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FICHA
TÉCNICA
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BRA |
x |

FRA |
| Data:
1º de julho de 2006 (sábado) |
| Horário:
16 horas (de Brasília) |
| Local:
Waldstadion, em Frankfurt (Alemanha) |
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EQUIPES
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BRASIL: Dida; Cafu, Lúcio,
Juan e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Zé
Roberto, Juninho Pernambucano, Kaká e Ronaldinho
Gaúcho; Ronaldo
Técnico: Carlos Alberto
Parreira
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FRANÇA:
Barthez; Sagnol, Gallas, Thuram e Abidal; Vieira,
Makelele, Malouda, Ribéry e Zidane; Henry
Técnico: Raymond Domenech |
| Árbitros:
Luís Medina Cantalejo (Espanha)
Assistentes: Victoriano Giraldez
Carrasco e Pedro Medina Hernandez (ambos da Espanha)
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Por Raul Flávio Drewnick
Se não fosse pelo adversário, Ronaldinho Gaúcho finalmente
seria o centro das atenções neste sábado.
Ele sim é o melhor do mundo atualmente e é exatamente
ele quem não está rendendo o que todos esperavam.
Ronaldo, gordo ou não, já se recuperou nesta
Copa e se tornou o maior goleador da história da competição
(15 gols). Porém, o destino quis que o Brasil encontrasse
nas quartas-de-final, às 16 horas (de Brasília),
em Frankfurt, com a França, time que o eliminou na
mesma quartas-de-final em 1986 e que venceu a final de 1998,
por 3 a 0, em um dos traumas mais duros da história
do futebol verde e amarelo. O drama foi tão forte que
gerou até uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito)
em busca de explicações.
Não por coincidência, Ronaldo Fenômeno
mais uma vez terá toda a pressão sobre seus
ombros. Afinal, só ele (1996, 1997 e 2002) e Zidane
(1998, 2000 e 2003) foram três vezes eleitos o melhor
jogador do mundo pela Fifa. Na Copa da França, o brasileiro
viveu o pior momento de sua carreira (além das contusões
no joelho) naquela final. Após uma convulsão
horas antes do jogo, o Fenômeno não rendeu em
campo, não correspondeu às expectativas e abriu
caminho para que o mundo ficasse conhecendo definitivamente
o camisa 10 francês.
Em 2002, artilheiro do Mundial, Ronaldo se redimiu sendo
o nome do pentacampeonato ao lado de Rivaldo e do técnico
Luiz Felipe Scolari. Porém, o camisa 9 tem agora chance
única e incomum na história dos Mundiais. Ele
pode dar o troco na França e ainda aposentar Zinedine
Zidane, carrasco do Brasil 1998, e atualmente seu amigo no
Real Madrid.
| Fotos: Reuters |
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Diferente de 1998, agora é o encontro
do "Ronaldo bom" com o "Zidane bom". |
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O duelo será rico. Apesar da campanha ruim, a França
ganhou força exatamente por ter o Brasil como próximo
adversário. Ronaldo e Zidane medirão forças
mais uma vez. Em campo, cada um foi protagonista de um título
mundial. Ronaldo também foi campeão em 1994, mas
sem atuar uma partida sequer nos EUA.
Ronaldo, Cafu, Roberto Carlos, Dida, Zé Roberto e
Emerson são os brasileiros que estavam no elenco que
perdeu a Copa de 98. Do outro lado, continuam no time francês
Zidane, Barthez, Vieira, Thuram, Trezeguet e Henry.
Atualmente no cargo de coordenador técnico da seleção
brasileira, Mario Jorge Lobo Zagallo era o treinador em 1998.
Ele está muito confiante na vitória brasileira.
“Desta vez, será o duelo do Ronaldo bom contra
o Zidane bom. Tenho certeza que a amarelinha vai prevalecer.
O Ronaldo não terá problemas de saúde
desta vez”, disse Zagallo, que, em 1998, decidiu escalar
o camisa 9, apesar de ter divulgado uma hora antes do jogo
o nome de Edmundo no ataque brasileiro.
Diante das câmeras, todos os brasileiros que jogaram
a Copa da França negam o sentimento de vingança.
No entanto, o goleiro Taffarel, que visitou a concentração
brasileira esta semana, pediu pessoalmente aos ex-colegas
que dessem o troco nos franceses neste sábado.
“Não falarei com o Ronaldo. Aqui ninguém
toca neste assunto, ninguém fala sobre 1998. Ele está
tranqüilo, confiante e voltou a sorrir. Não há
nenhum trauma em relação àquele jogo.
Revanche seria se estivéssemos encontrando a França
novamente em uma final”, garantiu Parreira.
Apagado desde o início da Copa, Ronaldinho Gaúcho
vem se beneficiando da obsessão da mídia com
o Fenômeno para escapar das críticas. O meia
espera fazer um bom jogo contra os franceses. “Acho
que estou jogando dentro da normalidade, mas tenho consciência
de que posso render muito mais”, admitiu.
A França vive momento especial e Zidane espera ampliar
suas estatísticas. Apesar de ter sua genialidade reconhecida
em todo mundo, o meia tinha apenas dois gols marcados em Copas
do Mundo, justamente os dois na decisão de 1998, até
a última terça-feira, quando deu o golpe de
misericórdia na Espanha na vitória por 3 a 1.
Antes do confronto válido pelas oitavas-de-final,
Raúl, outro amigo de Real Madrid, havia dito que a
Espanha aposentaria Zidane já que o francês prometeu
abandonar o futebol após a Copa. O brasileiro Robinho
resolveu repetir a piada para ver quem dará a última
risada. “No final, foi a França que aposentou
a Espanha. Vamos ver como será desta vez”, desafiou
Zidane.
O técnico Raymond Domenech continua respondendo aos
seus principais críticos e espera surpreender nas quartas-de-final,
como aconteceu em 1986. Antes de 98 e 86, a França
só havia cruzado com a seleção brasileira
na semifinal de 1958. Com Zagallo atuando na ponta esquerda,
o Brasil venceu por 5 a 2.
“Não posso fazer uma marcação
específica no Ronaldo. Quem vai marcar o Ronaldinho,
o Kaká, o Zé Roberto? Além disso, o Brasil
tem dois laterais que apóiam muito. Temos que ter cuidado
com todo o time brasileiro”, resumiu o treinador.
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