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FICHA
TÉCNICA
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ALE |
x |

ARG |
| Data:
30 de junho de 2006, sexta-feira |
| Horário:
12 horas (de Brasília) |
| Local:
Olympiastadion, em Berlim (Alemanha) |
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EQUIPES
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| ALEMANHA:
Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder
e Lahm; Schneider, Frings, Schweinsteiger e Ballack;
Klose e Podolski
Técnico: Jurgen Klinsmann
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ARGENTINA:
Abbondanzieri; Burdisso, Ayala, Heinze
e Sorín; Cambiasso, Mascherano, Riquelme e Maxi
Rodriguez; Crespo e Saviola Técnico:
Jose Pekerman |
| Árbitro:
Lubos Michel (Eslováquia)
Assistentes: Roman Slysko e Martin
Balko (ambos da Eslováquia) |
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Por Marcelo Cazavia
"Os grandes jogadores e as grandes equipes mostram seu valor nesse momento".
A frase do atacante argentino Carlitos Tevez resume bem o
clima para a partida entre Alemanha e Argentina desta sexta-feira,
que vale vaga para as semifinais da Copa do Mundo. Se alguma
dessas seleções pretende chegar ao título da competição, precisa
provar sua grandeza desde já.
A afirmação vale especialmente para os alemães, que entrarão
no Olympiastadion, em Berlim, esperando encerrar um incômodo
tabu de mais de cinco anos sem vencer uma seleção de ponta
do futebol mundial. O último triunfo foi nas eliminatórias
para a Copa de 2002, em outubro de 2000, quando bateu a Inglaterra
por 1 a 0 em Londres.
De lá para cá, foram 12 duelos contra campeões do mundo
e nenhuma vitória – empatou duas vezes com a Argentina, uma
com o Brasil e outra com a França, e perdeu em duas oportunidades
para Brasil, França e Itália, e uma para Argentina e Inglaterra.
A situação piora se forem contabilizados também confrontos
diante de Holanda (dois empates e uma derrota) e Espanha (uma
derrota), países sem títulos mundiais, mas de tradição na
Europa.
No meio do tabu, foi vice mundial em 2002 e amargou duas
goleadas históricas: 5 a 1 para a Inglaterra (nas eliminatórias
do Mundial passado, em 2000) e 4 a 1 para a Itália (em amistoso
realizado em março deste ano).
Apesar do retrospecto negativo, os alemães estão confiantes
para a partida desta sexta diante da Argentina. “Estou muito
otimista. Parece que chegou a hora de acabar com essa série
negra e avançar às semifinais”, afirmou o técnico Jurgen Klinsmann,
que é o maior modelo da revitalização das esperanças germânicas.
| Foto: Reuters
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| Klinsmann: a fonte de inspiração
para time alemão voltar a mostrar que é
"grande" |
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Desacreditado no início de seu trabalho e alvo de críticas
duras de Beckenbauer, ele se tornou praticamente uma unanimidade
durante o Mundial. Com seu carisma, é tido como um motivador
e fez questão de mostrar isso no discurso. “Estamos no mesmo
nível das oito melhores equipes nesta Copa e não temos que
temer ninguém. A Argentina é um dos gigantes, mas vamos estar
em igualdade contra eles”, disse.
Contra os argentinos, o tabu já dura 16 anos. A última vez
que os alemães venceram os sul-americanos foi na final da
Copa do Mundo de 1990, na Itália. Na época, o triunfo por
1 a 0 teve um gosto de vingança para os europeus, derrotados
quatro anos antes na decisão da Copa de 1986, no México, por
3 a 2. Faz tanto tempo o triunfo que, na ocasião, Klinsmann
era o principal atacante alemão. Depois disso, foram dois
empates e duas derrotas.
Porém, o triunfo naquela partida gera polêmica até hoje.
O gol do título saiu aos 40 minutos do segundo tempo, em cobrança
de pênalti convertida por Brehme. Muitos, entretanto, questionam
a marcação do mexicano Edgardo Codesal, que viu falta de Dezotti
no atacante Voller dentro da área.
Atual auxiliar-técnico de Jose Pekerman na seleção argentina,
Nestor Lorenzo era meia-atacante da equipe sul-americana em
1990. E não tem dúvida em afirmar que “o árbitro marcou um
pênalti inexistente para a Alemanha”. A Argentina ainda teve
dois jogadores expulsos: Monzón e Dezotti.
No total, são 16 partidas entre alemães e argentinos ao
longo da história, com sete vitórias dos sul-americanos contra
cinco dos europeus. Em Copas, além das decisões de 1986 e
1990, houve mais dois confrontos: em 1958, na Suécia, os alemães
levaram a melhor; em 1966, na Inglaterra, o jogo não saiu
do 0 a 0.
Para apimentar: Em um clássico de tamanha rivalidade,
não poderiam faltar as provocações e elas foram uma tônica
durante esta semana. O atacante Klose, artilheiro da competição
com quatro gols, disse que a Argentina teve azar de cruzar
com a Alemanha. “Sabemos que a Argentina é uma grande equipe
e que era favorita antes de o Mundial começar, mas eles tiveram
o azar de encontrarem conosco”, declarou o alemão.
Confiante, o jogador afirmou que não teme defesa argentina.
“Não penso nas defesas. Conheço os jogadores, mas, no estado
em que me encontro agora, não tenho por que me esconder diante
de qualquer zagueiro do mundo”, esnobou.
Os argentinos não deixaram por menos. “Será uma partida
muito difícil, cerebral também. A Alemanha terá que mostrar
mais do que fez até agora para nos vencer”, afirmou o atacante
Carlitos Tevez, que deve começar a partida no banco de reservas.
“Acho que se formos para cima deles, eles vão cair rápido”,
acrescentou.
Sobre o fato de terem praticamente todo o estádio torcendo
contra, os comandados de Jose Pekerman mostraram tranqüilidade.
“Temos 60% de chances de ganhar o jogo. Nós temos de pensar
em todos que estão assistindo a gente na Argentina. O estádio
vai ser todo alemão, mas estamos acostumados e isso não será
problema”, declarou Saviola.
Eufórica e acreditando no título, a torcida será uma das
armas da Alemanha. Desacreditada antes do início do Mundial,
sobretudo após a vexatória derrota diante da Itália, a seleção
alemã conquistou a confiança dos torcedores ao longo da competição.
A goleada de 4 a 2 sobre Costa Rica na estréia causou uma
boa impressão, confirmada depois nas vitórias sobre Polônia
(1 a 0), Equador (3 a 0) e Suécia (2 a 0). Tudo para mostrar
de vez que voltou a ser grande. Mas terá de bater os grandes...
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