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FICHA
TÉCNICA
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ALE |
x |

ITA |
| Data:
4 de julho de 2006 (terça-feira) |
| Horário:
16 horas (de Brasília) |
| Local: Westfalenstadion,
em Dortmund (Alemanha) |
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EQUIPES
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| ALEMANHA:
Lehmann; Friedrich, Mertesacker, Metzelder
e Lahm; Borowski (Kehl), Ballack, Schneider e
Schweinsteiger; Klose e Podolski
Técnico: Jürgen Klinsmann |
ITÁLIA:
Buffon; Zambrotta, Materazzi, Cannavaro e Grosso;
Perrotta, Gattuso, Pirlo e Camoranesi; Totti e Luca
Toni Técnico: Marcelo Lippi |
| Árbitros:
Benito Archundia (México)
Assistentes: José Ramirez e Héctor Vergara
(ambos do México) |
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Por Paulo Amaral
São Paulo (SP) - Antes do início da Copa
do Mundo, os técnicos Jurgen Klinsmann, da Alemanha, e Marcelo
Lippi, da Itália, passavam por situações completamente antagônicas:
o primeiro vivia sob pressão enquanto o segundo era unanimidade
nacional. Nesta terça-feira, em Dortmund, os rivais estarão
frente a frente pelas semifinais da Copa, e decidirão, de
uma vez por todas, quem deixará o torneio mais cedo e quem
continuará sonhando em saborear a total consagração.
Massacrado pela imprensa local por residir nos Estados Unidos
e comandar a esquadra nacional à distância, Klinsmann, por
pouco, não foi demitido durante os jogos preparativos para
o Mundial. O treinador chegou a passar por momentos de grande
desgaste em 2005 em função dos resultados ruins e do difícil
diálogo com os clubes alemães, mas teve o apoio irrestrito
da Federação e seguiu no cargo, mesmo com a polêmica sobre
a titularidade do goleiro da equipe. Oliver Kahn, ídolo nacional,
perdeu a posição para Jens Lehman, um dos destaques da equipe
na atual competição.
A perda da Copa das Confederações para o Brasil, a goleada
sofrida para a Itália em um amistoso (4 a 1) e as derrotas
nos jogos preparatórios para seleções menos expressivas como
Coréia do Sul, Eslováquia e Turquia colocaram o ex-atacante
na corda bamba. “No momento, a Alemanha inteira encontra-se
em uma situação catastrófica e assim vejo a situação da seleção",
disse o gerente do Bayern de Munique, Uli Höness, à época,
inconformado com as vexatórias derrotas. Franz Beckembauer,
um dos organizadores do Mundial alemão, também era favorável
à queda do ex-atacante.
| Fotos: Reuters |
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| Klinsmann e Lippi experimentam "gangorra":
enquanto o primeiro é aplaudido, o segundo é
questionado |
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"Estamos todos em um processo de desenvolvimento e a equipe
é forte o suficiente para atingir algo até a Copa", declarou
o técnico, logo após sofrer a goleada para os italianos, em
março. Três meses depois, veio a resposta: Mostrando-se um “equilibrista”
habilidoso, Klinsmann não só se manteve no cargo como conquistou
o respeito dos incrédulos críticos, transformando-se em herói
nacional depois das vitórias sobre Costa Rica, Polônia, Equador
e Suécia, e a classificação nos pênaltis diante da Argentina,
para delírio de seus torcedores.
Nesta terça, o técnico chega para o duelo contra a Itália
com status de favorito depois de despachar a Argentina em
um jogo histórico, pois conta com dois artilheiros inspiradíssimos
(Klose e Podolski), além da boa fase de jogadores como Ballack
e Lahm, melhor lateral-esquerdo da Copa até o momento. A insegurança
dos zagueiros Metzelder e Mertesacker não parece comprometer
a confiança dos donos da casa na conquista do tetra. “Estamos
confiantes e absolutamente concentrados”, sintetizou Klinsmann.
Desfalque certo para o treinador será o volante Torsten
Frings. Apesar de não ter sido citado no relatório do árbitro
da partida entre Alemanha e Argentina, o jogador foi julgado
pela Fifa com base nas imagens da confusão generalizada que
tomou conta do gramado depois do término da cobrança de pênaltis,
e acabou suspenso por uma partida, podendo voltar ao time
somente na decisão do Mundial ou na disputa pelo terceiro
lugar. Borowski, substituto natural, deve compor o meio-campo.
Se optar por um time mais cauteloso, Klinsmann poderá escalar
Kehl.
Escândalo superado? Enquanto isso, na “Terra da Bota”,
o técnico Marcelo Lippi, contratado para dirigir a Azzurra
em 2004 com praticamente 100% de aprovação popular por
sua irretocável campanha à frente da Juventus, vive uma verdadeira
gangorra. A boa campanha nas Eliminatórias e as duas únicas
derrotas em 27 partidas no comando da seleção deram prestígio
ao treinador, mas o bom retrospecto foi todo esquecido diante
do mau futebol apresentado nas quatro primeiras rodadas da
Copa.
Alvo de críticas diárias nos jornais esportivos italianos
e até de ex-técnicos da seleção italiana, como Arrigo Sachi,
Lippi teve seu trabalho questionado principalmente após ter
seu nome citado no escândalo da arbitragem, que envolveu árbitros,
dirigentes de Juventus, Milan, Lazio e Fiorentina, e atletas
como o goleiro Buffon e o zagueiro Cannavaro, ambos chamados
para prestar depoimento. A recuperação do prestígio só veio
em parte depois de bater a Ucrânia por 3 a 0 nas quartas-de-final
da competição.
Atualmente, o treinador é unanimidade novamente e considerado
pela imprensa italiana, ao lado do goleiro Buffon e do volante
Gattuso, como o grande responsável pelo aparecimento da Itália
entre as quatro melhores seleções do Mundial. “Antes parecia
que nosso barco iria afundar, pois a cada dia entrava água
por um buraco novo, mas o Lippi tapou todos”, brincou Gigi
Riva, ex-jogador e atual dirigente da Federação Italiana de
Futebol, que ainda tenta recuperar sua credibilidade.
Sem perder desde outubro de 2004, quando caiu diante da
Eslovênia, a Itália também terá somente um desfalque para
tentar chegar aos seu 24º jogo invicto: De Rossi, expulso
contra os Estados Unidos e suspenso pela Fifa. Pendurado com
um cartão amarelo, o volante Gattuso promete não “aliviar”,
nem que, para isso, tenha de ficar fora da final.
“Para mim, o importante é a Itália chegar à decisão e, se
para isso acontecer eu tiver de levar um cartão, levarei com
muito prazer. Nosso elenco é forte e já provou que ninguém
é insubstituível”, avisou o volante.
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