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FICHA
TÉCNICA
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ITA |
x |

FRA |
| Data:
09 de julho de 2006 (domingo) |
| Horário:
15h (de Brasília) |
| Local: Olympiastadion, em
Berlim (Alemanha). |
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EQUIPES
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| ITÁLIA:
Buffon, Zambrotta, Materazzi, Cannavaro
e Grosso; Perrotta, Gattuso, Pirlo, Camoranesi
e Totti; Luca Toni
Técnico: Marcelo Lippi
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FRANÇA:
Barthez, Sagnol, Thuram, Gallas e Abidal;
Makelele, Vieira, Ribery, Zidane e Malouda; Henry
Técnico: Raymond Domenech |
| Árbitro:
Horacio Elizondo (Argentina)
Assistentes: Darío García
(Argentina) e Rodolfo Otero (Argentina)
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Por Raul Flávio Drewnick
De um lado, Zidane em busca do bicampeonato e da aposentadoria
dos sonhos. Do outro, um time compacto que quer o tetra para
desviar o foco dos escândalos do futebol de seu país. Desacreditadas
no início do torneio, França e Itália surpreenderam até seus
próprios torcedores e fazem, neste domingo, às 15 horas (de
Brasília), a final da Copa do Mundo, no Olympiastadion, em
Berlim.
Atrás de confiança, as duas seleções adotaram postura parecida
e estão se apegando aos triunfos do passado para crescer na
reta final. Enquanto os franceses apostam todas as suas fichas
em Zidane e na geração de 1998, a Itália faz trajetória parecida
com a de 1982.
Naquele ano, o futebol italiano também vinha de um escândalo
de manipulação de resultados nos campeonatos nacionais antes
de conquistar a Copa da Espanha. Paolo Rossi, carrasco brasileiro
em Sarriá, vinha de suspensão de dois anos e foi liberado
pouco antes do Mundial para jogar. Na seleção atual, são 13
jogadores que jogam nas equipes que podem ser punidas com
o rebaixamento (Juventus, Milan, Fiorentina e Lazio) pela
Justiça Desportiva Italiana.
Dentro de campo, as semelhanças também são grandes entre
as duas gerações. Como em 1982, os italianos vêm de fracasso
na Eurocopa e mantêm a tradição de forte marcação. Neste Mundial,
a Azzurra só só foi vazada uma única vez: um gol contra do
lateral Zaccardo, no empate diante dos EUA, na segunda rodada.
“Se eu conseguir não tomar gols também na final será bem
mais do que apenas uma satisfação pessoal. Esta será uma marca
importante para todo o grupo”, disse o goleiro Buffon, que
está a três minutos de igualar o recorde do brasileiro Emerson
Leão sem levar gols em Copas do Mundo. Se agüentar até os
21 minutos do segundo tempo sem ser vazado, o goleiro italiano
baterá também o recorde de um de seus antecessores: Zenga,
na Copa de 1990.
Enquanto a Itália usa os exemplos de 1982 para tentar ser
novamente bem-sucedida, a França segue a cartilha de um passado
mais recente. Depois de tropeços nas eliminatórias sem seus
veteranos, a equipe dirigida por Raymond Domenech só reagiu
com os retornos de Zidane, Makelele e Thuram à seleção. Barthez,
que estava na reserva, voltou a ser titular, criando definitivamente
o clima de déjà vu da conquista de 1998.
“Nós temos o Zidane. A Itália, não. Acho que esse pode ser
um ponto de desequilíbrio porque ele já mostrou que pode fazer
coisas incríveis. A Itália marca muito forte, assim como a
França, por isso o jogo será muito difícil", afirmou o lateral-direito
Sagnol, um dos destaques da França.
O italiano Totti também acha que, em um Mundial marcado
pelas fortes defesas, o talento individual deverá ser decisivo
na final. Ele espera, no entanto, ser superior a Zidane e
Henry. “Os dois times também têm habilidade. Vamos ver qual
será o resultado neste domingo”, disse.
Sem poder contar com o zagueiro Nesta, lesionado, Marcello
Lippi confirmou a manutenção do time que eliminou a Alemanha
nas semifinais. A França não tem grandes problemas para o
jogo: apenas o atacante reserva Saha levou o segundo cartão
amarelo e está suspenso.
“Ganhamos a Copa do Mundo de 1998 e na seguinte fracassamos,
sem nem sequer termos conseguido marcar um único gol. Agora
é o momento de darmos a volta por cima e mostrarmos que continuamos
vencedores”, disse Zidane.
O maior craque do futebol francês ao lado de Platini prepara
seu canto do cisne, apesar dos pedidos dos patrocinadores
e da torcida para que ele siga jogando futebol. Por ironia
do destino, ele pretende, exatamente contra a Itália, repetir
o feito do goleiro italiano Dino Zoff, que também encerrou
a carreira levantando o troféu na Copa de 1982. |