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02/04/2006
Montagem sobre fotos Gazeta Press

Clássico terá coadjuvante polêmico: ponto eletrônico

Utilizado pela primeira vez no Campeonato Paulista no clássico entre Palmeiras e Corinthians no último domingo, o ponto eletrônico para a comunicação entre o juiz principal, os assistentes e o quarto árbitro estará presente no duelo decisivo entre São Paulo e Santos. Alvo de críticas após a demora na anulação de um gol de Tevez em virtude da interferência tardia de um assistente, o equipamento é visto com desconfiança pela maioria dos artistas envolvidos no espetáculo.

O principal temor do treinador são-paulino Muricy Ramalho é que a tecnologia agrave o excesso de poder conferido aos assistentes. “O ponto eletrônico pode ser útil se os auxiliares entenderem que não precisam interferir toda hora no jogo. Eles têm que marcar impedimento e marcar faltas que acontecem perto deles. Se em todo lance, o assistente chamar pelo ponto,o árbitro vai ficar louco”, argumenta.

Apesar das manifestações contrárias também de jogadores e dirigentes, o ponto eletrônico virou a “menina dos olhos” da Federação Paulista de Futebol e está confirmada para a competição de 2007. O trio do clássico formado por Rodrigo Martins Cintra, Carlos Augusto Nogueira Júnior e Osny Antônio Silveira será o segundo a utilizar o equipamento. Cleber Wellington Abade, Ana Paula de Oliveira e Evandro Luiz de Silveira foram os pioneiros no Brasil e já tiveram a segunda experiência nesta quarta-feira em um jogo da série B do Estado.

Já do lado do Santos, o técnico Wanderley Luxemburgo preferiu dar um voto de confiança à experiência do ponto eletrônico. Tanto no Brasil como na Europa, ele implantou o objeto junto aos atletas, mas a Fifa preferiu barrar a tecnologia. Mesmo assim, o treinador teve o reconhecimento pela ousadia pois a novidade ganhou, no Velho Continente, o seu nome.

“Não vejo problema com o ponto eletrônico. Aconteceu muita polêmica, mas se ajudar a melhorar a qualidade do espetáculo, tudo bem. Vai contribuir para tirar as grandes dúvidas. Só não pode ser usado a todo momento pois estraga o jogo”, destacou o comandante alvinegro.

Manzur x Lugano: os xerifes dos melhores do Paulistão

O futebol brasileiro é conhecido em todo o mundo pela qualidade de seus jogadores de ataque. No entanto, no clássico deste domingo entre São Paulo e Santos, dois estrangeiros terão participação fundamental para evitarem a festa dos homens de frente: o uruguaio Diego Lugano e o paraguaio Julio Manzur.

Foto: Marcelo Ferrelli/GP

“Está sendo normal nos últimos anos os clubes brasileiros buscarem sul-americanos. Mostra que estamos fazendo bom trabalho”, comemorou Lugano, que joga desde 2003 no país pentacampeão mundial.

O curioso é que o uruguaio considera o Peixe o principal rival desde sua chegada ao Brasil. “Sempre falei que o Santos é um adversário que mais gosto de ganhar. Desde que cheguei aqui, é o time que temos dificuldades de ganhar e que tem maior projeção internacional”, explica.

Levando em conta as partidas desde a sua chegada e a utilização de reservas pelo São Paulo nos dois jogos do Campeonato Brasileiro de 2005, Lugano acredita que o confronto está equilibrado e tem na lembrança uma partida especial: a vitória por 1 a 0 no Brasileiro de 2004. 'Fomos elimiminados pelo Santos na Sul-americana dias antes. Além disso, eles eram líderes e a vitória serviu para encostarmos neles', explica.

Foto: Djalma Vassão/GP

Já Manzur está em seu primeiro ano no Brasil. Porém, já ganhou grande respeito por parte da torcida santista por sua determinação e garra nos gramados. No desafio diante o campeão mundial São Paulo, o paraguaio espera uma partida complicada. “É um rival muito difícil e que necessita da vitória. Vamos encontrar dificuldades”, destaca.

Só que Manzur lembra que faz parte da melhor defesa do Campeonato Paulista. Em 17 rodadas, a retaguarda santista foi vencida em apenas 16 oportunidades, com uma média inferior a um gol por jogo. “Sei que vamos enfrentar o melhor ataque da competição, mas espero que nossa defesa faça a diferença”, afirmou.

Manzur destaca o garoto Thiago como uma das principais armas do Tricolor no clássico de domingo. “Ele tem a característica de todo jogador brasileiro. É muito habilidoso, rápido e vamos tentar fazer o possível para pará-lo”, avisou o paraguaio, que não espera dificuldades de atuar no gramado maior do Morumbi. “É um campo com dimensões maiores em comparação à Vila Belmiro, mas temos que vencer em qualquer lugar”, finalizou.

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