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olímpico
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Este é o nosso
indicador das
chances brasileiras em Atenas para
cada modalidade: quanto mais quente,
mais próximo das medalhas.
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Brasil
desembarca em
Atenas com as mesmas
esperanças de 2000
Da equipe Gazeta Esportiva.Net
A uma semana do início dos Jogos Olímpicos de Atenas
é hora de colocar as cartas na mesa e considerar, realisticamente,
as chances brasileiras na Grécia. Com um recorde de
representantes nos Jogos - 246 - e três modalidades
novas no pacote (tiro, pentatlo e lutas), mas com uma
baixa (levantamento de peso), o Brasil carrega para
a competição as mesmas chances que levou na bagagem
em Sydney-2000.
Algumas modalidades tradicionais (casos do atletismo
e da natação) perderam competitividade e apenas a ginástica
olímpica surge como novidade em condições de alcançar
o pódio. De resto, o grupo é o mesmo de quatro anos:
atletismo, basquete, futebol, hipismo, judô, natação,
vela, vôlei e vôlei de praia.
Para um grupo pequeno, as possibilidades de medalhas
são mais reduzidas e dependem da sorte ou de um dia
inspirado dos representantes. Já outras modalidades
têm um objetivo mais modesto em Atenas: ganhar experiência,
ficar entre os dez melhores, ou usar estas Olimpíadas
como um trampolim para Pequim-2008.
Apesar do quadro similar, de Sydney até hoje alguma
coisa mudou no cenário esportivo. A dificuldade de se
praticar esporte de alto nível continua enorme, mas
pequenos indícios dão um pouco de esperança.
A aprovação da Lei Piva, em 2002, injetou mais de
R$ 60 milhões no setor, permitindo que algumas modalidades
conseguissem sobreviver com a perda de patrocínios particulares
e outras aumentassem os intercâmbios e investimentos
em formação e aprimoramento, tanto na parte estrutural
quanto técnica.
A curto prazo, o Governo Federal também promete atender
a uma antiga reivindicação dos esportistas: a criação
de uma Lei de Incentivo Fiscal. O projeto já está em
tramitação no Congresso e o presidente se comprometeu
em concretizar a idéia.
Por enquanto, o sonho de transformar o Brasil em uma
potência olímpica no período de 12 anos, não saiu do
papel. A promessa foi feita por Carlos Arthur Nuzman
em seu discurso de posse no Comitê Olímpico Brasileiro
(COB) em 1995, mas o caminho continua longo. Os próprios
atletas reconhecem que os resultados olímpicos (medalhas)
só devem começar em Pequim, talvez até mesmo muito depois,
em 2016.
Desfeita a ilusão de organizar os Jogos de 2012, resta
a realidade de canalizar o empenho para criar e fortalecer
núcleos de formação de atletas. Assegurar que o país
não vai mais depender de talentos isolados, mas terá
uma base sólida para, enfim, juntar-se aos países que
dominam o cenário esportivo.
Atletas e treinadores de todas as modalidades que
representarão o Brasil em Atenas falaram à Gazeta Esportiva.Net
de suas expectativas e possibilidades na 25ª edição
da mais importante competição poliesportiva do mundo.
Em todos uma só obsessão: representar bem a nação.
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