| Por Paulo Amaral e Thiago Azevedo
Começa nesta sexta-feira a 18ª edição
da competição mais importante do “Planeta
Bola”, a Copa do Mundo. Pela segunda vez na história,
o torneio será realizado na Alemanha e, assim como
em 1974, os donos da casa entram como um dos principais favoritos
à conquista da taça.
| Foto: Miro Kuzmanovic/Reuters |
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| Joseph Blatter,
presidente da Fifa, acredita que Brasil será
o inimigo comum a ser batido |
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O maior adversário dos anfitriões, como não
poderia deixar de ser, é o Brasil, rival para o qual
perdeu a final do último Mundial, na Ásia. Os
pentacampeões são apontados por todos como o
inimigo número um a ser batido na terra da cerveja,
e tal pensamento foi expresso com simplicidade e inocência
por Joseph Blatter, presidente da Fifa.
“O mundo quer ganhar do Brasil”,
sintetizou o presidente, talvez sem mensurar o poder de suas
palavras, que ganharam adeptos dentro da própria comissão
técnica do time canarinho. “O mundo está
contra o Brasil”, profetizou Zagallo, ilustrando as
dificuldades que a equipe pentacampeã encontrará
pelo caminho.
Mais um título brasileiro na principal competição
de futebol do planeta representaria simplesmente um terço
de todos os Mundiais, e colocaria os concorrentes da seleção
canarinho muito longe de uma recuperação. Depois
do Brasil, Itália e Alemanha são as que mais
têm títulos – três cada uma. O hexa
deixaria o time verde e amarelo com o dobro de conquistas
de seus adversários mais próximos.
Recheada de estrelas do “goleiro ao ponta esquerda”,
como diriam os mais antigos, o time brasileiro é também
o mais caro entre os elencos participantes da Copa. Roberto
Carlos, Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho, Adriano
e Emerson, cujos direitos federativos ultrapassam a casa dos
US$ 350 milhões, são apenas alguns dos astros
de uma equipe que se dá ao luxo de manter no banco
de reservas o goleiro Rogério Ceni, tricampeão
mundial com o São Paulo, Robinho, astro do Real Madrid,
e Juninho Pernambucano, pentacampeão francês
com o Lyon.
O ponto negativo da seleção de Carlos Alberto
Parreira é a alta média de idade, que deve determinar
o fim do ciclo de muitos titulares com a camisa amarela, como
os laterais Cafu e Roberto Carlos, o volante Emerson e o goleiro
Dida.
Outras forças: Além de Alemanha
e Brasil, outras quatro seleções despontam com
credenciais de favoritas ao título do Mundial 2006,
todas detentoras de pelo menos uma conquista nas edições
anteriores: Argentina, França, Inglaterra e Itália.
Com o "maestro" Juan Román Riquelme e um
ataque poderoso, com Lionel Messi e o corintiano Carlitos
Tevez, a Argentina vai ao Mundial para apagar a má
impressão de quatro anos atrás, quando foi eliminada
ainda na primeira fase na Coréia do Sul e no Japão.
Campeões mundiais jogando em seus territórios
em 1966 e 1998, respectivamente, Inglaterra e França
vão à Copa em situações diferentes.
Enquanto os ingleses têm um meio-de-campo forte e um
ataque com Micheal Owen e Wayne Rooney – que, por contusão,
deve desfalcar o English Team pelo menos na estréia,
contra o Paraguai –, os franceses vivem na Alemanha
os últimos dias de Zinedine Zidane como atleta profissional.
O jogador do Real Madrid encerra a carreira depois do Mundial
e tem a sua última oportunidade de dar o bi para os
Bleus, também eliminados na primeira fase na última
Copa do Mundo.
A Itália, a exemplo dos donos da casa, vai ao Mundial
sonhando com o tetra. Os craques da “terra da bota”
chegam a esta Copa do Mundo com uma geração
talentosa e que pode dar trabalho. O meia-atacante Francesco
Totti, da Roma, se recuperou a tempo de uma fratura na perna
e chega ao Mundial em ponto de bala.
O primeiro dia: Alemanha e Costa Rica abrem
a série de 64 partidas que definirão o novo
dono da bola no mundo do futebol. Em Munique, os comandados
de Jürgen Klinsmann, sem Michael Ballack, poupado por
dores na panturrilha direita, tentarão fazer valer
o fator casa diante do brasileiro Alexandre Guimarães,
técnico do selecionado costarriquenho. Completando
a rodada de abertura, Polônia e Equador, também
integrantes do Grupo A do Mundial, medem forças no
moderno estádio AufSchalke, em Gelsenkirchen.
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