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09/07/2006
Média de idade dos cinco times
mais velhos do mundial *
Trinidad e Tobago:
29,51
França:
29,23
R. Tcheca:
28,98
Brasil:
28,85
Itália:
28,81
(*) Foram consideradas as idades dos jogadores até o dia 6 de julho de 2006.

Por Raul Flávio Drewnick

Se após a eliminação nas quartas-de-final os veteranos brasileiros foram os que mais sofreram com as críticas, a “velha guarda” da França conseguiu fazer um bom papel no Mundial da Alemanha. Segundo time mais experiente da Copa (29,2 de média de idade), a França mostrou que é possível chegar à final mesmo com um time formado por “trintões”. A inteligência foi essencial para evitar os desgastes durante o torneio e achar os melhores atalhos em campo.

Após um início medíocre, a temida panelinha das estrelas de 98 acabou se tornando a grande virtude da França na Copa. Ameaçado nas eliminatórias, o técnico Raymond Domenech ligou para Zidane em 2005 pedindo ajuda do craque para classificar a seleção ao Mundial. Em troca, o treinador teve de colocar o velho Barthez como titular do gol francês e aceitar os retornos de Makelele e Thuram à equipe, três das exigências feitas pelo camisa 10. Vieira, que também é da panela, seguiu firme no meio-campo.

Mais do que marcar a despedida de Zinedine Zidane, o vice-campeonato melhorou a imagem da geração de ouro da França. Seis são os jogadores que estiveram nas na conquista de 1998 e na final de 2006: Barthez, Thuram, Vieira, Zidane, Henry e Trezeguet.

Até perder nos pênaltis para a Itália na final, a campanha da equipe tinha sido muito irregular. Na primeira fase, apenas uma vitória sobre Togo e dois empates (Suíça e Coréia do Sul). Zidane ainda não tinha brilhado até a provocação do amigo Raúl, da Espanha, que disse que iria aposentar o rival.

"Somos velhos, mas ainda somos espertos", desabafou Raymond Domenech, treinador da França, logo após a vitória acachapante sobre a ‘Fúria’. Depois desta resposta nas oitavas-de-final, tornou-se impossível parar a França e seus “velhinhos”.

Vencer o Brasil novamente nas quartas-de-final seria fantástico e foi exatamente o que a França fez. Zidane desfilou em campo em uma atuação inesquecível, com dribles, toques de classe, lançamentos precisos e até chapéu em Ronaldo, sempre em direção ao gol. As redes de Dida acabaram estufadas por Henry, atacante que enterrou o sonho do hexa brasileiro.

Na semifinal, nem a marcação forte do time de Felipão conseguiu tirar a tranqüilidade francesa. Com habilidade, Henry sofreu pênalti bem batido por Zidane e garantiu a classificação.

Renovação - Apesar de ter conseguido extrair o melhor rendimento de seus veteranos em 2006, a França vai ter trabalho para fazer a inevitável renovação de valores a partir de agora. A história mostra que um mínimo de experiência é sempre essencial na competição mais importante do futebol mundial. Dos 11 titulares, apenas Ribery (23 anos) e Malouda (26 anos) são nomes quase certos no Mundial da África do Sul, daqui a quatro anos.

Se continuarem em forma, Thierry Henry (28) e Trezeguet (28) podem brigar por vagas na seleção em 2010. O zagueiro Gallas (28) e os laterais Sagnol (29) e Abidal (26) também têm chances de permanecerem sendo convocados.

Zidane (34 anos) encerrou a carreira e Thuram (também 34) já anunciou sua despedida da seleção. O goleiro Barthez chegaria em 2010 com 39 anos, Makelele, com 37, e Vieira, com 34. Eles devem seguir o mesmo caminho do camisa 10.

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