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FICHA
TÉCNICA
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POR |
x |

FRA |
| Data:
5 de julho de 2006 (quarta-feira) |
| Horário:
16 horas (de Brasília) |
| Local: Stadion München, em
Munique (Alemanha) |
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EQUIPES
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| PORTUGAL:
Ricardo; Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho
e Nuno Valente; Costinha, Maniche, Figo e Deco;
Cristiano Ronaldo e Pauleta
Técnico: Luiz Felipe Scolari |
FRANÇA: Barthez;
Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal; Vieira, Makelele,
Malouda, Ribéry e Zidane; Henry Técnico:
Raymond Domenech |
| Árbitros:
Jorge Larrionda (Uruguai)
Assistentes: Walter Rial e Pablo Fandino
(ambos do Uruguai)
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Por Marcelo Belpiede
São Paulo (SP) - A França foi responsável
pela queda da seleção brasileira na Copa do Mundo de 2006.
Nesta quarta-feira, a partir das 16 horas em Munique, a equipe
do meio-campista Zinedine Zidane terá pela frente outro brasileiro
no confronto que vai definir o segundo finalista da competição.
É a chance de Luiz Felipe Scolari, técnico de Portugal, vingar
o Brasil.
O encontro entre as duas seleções marca uma diferença clara
de estilos. A seleção portuguesa tem o seu sucesso baseado
em um trabalho aglutinador de seu treinador. Já a França joga
em função da inspiração de seu camisa dez, Zidane, responsável
por uma aula de futebol para o Brasil.
Perspicaz, Felipão deixa claro que considera a partida contra
a França mais difícil que uma final. “Os franceses são os
que estão melhores preparados. Estamos vendo seus pontos fortes
e vamos tentar jogar tudo o que sabemos. Mas posso garantir
que teremos muito cuidado neste jogo”, destaca.
Do lado dos Bleus, também existe um grande respeito
por Portugal e principalmente ao talento de Scolari para jogos
decisivos. “Somos favoritos?”, questiona o treinador francês
Raymond Domenech. “No momento, o atual campeão do mundo é
o Scolari. Essa história de favoritismo é coisa da imprensa.
Somos duas equipes que se conhecem e não existe alguém com
maior chance de vencer”, completa.
| Fotos: Reuters |
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| Felipão armou Portugal à
sua feição. Mas na França, Domenech
é um mero espectador. |
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Mas o principal objetivo de Felipão é renovar a ambição
de sua equipe, que conseguiu igualar o feito da geração de
Eusébio de ficar entre os quatro melhores do mundo. Até os
jogadores mais badalados, como o meio-campista Figo, estrela
da Internazionale de Milão, estão maravilhados por participar
das semifinais de uma Copa do Mundo. “Estamos sonhando acordados.
Imagine se ganharmos a taça então. Aí vamos arrebentar com
tudo”, comenta. “Estou muito orgulhoso de fazer parte dessa
equipe. Queria estar em meu país para comemorar com todos”,
finaliza Figo.
Do lado francês, Zidane é a grande referência, embora esteja
fazendo os últimos dois jogos de sua carreira. Por isso, os
jogadores falam em presentear o craque neste Mundial. “Vamos
jogar essa semifinal por ele. Queremos que termine a carreira
com o título da segunda Copa do Mundo”, destaca o jovem Ribéry.
Em Portugal, Zidane também é uma unanimidade. “É uma pena
que esse tipo de jogador como o Zidane e o Figo fiquem velhos.
Gostaríamos de vê-los jogando por mais sete, oito anos. A
bola não chora nos pés deles, ao contrário do que acontecia
comigo na época de jogador”, brinca o ex-zagueiro Felipão.
“Ele continua sendo o melhor do mundo. Trata a bola como ninguém.
Só espero que não apareça contra Portugal”, diz o lateral-direito
Miguel.
Com a rotineira tranqüilidade e elegância que marcou a sua
carreira, o experiente Zizou sabe que a vitória contra o Brasil
foi importante, mas não decidiu nada em relação à Copa. Por
isso, a França deve seguir concentrada para enfrentar Portugal.
“Não queremos parar por aí. Vamos seguir lutando em busca
do título”, avisa o craque.
Em relação ao lado físico, a França pode levar uma vantagem.
Afinal, Portugal vem de uma prorrogação contra a Inglaterra
e um jogo com quatro expulsões diante da Holanda. Durante
a preparação da semifinal, jogadores importantes como Figo,
Cristiano Ronaldo e Miguel reclamaram de dores musculares.
Por outro lado, Felipão comemora a volta de atletas importantes,
como os meio-campistas Costinha e Deco. Já os Bleus
estarão com força máxima em campo.
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