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Foto: Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
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| Delegado Oswaldo Gonçalves
foi único "torcedor" que conseguiu entrar
no Anacleto em jogo do Santos |
Na carteirada
Oswaldo Gonçalves ficou conhecido no mundo do futebol
por sua entrada triunfal no gramado do Morumbi para prender
o zagueiro argentino Leandro Desábato. O delegado,
que prefere ser chamado apenas de Nico, protagonizou mais
um episódio curioso pouco tempo depois do imbróglio
com o incidente de racismo. O santista precisou usar todas
as suas influências para entrar no estádio Anacleto
Campanella no jogo do Peixe contra o Paysandu.
Diferentemente do pai do meia Roger, que não conseguiu
ver o jogo entre Botafogo e Corinthians na Ilha do Governador
e ainda teve seu carro guinchado, Nico não perdeu a
estréia do Santos no Campeonato Brasileiro. Depois
de muita argumentação, o delegado convenceu
os representantes da federação e entrou no estádio.
Gonçalves acompanhou a partida no camarote da presidência
do São Caetano.
Com uma explicação curiosa, o delegado apresenta
sua versão. Houve uma confusão nessa história.
Eu não tive dificuldade nenhuma para entrar. O que
aconteceu foi que não estavam deixando o Zito passar
e eu sou o Nico, ouviram errado, alegou. O dirigente
do Santos queria entrar junto com os filhos e foi impedido.
Gonçalves garante que estava apenas instruindo os funcionários
do estádio. Como era o primeiro jogo, ninguém
sabia direito o que fazer.
Indagado pelo fiscal da federação na entrada
do Anacleto Campanella, Nico apresentou suas credenciais.
Entrei como auditor da Federação Paulista
e ainda sou delegado de polícia, ninguém pode
me barrar, afirmou. Questionado se foi ao jogo como
torcedor ou por motivos profissionais, o delegado mostrou
a mesma habilidade que Robinho emprega para driblar os zagueiros
adversários. Vendo o jogo, eu já estou
trabalhando. Tenho, inclusive, que elaborar um relatório
para entregar no final da partida.
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