do Torcedor. A diretoria do clube catarinense afirmou que 'os clubes precisam de mais tempo para se adequarem ao Estatuto do Torcedor.
Figueirense
O presidente do Figueirense, Paulo Prisco Paraíso, afirmou que seu clube assumiu o papel de mero espectador sobre a polêmica. Ele disse esperar pela reunião em Brasília, que acontece nesta quarta-feira à noite, esperando que este encontro traga alguma resolução para o caso.
Paysandu
O presidente do Paysandu, Arthur Tourinho, resolveu abordar a questão não pela atitude tomada por ambas as entidades, mas da responsabilidade pela segurança do torcedor. Ele rejeita a idéia de que o clube deve ser responsabilizado pelo que acontece do lado de fora do estádio.
Brasiliiense
O clube, que disputa a Série B, é presidido pelo ex-senador Luiz Estevão, que preferiu não participar da discussão sobre a possível paralisação do futebol brasileiro, já que os times da Segunda Divisão não foram chamados para discuti o assunto.
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