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FICHA
TÉCNICA
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POR |
x |

ALE |
| Data:
de julho de 2006 (sábado) |
| Horário:
16h (de Brasília) |
| Local: Gottlieb-Daimler,
em Stuttgart (Alemanha) |
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EQUIPES
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ALEMANHA: Kahn; Jansen, Huth, Metzelder
e Lahm; Schneider, Kehl, Frings e Hitzlsperger;
Klose, Podolski
Técnico: Jürgen Klinsmann
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PORTUGAL:
Ricardo; Paulo Ferreira, Fernando Meira, Ricardo
Costa e Nuno Valente; Costinha, Deco, Maniche e
Figo; Pauleta e Cristiano Ronaldo
Técnico: Luiz Felipe Scolari |
| Árbitros:
Toru Kamikawa (Japão)
Assistentes: Yoshikazu Hiroshima (Japão)
e Dae Young Kim (Coréia do Sul)
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Por Paulo Amaral
A decisão do terceiro colocado da Copa do Mundo 2006, marcada
para este sábado, às 16 horas (de Brasília), em Stuttgart,
reunirá pela primeira vez na história da competição as seleções
de Alemanha, anfitriã da competição, e Portugal, dirigida
pelo brasileiro Luiz Felipe Scolari.
Apesar de frustradas por não estarem se encontrando na final
do Mundial, ambas prometem entrar em campo para dar a satisfação
final aos seus torcedores. Enquanto os comandados de Jürgen
Klinsmann esperam a vitória para diminuir o impacto da perda
do título em casa, os soldados de Felipão lutarão para igualar
a melhor campanha portuguesa na história das Copas, alcançada
no Mundial de 1966, na Inglaterra.
“Vamos deixar passar essa melancolia, essa decepção, e buscar
o terceiro lugar, que é muito interessante em um Mundial.
Teremos um dia a menos de repouso em relação à Alemanha, mas
vamos ter de aglutinar forças para encarar os donos da casa”,
ordenou Felipão, que sonha em repetir a façanha alcançada
por outro brasileiro, Otto Glória, há 40 anos.
Para Helder Postiga, que participou do segundo tempo da
derrota contra a França e espera por uma oportunidade como
titular no jogo de despedida, vencer a Alemanha será a confirmação
do resgate do orgulho português. “Vamos tentar ficar no terceiro
lugar, que é muito importante para confirmar o renascimento
da força da seleção de Portugal”, explicou o atacante do Porto.
Do lado alemão, o discurso é bastante semelhante. Eliminados
na semifinal pela Itália, os jogadores da seleção da casa
querem terminar o Mundial subindo no pódio. “Parabéns à Itália
e ao Marcello Lippi. Desejo-lhes sorte na final. O que queremos
agora é mostrar um desempenho fantástico aos nossos torcedores
na partida pelo terceiro lugar e jogar bom futebol”, avisou
Klinsmann.
O lateral-esquerdo Lahm, considerado o melhor do Mundial
em sua posição, endossou as palavras proferidas por seu treinador.
“É muito duro ficar fora da decisão no último minuto de jogo
como aconteceu contra a Itália e infelizmente não pudemos
chegar até o fim, mas vamos entrar com a mesma determinação
dos outros jogos para terminar o Mundial em terceiro lugar”,
prometeu.
Mas os discursos “oficiais” não devem superar o clima de
frustração da partida em Stuttgart. Apesar de terem objetivos
históricos, Felipão admitiu que a decisão do terceiro lugar
“é um sofrimento” e a Alemanha não levará a campo o lateral-direito
Friedrich, o zagueiro Mertesacker e o meia Ballack. No gol,
Kahn ganha chance na vaga de Lehmann para ser “homenageado”
pela torcida.
Se não terá os três titulares, os anfitriões contam com
o retorno de Frings, livre da suspensão imposta pela Fifa
por seu envolvimento com os jogadores argentinos na confusão
generalizada da partida válida pelas quartas-de-final. Já
Portugal não terá o lateral-direito Miguel, que deixou a partida
contra a França contundido, e Ricardo Carvalho, punido com
o segundo cartão amarelo. Os substitutos serão Paulo Ferreira
e Ricardo Costa, respectivamente.
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