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Clássico terá
coadjuvante polêmico: ponto eletrônico
Utilizado pela primeira vez no Campeonato Paulista
no clássico entre Palmeiras e Corinthians
no último domingo, o ponto eletrônico
para a comunicação entre o juiz
principal, os assistentes e o quarto árbitro
estará presente no duelo decisivo entre
São Paulo e Santos. Alvo de críticas
após a demora na anulação
de um gol de Tevez em virtude da interferência
tardia de um assistente, o equipamento é
visto com desconfiança pela maioria dos
artistas envolvidos no espetáculo.
O principal temor do treinador são-paulino
Muricy Ramalho é que a tecnologia agrave
o excesso de poder conferido aos assistentes.
O ponto eletrônico pode ser útil
se os auxiliares entenderem que não precisam
interferir toda hora no jogo. Eles têm que
marcar impedimento e marcar faltas que acontecem
perto deles. Se em todo lance, o assistente chamar
pelo ponto,o árbitro vai ficar louco,
argumenta.
Apesar das manifestações contrárias
também de jogadores e dirigentes, o ponto
eletrônico virou a menina dos olhos
da Federação Paulista de Futebol
e está confirmada para a competição
de 2007. O trio do clássico formado por
Rodrigo Martins Cintra, Carlos Augusto Nogueira
Júnior e Osny Antônio Silveira será
o segundo a utilizar o equipamento. Cleber Wellington
Abade, Ana Paula de Oliveira e Evandro Luiz de
Silveira foram os pioneiros no Brasil e já
tiveram a segunda experiência nesta quarta-feira
em um jogo da série B do Estado.
Já do lado do Santos, o técnico
Wanderley Luxemburgo preferiu dar um voto de confiança
à experiência do ponto eletrônico.
Tanto no Brasil como na Europa, ele implantou
o objeto junto aos atletas, mas a Fifa preferiu
barrar a tecnologia. Mesmo assim, o treinador
teve o reconhecimento pela ousadia pois a novidade
ganhou, no Velho Continente, o seu nome.
Não vejo problema com o ponto eletrônico.
Aconteceu muita polêmica, mas se ajudar
a melhorar a qualidade do espetáculo, tudo
bem. Vai contribuir para tirar as grandes dúvidas.
Só não pode ser usado a todo momento
pois estraga o jogo, destacou o comandante
alvinegro.
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Manzur x Lugano: os xerifes
dos melhores do Paulistão
O futebol brasileiro é conhecido em todo o mundo pela
qualidade de seus jogadores de ataque. No entanto, no clássico
deste domingo entre São Paulo e Santos, dois estrangeiros
terão participação fundamental para evitarem
a festa dos homens de frente: o uruguaio Diego Lugano e o
paraguaio Julio Manzur.
| Foto: Marcelo
Ferrelli/GP |
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Está sendo normal nos últimos anos os
clubes brasileiros buscarem sul-americanos. Mostra que estamos
fazendo bom trabalho, comemorou Lugano, que joga desde
2003 no país pentacampeão mundial.
O curioso é que o uruguaio considera o Peixe o principal
rival desde sua chegada ao Brasil. Sempre falei que
o Santos é um adversário que mais gosto de ganhar.
Desde que cheguei aqui, é o time que temos dificuldades
de ganhar e que tem maior projeção internacional,
explica.
Levando em conta as partidas desde a sua chegada e a utilização
de reservas pelo São Paulo nos dois jogos do Campeonato
Brasileiro de 2005, Lugano acredita que o confronto está
equilibrado e tem na lembrança uma partida especial:
a vitória por 1 a 0 no Brasileiro de 2004. 'Fomos elimiminados
pelo Santos na Sul-americana dias antes. Além disso,
eles eram líderes e a vitória serviu para encostarmos
neles', explica.
| Foto: Djalma
Vassão/GP |
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Já Manzur está em seu primeiro ano no Brasil.
Porém, já ganhou grande respeito por parte da
torcida santista por sua determinação e garra
nos gramados. No desafio diante o campeão mundial São
Paulo, o paraguaio espera uma partida complicada. É
um rival muito difícil e que necessita da vitória.
Vamos encontrar dificuldades, destaca.
Só que Manzur lembra que faz parte da melhor defesa
do Campeonato Paulista. Em 17 rodadas, a retaguarda santista
foi vencida em apenas 16 oportunidades, com uma média
inferior a um gol por jogo. Sei que vamos enfrentar
o melhor ataque da competição, mas espero que
nossa defesa faça a diferença, afirmou.
Manzur destaca o garoto Thiago como uma das principais armas
do Tricolor no clássico de domingo. Ele tem a
característica de todo jogador brasileiro. É
muito habilidoso, rápido e vamos tentar fazer o possível
para pará-lo, avisou o paraguaio, que não
espera dificuldades de atuar no gramado maior do Morumbi.
É um campo com dimensões maiores em comparação
à Vila Belmiro, mas temos que vencer em qualquer lugar,
finalizou.
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