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29/06/2006
FICHA TÉCNICA
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ITA
x
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UCR
Data: 30 de junho de 2006, sexta-feira
Horário: 16 horas (de Brasília)
Local: Stadion Hamburg, em Hamburgo (Alemanha)
EQUIPES

ITÁLIA: Buffon; Zambrotta, Barzagli, Cannavaro e Grosso; Perrotta, Gattuso, Pirlo e Camoranesi; Totti e Gilardino
Técnico: Marcelo Lippi

UCRÂNIA: Shovkovsky; Rusol, Svidersky e Nesmachny; Gusev, Tymoshchyuk, Shelayev, Rebrov e Kalinichenko; Vorobei e Shevchenko
Técnico: Oleg Blokhin

Árbitro: Frank De Bleeckere (Bélgica)
Assistentes: Peter Hermans e Walter Vromans (ambos da Bélgica)

Por Marcelo Belpiede

O conjunto contra a individualidade. Essa será a base do confronto desta sexta-feira entre Itália e Ucrânia, pelas quartas-de-final da Copa do Mundo, em Hamburgo. Do lado italiano, favorito à classificação, o técnico Marcello Lippi manteve a tradição de uma equipe que atua exclusivamente por resultados e prioriza a marcação. Já os ucranianos centralizam seu jogo e suas esperanças em um dos maiores astros do mundo: Andriy Shevchenko, novo atacante do Chelsea, da Inglaterra.

Itália e Ucrânia vão realizar o segundo encontro em menos de um mês. Pouco antes da Copa do Mundo, em 2 de junho, na cidade suíça de Lausanne, as duas seleções fizeram um amistoso com poucas emoções que terminou com o placar de 0 a 0. A história do confronto reserva outras duas partidas, ambas com vitórias da Azzurra.

Se não bastasse ser a maior estrela do elenco, o talentoso camisa 7 ucraniano está mais do que acostumado com a batalha diante dos italianos. Afinal, Shevchenko atuou por sete temporadas no Milan, onde marcou 173 gols. Na Copa do Mundo, ele poderá reviver a rivalidade da Itália, pois enfrentará o zagueiro Fabio Cannavaro, capitão do time de Lippi e jogador da Juventus, de Turim.

O que pode ajudar a Ucrânia são justamente os desfalques italianos na zaga. Nesta está machucado, enquanto Materazzi cumpre suspensão automática. Por isso, o jovem Barzagli, do modesto Palermo, será o titular na defesa. Mesmo assim, Shevchenko não economiza elogios ao adversário. “Ele é um jogador com pouca idade, mas conta com a vantagem de ser muito calmo sob pressão. Além disso, destaca-se pela força física”, afirmou o ucraniano, que já o enfrentou no Campeonato Italiano.

Embora machucado, o experiente Nesta está pronto a aconselhar os substitutos para ofuscar o brilho de seu ex-companheiro em Milão. “Existem poucos jogadores como ele no mundo. Para freá-lo, o zagueiro deve estar 100%, atento aos 90 minutos de jogos. É um atleta com imensas qualidades”, destacou.

Foto: Reuters
Shevchenko joga todo favoritismo para os amigos da Itália e confia em zebra ucraniana
Líder de uma seleção estreante em Copas, Shevchenko lembra também que a Ucrânia é a grande zebra do confronto e vai tentar repetir o feito dos últimos três Mundiais, quando, pelo menos, uma surpresa conseguiu a classificação para as semifinais (Suécia e Bulgária, em 1994, Croácia, em 1998, e Coréia do Sul e Turquia, em 2002).

Até o momento, os ucranianos evitaram qualquer tipo de preocupação com a arbitragem, embora a tradição das Copas mostre um benefício maior às grandes seleções. Nas oitavas-de-final, os italianos, que estão em sua 16ª participação em Mundiais, garantiram a vaga diante da Austrália com um pênalti polêmico. “Acho que estaremos em uma situação mais confortável em relação à Itália pois ninguém espera a nossa vitória”, despistou Shevchenko.

Para ajudar mais o trabalho da defesa da Itália, a Ucrânia também tem um desfalque importante na frente. Andriy Voronin sofreu uma contusão muscular e acabou cortado da seleção. Com isso, o técnico Oleg Blokhin está disposto a escalar Andriy Vorobei como titular nas quartas-de-final.

Só que os italianos também confiam em uma ascensão de sua grande estrela, o meia-atacante Francesco Totti, que, depois de sair do banco de reservas, marcou o gol da vitória contra a Austrália. Ele pode até voltar a jogar desde o início contra a Ucrânia. “Espero que esse gol tenha dado impulso a ele”, disse Marcelo Lippi, que justificou sua decisão de não colocar o craque como titular no último jogo. “Precisava administrar suas forças e escalá-lo no momento em que o ritmo fosse menor em campo”, completou.

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