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Média
de idade dos cinco times
mais velhos do mundial *
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Trinidad e Tobago: |
29,51 |
França: |
29,23 |
R. Tcheca: |
28,98 |
Brasil: |
28,85 |
Itália: |
28,81 |
(*)
Foram consideradas as idades dos jogadores até
o dia 6 de julho de 2006. |
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Por Raul Flávio Drewnick
Se após a eliminação nas quartas-de-final os veteranos brasileiros
foram os que mais sofreram com as críticas, a “velha guarda”
da França conseguiu fazer um bom papel no Mundial da Alemanha.
Segundo time mais experiente da Copa (29,2 de média de idade),
a França mostrou que é possível chegar à final mesmo
com um time formado por “trintões”. A inteligência foi essencial
para evitar os desgastes durante o torneio e achar os melhores
atalhos em campo.
Após um início medíocre, a temida panelinha das estrelas
de 98 acabou se tornando a grande virtude da França na Copa.
Ameaçado nas eliminatórias, o técnico Raymond Domenech ligou
para Zidane em 2005 pedindo ajuda do craque para classificar
a seleção ao Mundial. Em troca, o treinador teve de colocar
o velho Barthez como titular do gol francês e aceitar os retornos
de Makelele e Thuram à equipe, três das exigências feitas
pelo camisa 10. Vieira, que também é da panela,
seguiu firme no meio-campo.
Mais do que marcar a despedida de Zinedine Zidane, o vice-campeonato
melhorou a imagem da geração de ouro da França. Seis
são os jogadores que estiveram nas na conquista de 1998 e
na final de 2006: Barthez, Thuram, Vieira, Zidane, Henry e
Trezeguet.
Até perder nos pênaltis para a Itália na final, a
campanha da equipe tinha sido muito irregular. Na primeira
fase, apenas uma vitória sobre Togo e dois empates (Suíça
e Coréia do Sul). Zidane ainda não tinha brilhado até a provocação
do amigo Raúl, da Espanha, que disse que iria aposentar o
rival.
"Somos velhos, mas ainda somos espertos", desabafou Raymond
Domenech, treinador da França, logo após a vitória acachapante
sobre a ‘Fúria’. Depois desta resposta nas oitavas-de-final,
tornou-se impossível parar a França e seus “velhinhos”.
Vencer o Brasil novamente nas quartas-de-final seria fantástico
e foi exatamente o que a França fez. Zidane desfilou em campo
em uma atuação inesquecível, com dribles, toques de classe,
lançamentos precisos e até chapéu em Ronaldo, sempre em direção
ao gol. As redes de Dida acabaram estufadas por Henry, atacante
que enterrou o sonho do hexa brasileiro.
Na semifinal, nem a marcação forte do time de Felipão conseguiu
tirar a tranqüilidade francesa. Com habilidade, Henry sofreu
pênalti bem batido por Zidane e garantiu a classificação.
Renovação - Apesar de ter conseguido extrair o melhor
rendimento de seus veteranos em 2006, a França vai ter trabalho
para fazer a inevitável renovação de valores a partir de agora.
A história mostra que um mínimo de experiência é sempre essencial
na competição mais importante do futebol mundial. Dos 11 titulares,
apenas Ribery (23 anos) e Malouda (26 anos) são nomes quase
certos no Mundial da África do Sul, daqui a quatro anos.
Se continuarem em forma, Thierry Henry (28) e Trezeguet
(28) podem brigar por vagas na seleção em 2010. O zagueiro
Gallas (28) e os laterais Sagnol (29) e Abidal (26) também
têm chances de permanecerem sendo convocados.
Zidane (34 anos) encerrou a carreira e Thuram (também 34)
já anunciou sua despedida da seleção. O goleiro Barthez chegaria
em 2010 com 39 anos, Makelele, com 37, e Vieira, com 34. Eles
devem seguir o mesmo caminho do camisa 10.
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