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09/06/2006

Por Régis Querino, especial para a GE.Net

Konigstein - O apelido Fenômeno, marca registrada de Ronaldo, não poderia ter sido melhor escolhido para definir o atacante mais famoso da seleção brasileira. Prestes a iniciar a quarta Copa do Mundo de sua carreira (em 1994, com 17 anos, ele apenas ficou no banco), Ronaldo vive numa gangorra entre o céu e o inferno do futebol. Celebridade do mundo da bola, o jogador é capaz de criar verdadeiros fenômenos e está a apenas três gols de ultrapassar o recorde em Mundiais, que é do alemão Gerd Muller, que assinalou 14 no total (10 em 1970 e 4 em 1974)

Das boas recordações, como o fato de ter igualado o número de gols marcados por Pelé em Copas do Mundo (12) até a repercussão ruim de fatos de sua vida profissional e pessoal. Nesta sexta-feira, quando demonstrou irritação com o presidente, ele acabou com toda a calmaria do período pré-Copa e avisou, da sua maneira, que a Copa finalmente estava começando.

Foto Reuters
Parreira (e) e os preparadores físicos garantem que o Fenômeno vai brilhar, exatamente como em 2002

“Todo mundo diz que ele (Lula) bebe pra caramba. Tanto é mentira que eu sou gordo como deve ser mentira que ele bebe pra caramba”, contra-atacou Ronaldo, que insiste que sua gordura está nos olhos de quem vê. “Acho que ele (Lula) perguntou aquilo influenciado pela insistência da maioria da imprensa, que alimenta essa polêmica. Uma hora é o peso, outra é a febre, a saída de jogador da concentração, a bolha... Acho que eu mereço um pouco mais de respeito”, desabafou.

O técnico Carlos Alberto Parreira é o primeiro a defender o artilheiro. “O Ronaldo não está gordo, o Ronaldo está forte”, repete o treinador a cada questionamento sobre o tema. Acompanhando o jogador nos treinos, porém, pode-se dizer que o Fenômeno talvez tenha uns quilinhos a mais quando sobe à balança.

Ele não se movimenta tão rapidamente quanto antes, afinal já não é mais um garoto, está com 29 anos. Para o próprio jogador, a experiência o faz correr menos hoje do que há três, quatro anos. Uma espécie de “efeito Romário”, que há anos era questionado, ora pela idade, ora pelo fato de não gostar de treinar. E o Baixinho repetia que preferia se poupar para os jogos, quando normalmente deixava a sua marca.

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