| FICHA
TÉCNICA: SÃO PAULO x SANTOS |
Local: estádio
do Morumbi, em São Paulo (SP)
Data: 2 de abril de 2006, domingo
Horário: 16 horas
Árbitro: Rodrigo Martins Cintra
Assistentes: Carlos Augusto Nogueira Júnior
e Osny Antônio Silveira
Transmissão: Globo e Record |
SÃO
PAULO: Rogério Ceni; Fabão, Lugano
e Edcarlos (Alex Dias); Souza, Josué, Mineiro,
Danilo e Júnior; Thiago e Aloísio
Técnico: Muricy Ramalho. |
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SANTOS:
Fábio Costa; Manzur, Ronaldo (Magnum) e
Luiz Alberto; Fabinho, Maldonado, Cléber
Santana, Léo Lima e Kléber; Rodrigo
Tabata e Reinaldo.
Técnico: Wanderley Luxemburgo.
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Por Fabio Mello e Marcelo Belpiede
O Campeonato Paulista foi feito com o regulamento de pontos
corridos para premiar o time mais regular. Mas o destino colocou
as últimas duas equipes em condições
de ganhar a competição, Santos e São
Paulo, frente a frente na penúltima rodada. Assim,
o clássico ganhou a importância de uma final
de campeonato.
O Peixe entra em campo com ampla vantagem, resultado de uma
campanha regular a partir da metade do campeonato. Um empate
já garante o título estadual depois de 22 anos
de jejum. Mesmo que perca, o Santos permanece na frente do
São Paulo e entraria na última rodada dependendo
apenas de suas forças para levantar o caneco.
Mas a equipe da Baixada Santista não quer saber de
levar sofrimento ao seu torcedor na última rodada.
Por isso, o objetivo é conquistar o título na
capital paulista. Para mim, não existe local
ideal para se ganhar um título. A gente trabalha para
alcançar a conquista, que sempre será emocionante,
independente de como acontecer, explicou o técnico
Wanderley Luxemburgo.
O comandante santista acredita que seu time está redondo
para enfrentar qualquer adversário. Luxemburgo elogiou
o empenho dos atletas durante os meses de disputa do Paulistão.
Sempre fomos atuando jogo a jogo. Ganhar um campeonato
não é fácil. As pessoas acham que se
ganha antes de uma só partida, mas é o processo
de todo um trabalho, explicou.
Para alguns jogadores do Santos, a conquista representa um
salto importante na carreira. Nunca imaginava que pudesse
ser campeão pelo Santos. Mas quando fui contratado,
cheguei com esse objetivo. Sei que ganhar algo abre a chance
de novas oportunidades e até a chance de uma negociação
com algum time, lembrou o meia Rodrigo Tabata.
Uma grande notícia para Luxemburgo é que o
Santos pode contar com sua força máxima no clássico.
Nenhum jogador está suspenso ou machucado. Porém,
o treinador usará o mesmo expediente das vitórias
contra Corinthians e Palmeiras e só anuncia a escalação
na entrada do gramado, deixando aberta a possibilidade de
surpresas.
No São Paulo, a intenção é adiar
a definição para a última rodada e evitar
a comemoração santista em pleno estádio
do Morumbi. O atacante Aloísio resume a sua expectativa
para o clássico em poucas palavras. Precisamos
ganhar para seguir na briga pelo título e nenhum clube
gosta de ver o rival comemorar em sua casa, argumenta.
O centroavante, no entanto, rejeita a máxima de que
uma vitória no domingo servirá ao menos para
carimbar a faixa de campeão do Santos. Nós
entramos pensando em ganhar o título. Esse negócio
de carimbar a faixa aconteceria se eles já fossem campeões,
explica.
A confiança do Tricolor para o clássico aumenta
com o retrospecto em clássicos no Campeonato Paulista.
Assim como o Santos, o São Paulo venceu Palmeiras e
Corinthians em partidas em que o time teve um desempenho acima
da média. Clássico não tem favorito.
Mas até agora vencemos nossos rivais e a confiança
aumenta, diz o técnico Muricy Ramalho.
Tendo o bicampeonato paulista ainda como objetivo claro,
o São Paulo entrará em campo o mais completo
possível. Souza, recuperado de contusão, volta
à ala direita, enquanto Thiago e Aloísio devem
formar a dupla de ataque pela quarta vez consecutiva. O zagueiro
André Dias, com dores musculares na coxa direita, é
dúvida e deve ser substituído por Edcarlos.
Porém, a entrada de Alex Dias e a utilização
de um esquema 4-3-3 não foi descartada por Muricy.
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