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Reuters |
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Simon:
estréia desastrosa |
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| Poll: será que ele
sabe que dois amarelos provocam a expulsão? |
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| Ivanov: deixou a violência
correr |
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Por Thiago Azevedo, especial para a GE.Net
A Copa do Mundo tinha tudo para ser a competição que privilegiasse
os atletas que quisessem jogar futebol, e não usar e abusar
da catimba dentro de campo. A orientação da Fifa para os árbitros
foi justamente essa: proteger quem joga e punir quem impede
jogar. Porém, os ‘homens de preto’ não têm correspondido à
altura e seguem cometendo seus equívocos pelos gramados da
Alemanha.
Até aqui neste Mundial, já foram cometidos erros de todos
os gostos. Em Itália x Gana, por exemplo, o brasileiro Carlos
Eugênio Simon deixou de marcar dois pênaltis para a equipe
africana. A mesma Itália teve uma penalidade duvidosa para
a sua seleção nas oitavas-de-final, contra a Austrália, assinalado
pelo espanhol Luis Medina Cantalejo aos 48 minutos do segundo
tempo.
O mexicano Benito Archundía, por sua vez, não deu um gol
legítimo para a França no empate por 1 a 1 com a Coréia do
Sul, alegando que a bola não teria entrado por inteiro. Já
o inglês Graham Poll fez ainda pior. Na partida entre
Croácia e Austrália, ele mostrou três
cartões vermelhos ao zagueiro croata Simunic, antes
de expulsá-lo de campo.
O marco da má arbitragem na Copa, no entanto, foi o jogo
entre Portugal e Holanda, no domingo, em Nuremberg, pelas
oitavas-de-final. Foram apenas 52 minutos efetivos de bola
rolando e um show de violência e jogo sujo, no qual o árbitro
russo Valentin Ivanov ficou totalmente perdido. O saldo final
foi um recorde em Copas do Mundo: 16 cartões amarelos e quatro
vermelhos.
“Foi uma partida à altura das expectativas em relação à
emoção mas que, por outro lado, não dá para dizer que a arbitragem
tenha sido exatamente impecável”, disse o presidente da Fifa,
o suíço Joseph Blatter. A "Batalha de Nuremberg"
fez com que a entidade ligasse o seu sinal amarelo e começasse
a se preocupar com os rumos da arbitragem no Mundial.
De acordo com o dirigente, os juízes não estão usando os
mesmos critérios em todos os jogos, gerando descontentamento
de todos os lados. “Observei que as instruções não estão sendo
seguidas de forma consistente de uma partida para outra. Quando
um técnico reclama para mim que um atleta seu puxou a camisa
do adversário e recebeu cartão amarelo em um jogo, e que no
seguinte o rival não recebeu nada em uma ocasião semelhante,
o que devo responder?”, argumentou.
Ainda assim, há quem acredite que o nível dos árbitros e
assistentes na Alemanha está bom – ou pelo menos melhor do
que quatro anos antes, na comparação com a Copa do Mundo da
Coréia do Sul e do Japão. “A arbitragem está boa. Pelo menos,
melhor que 2002 ela está. Houve uma evolução boa na parte
física e também na disciplinar”, avaliou o presidente do Sindicato
dos Árbitros do Estado de São Paulo, Sérgio Correa. Para o
dirigente brasileiro, os erros que aconteceram são normais,
já que os "homens do apito", antes de tudo, ‘são
humanos’.
Ferrenho opositor ao uso da tecnologia à serviço da arbitragem,
Joseph Blatter acredita que o nível das atuações dos apitadores
irá melhorar na reta final da Copa, mas não deixar de pensar
nas próximas competições. Para ele, deve haver um maior investimento
na formação e, sobretudo, na profissionalização dos árbitros.
“Se desejarmos partidas melhores, precisamos também de árbitros
melhores. Por isso, precisamos fomentar a profissionalização
da arbitragem e aumentar a rede de pessoas que decidem quem
são os melhores. Sem dúvida, farei com que a Fifa lidere este
debate assim que a Copa do Mundo estiver terminada”, prometeu.
Com melhora ou não nos próximos jogos, o Mundial
da Alemanha já entrou para a história. Nas 56
partidas realizadas até agora, os árbitros mostraram
310 cartões amarelos e 25 vermelhos, que superaram
de longe os recordes anteriores. Até então,
o maior número de amarelos fora na última edição,
com 272, e o recorde de vermelhos foi registrado na França-1998
com 22 exclusões. E isso após 64 partidas nas
duas edições. Vale lembrar que o número
de faltas pouco aumentou nos últimos quatro anos (de
35,4 para 36,4).
Veja abaixo alguns dos erros deste Mundial cheio de jogadas
duvidosas:
| Partida |
Árbitro |
Polêmica |
Brasil 3 x 0 Gana
27/6 - Oitavas-de-final |
Lubos Michel (ESV) |
Segundo gol do Brasil marcado em impedimento |
Itália 1 x 0 Austrália
26/6 - Oitavas-de-final |
Luis Medina Cantalejo (ESP) |
Pênalti duvidoso aos 48 minutos do segundo tempo,
que Totti marca e dá vitória aos italianos |
Portugal 1 x 0 Holanda
25/6 - Oitavas-de-final |
Valentin Ivanov (RUS) |
Holanda reclama de dois pênaltis. Deixou os dois
times cansarem de dar carrinhos, trocar empurrões
e ignorou até cabeçadas. |
Argentina 2 x 1 México
24/6 - Oitavas-de-final |
Massimo Busacca (SUI) |
Árbitro anula gol de Messi, aos 46 minutos do
segundo tempo, que daria vitória aos argentinos
no tempo normal, alegando impedimento |
Suíça 2 x 0 Coréia do Sul
23/6 - Primeira fase |
Horacio Elizondo (ARG) |
No segundo gol da Suíça, assistente marca
impedimento de Frei, árbitro valida gol e sul-coreanos
ainda reclamaram de um pênalti |
Ucrânia 1 x 0 Tunísia
23/6 - Primeira fase |
Carlos Amarilla (PAR) |
Tunisianos reclamam do pênalti marcado a favor
da Ucrânia, que resultou no gol da vitória
de Shevchenko |
Croácia 2 x 2 Austrália
22/6 - Primeira fase |
Graham Poll (ING) |
Árbitro não marca dois pênaltis
para Austrália. Além disso, só expulsou
o croata Simunic após dar três cartões
amarelos. |
Gana 2 x 1 EUA
22/6 - Primeira fase |
Markus Merk (ALE) |
Norte-americanos reclamam de pênalti dado para
Gana, que resulou no gol da vitória dos africanos |
Portugal 2 x 1 México
21/6 - Primeira fase |
Lubos Michel (ESV) |
Miguel tira bola com a mão na área, mas
árbitro não marca pênalti no lance.
Vale lembrar que o português já tinha cartão
amarelo. |
Paraguai 2 x 0 Trinidad
20/6 - Primeira fase |
Roberto Rosetti (ITA) |
Árbitro anula gol do paraguaio Caniza, quando
o placar estava 1 a 0. Foi marcado impedimento inexistente
na jogada. |
França 1 x 1 Coréia do Sul
18/6 - Primeira fase |
Benito Archundía (MEX) |
Após escanteio, Vieira marca de cabeça,
goleiro tira a bola após passar a linha e árbitro
não valida o gol. |
Itália 1 x 1 EUA
17/6 - Primeira fase |
Jorge Larrionda (URU) |
Uruguaio anula gol marcado por Beasley, pois alega que
McBride, impedido, interferiu na jogada. Norte-americanos
reclamaram. |
Itália 2 x 0 Gana
12/6 - Primeira fase |
Carlos Eugênio Simon (BRA) |
Seleção de Gana reclama de duas penalidades
não marcadas pelo árbitro brasileiro |
Polônia 0 x 2 Equador
9/6 - Primeira fase |
Toru Kamikawa (JAP) |
No segundo gol do Equador, Delgado recebe em posição
irregular |
Alemanha 4 x 2 Costa Rica
9/6 - Primeira fase |
Horacio Elizondo (ARG) |
Alemães reclamam de gol não assinalado,
que Porras tira em cima da linha e chiam do segundo gol
costarriquenho com impedimento |
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