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Mulheres lutam por espaço
nas Olimpíadas
O boxe feminino vem ganhando cada vez mais espaço
e, inclusive, deve ser uma das grandes novidades nos Jogos
Olímpicos de Pequim, em 2008. Engana-se quem pensa
que o pugilismo é um Clube do Bolinha,
onde mulheres não têm vez. De alguns anos para
cá, o boxe feminino está em franco crescimento.
Filhas de grandes mitos do pugilismo mundial, como Laila Ali
(Muhammad Ali), Jack Frazier (Joe Frazier) e Freeda Foreman
(George Foreman) ajudaram a impulsionar o esporte, mostrando
que o sexo frágil é imagem do passado.
| Foto: Regiane Musa/Memorial/Divulgação |
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| Ivani Ferreira, Ana Carolina, Cláudia
'Kaká' Silva, Lourdes Soledad e Simone Duarte treinam
duro |
Em Santos, a equipe Memorial-Semes, que figura entre as cinco
melhores do país, já tem espaço para
a categoria. As pugilistas dividem espaço com o sexo
oposto. Atualmente, cinco atletas levam a sério os
treinamentos na academia, agora instalada no bairro do Jabaquara
(na avenida Rangel Pestana, em frente à entrada do
CT do Santos FC), e a expectativa é de crescimento
total.
O boxe feminino vem crescendo muito. No Campeonato
Paulista já tivemos um número grande de participantes
e a intenção é que cada vez mais tenhamos
atletas na academia, afirma o técnico Fábio
Duarte. Ele ressalta que a modalidade é excelente para
a rápida perda de peso, o condicionamento físico.
Sem falar na redução do estresse, no aumento
da auto-estima e na melhora da coordenação motora.
Mas tudo com treino sério, ressalta o coordenador
da academia, que tem aulas gratuitas para interessados de
qualquer idade.
As pugilistas confirmam os benefícios, sobretudo a
melhora da forma física e a perda de peso. Antes
de uma luta, eu perdi quatro quilos e meio em dois dias e
não deixei de comer. Só com o treinamento,
afirma Lourdes Soledad. Aos 24 anos, a empresária treina
há oito meses e já subiu ao ringue duas vezes.
É uma sensação ótima. Sempre
gostei de boxe, acompanhava lutas e agora tenho a chance de
competir, destaca a boxeadora.
Outro bom exemplo é Simone Duarte (mulher do técnico
e também atleta), que já treina há um
ano e meio. Mãe de duas filhas, ela sempre gostou de
academia e encontrou no boxe uma maneira para garantir um
excelente condicionamento. Eu sempre adorei atividade
física. Fazia todas as novidades que apareciam e encontrei
no boxe o ideal para mim. Quando engravidei, engordei 25 quilos
e perdi rapidamente, fazendo o que gosto, diz Simone,
que tem 31 anos de idade e é mãe de duas filhas.
Campeã paulista e brasileira
- Das cinco pioneiras na academia santista, o principal destaque
é Ivani da Conceição Ferreira, atual
campeã paulista e brasileira (até 52 quilos).
Com seis lutas e cinco vitórias, ela sonha em atuar
no exterior. Todas temos nossas metas e quero treinar
muito para lutar lá fora. Treino seis horas por dia
e quero estar muito bem preparada, afirma a atleta de
27 anos, que antes lutava kickboxing e muay thay, modalidades
que dá aula.
Acho que as mulheres têm tudo para ir bem no
boxe. Somos mais técnicas e temos de batalhar muito
pelo nosso espaço, porque hoje a modalidade não
tem o devido reconhecimento. Por isso sempre estamos no sacrifício
, acrescenta Ivani, que é aluna da Faculdade
de Educação Física na Unimes, também
seu patrocinador, com a Semes, e além dos títulos
no boxe, é campeã paulista de full contact e
vice sul-americana de kickboxing.
Também com futuro promissor, Cláudia Silva,
a Kaká, espera conquistar espaço. Muita
gente não leva o boxe feminino a sério, mas
vamos mostrar que viemos para ficar, ressalta Kaká,
que venceu quatro das seis lutas que fez. O clima aqui
na academia é muito legal. Todos nos respeitam e nos
incentivam, acrescenta Kaká.
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