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FICHA
TÉCNICA
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ING |
x |

POR |
| Data:
1º de julho de 2006 (sábado) |
| Horário:
12 horas (de Brasília) |
| Local:
Arena Auf Schalke, em Gelsenkirchen (Alemanha) |
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EQUIPES
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| INGLATERRA:
Robinson; Neville, Ferdinand, Terry e Ashley
Cole; Hargreaves, Beckham, Gerrard e Lampard;
Joe Cole e Rooney
Técnico: Sven-Goran Eriksson |
PORTUGAL: Ricardo;
Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno
Valente; Petit, Maniche, Figo e Simão Sabrosa (Tiago);
Cristiano Ronaldo e Pauleta. Técnico:
Luiz Felipe Scolari |
| Árbitros:
Horacio Elizondo (Argentina)
Assistentes: Dario Garcia e Rodolfo Otero
(ambos da Argentina) |
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Por Paulo Amaral
Na Eurocopa 2004 disputada em Portugal, a seleção anfitriã,
dirigida por Luiz Felipe Scolari, bateu a Inglaterra e seguiu
em frente na competição, aliviando um pouco
o sentimento de revanche que nutria dos ingleses desde 1966.
Neste sábado, em Gelsenkirchen, no entanto, os portugueses
terão a chance da real vingança contra o English
Team.
Quarenta anos depois do encontro pela semifinal do Mundial
da Inglaterra, vencida pelo time da Rainha por 2 a 1 graças
às marcações polêmicas da arbitragem,
os herdeiros do craque Eusébio terão de superar
adversidades e a ausência de jogadores importantes como
Deco e Costinha para acabar com a pose de Beckham e companhia
e tentar levar Portugal às semifinais da Copa da Alemanha,
mantendo vivo o sonho da inédita conquista.
A principal coincidência neste novo encontro está
no banco de reservas português. Se em 1966 a melhor
campanha portuguesa em Copas até agora se deveu em
boa parte ao trabalho do técnico brasileiro Otto Glória,
atualmente o maior responsável pelo ressurgimento do
bom futebol dos nossos descobridores é Luiz Felipe
Scolari. O gaúcho, que chegou a ser cogitado para substituir
o sueco Sven-Goran Eriksson no comando da seleção
inglesa após o Mundial, fez ressurgir o amor pela seleção
em Portugal e é a grande esperança do país
para escrever a história mais bonita da pátria
em Copas do Mundo.
“Eu não poderia aceitar ser técnico de
outro país antes de uma Copa do Mundo em que eu represento
Portugal”, explicou Scolari, justificando sua negativa
à Federação Inglesa, que já definiu
Steve McClaren como novo treinador do English Team tão
logo termine a participação da Inglaterra no
Mundial da Alemanha. Se depender dos números de Felipão,
aliás, Portugal pode apressar a troca no comando inglês.
Em duelos contra os rivais, o gaúcho tem vantagem
absoluta, com duas classificações em cima dos
comandados de Eriksson. Na primeira delas, válida pela
Copa do Mundo de 2002, Scolari levou o Brasil à vitória
de virada sobre os ingleses, em jogo válido pelas quartas-de-final.
Dois anos mais tarde, pela mesma fase, mas na Eurocopa e a
frente da seleção portuguesa, novo êxito,
nos pênaltis, depois de um empate por 2 a 2 no tempo
normal de jogo.
Às vésperas de seu terceiro encontro com o
treinador sueco, Scolari não quer focar seu discurso
no duelo particular com o comandante do time inglês.
Ao invés disso, adota a tática de elogiar o
adversário para diminuir o peso sobre sua própria
equipe. “O futebol deles não é sempre
bonito, mas é efetivo. Vamos encarar esse jogo como
fizemos com os outros, mas temos que ter cuidado contra a
Inglaterra, porque eles são muito perigosos e têm
muita experiência. Temos que estar sempre atentos.”
| Foto: Jose Manuel Ribeiro/Reuters |
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| Scolari evitou polêmica durante
semana: sem polêmicas para o país que o quis
coontratar. |
Do lado inglês, Eriksson também tenta deixar
o retrospecto e o duelo particular com Felipão em segundo
plano. “Venho dizendo há tempos que nosso time
de hoje é melhor do que o de dois e o de quatro anos
atrás, por isso acredito plenamente na vitória.
Também não acho que seja uma partida do Scolari
contra mim. Tenho certeza de que quando os jogadores entrarem
em campo não importará quem será o treinador
rival”, apostou.
Adotando tática semelhante a do comandante português,
o sueco enalteceu as qualidades do adversário deste
sábado e até deu uma “mãozinha”
a Luiz Felipe Scolari para montar seu quebra-cabeça
e escalar Portugal sem o meia Deco e o volante Costinha, suspensos
para o importante duelo.
“Penso que Figo poderia jogar atrás de Pauleta,
como fez contra Angola. É muito perigoso e criou a
jogada do gol contra Angola jogando atrás”, lembrou.
““É lamentável cada vez que há
jogadores ausentes. Deco é um jogador fantástico.
Costinha também é na zaga e no meio-campo. Temos
a ausência de Michael Owen, mas é a vida no futebol”,
finalizou.
Apesar dos “conselhos” de Eriksson, Felipão
ainda não definiu quem começa jogando contra
a Inglaterra. Os mais cotados para substituir Costinha e Deco
são Petit e Simão Sabrosa, respectivamente.
Cristiano Ronaldo, que deixou a “batalha” contra
os holandeses contundido e perdeu alguns treinos, está
recuperado e é presença confirmada. “Há
muito tempo para se recuperar. A comissão técnica
está fazendo tudo para que eu esteja 100%. O jogo contra
a Holanda foi desgastante, mas vou estar bem”, prometeu.
O sueco Sven-Goran Eriksson também terá um
reforço para a partida. Depois de participar apenas
da estréia inglesa, o lateral direito Gary Neville
voltou a treinar e deve ser titular contra Portugal. “Estou
recuperado 100% da lesão na panturrilha, confiante
e desesperado para jogar essa partida, como todos os outros
jogadores do elenco”, afirmou o jogador do Manchester
United.
A volta do atleta agradou ao comandante do English Team.
“Ele é importante para o balanço lateral
do time, e com certeza será muito bom tê-lo de
volta. Não acho que seja um risco colocá-lo
em campo”, concluiu o treinador, confirmando que Neville
reassumirá o lugar que foi ocupado por Carragher contra
Trinidad e Tobago e Suécia e Michael Carrick diante
do Equador.
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