| Por Régis Querino, especial para
a GE.Net
Konigstein - O apelido Fenômeno, marca
registrada de Ronaldo, não poderia ter sido melhor escolhido
para definir o atacante mais famoso da seleção brasileira.
Prestes a iniciar a quarta Copa do Mundo de sua carreira (em
1994, com 17 anos, ele apenas ficou no banco), Ronaldo vive
numa gangorra entre o céu e o inferno do futebol. Celebridade
do mundo da bola, o jogador é capaz de criar verdadeiros fenômenos
e está a apenas três gols de ultrapassar o recorde em Mundiais,
que é do alemão Gerd Muller, que assinalou 14 no total (10
em 1970 e 4 em 1974)
Das boas recordações, como o fato de ter igualado o número
de gols marcados por Pelé em Copas do Mundo (12) até a repercussão
ruim de fatos de sua vida profissional e pessoal. Nesta sexta-feira,
quando demonstrou irritação com o presidente, ele acabou com
toda a calmaria do período pré-Copa e avisou, da sua maneira,
que a Copa finalmente estava começando.
| Foto Reuters |
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| Parreira (e) e os preparadores físicos
garantem que o Fenômeno vai brilhar, exatamente
como em 2002 |
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“Todo mundo diz que ele (Lula) bebe pra caramba. Tanto é
mentira que eu sou gordo como deve ser mentira que ele bebe
pra caramba”, contra-atacou Ronaldo, que insiste que sua gordura
está nos olhos de quem vê. “Acho que ele (Lula) perguntou
aquilo influenciado pela insistência da maioria da imprensa,
que alimenta essa polêmica. Uma hora é o peso, outra é a febre,
a saída de jogador da concentração, a bolha... Acho que eu
mereço um pouco mais de respeito”, desabafou.
O técnico Carlos Alberto Parreira é o primeiro a defender
o artilheiro. “O Ronaldo não está gordo, o Ronaldo está forte”,
repete o treinador a cada questionamento sobre o tema. Acompanhando
o jogador nos treinos, porém, pode-se dizer que o Fenômeno
talvez tenha uns quilinhos a mais quando sobe à balança.
Ele não se movimenta tão rapidamente quanto antes, afinal
já não é mais um garoto, está com 29 anos. Para o próprio
jogador, a experiência o faz correr menos hoje do que há três,
quatro anos. Uma espécie de “efeito Romário”, que há anos
era questionado, ora pela idade, ora pelo fato de não gostar
de treinar. E o Baixinho repetia que preferia se poupar para
os jogos, quando normalmente deixava a sua marca. |