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09/08/2004

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Brasil desembarca em
Atenas com as mesmas
esperanças de 2000

Da equipe Gazeta Esportiva.Net

A uma semana do início dos Jogos Olímpicos de Atenas é hora de colocar as cartas na mesa e considerar, realisticamente, as chances brasileiras na Grécia. Com um recorde de representantes nos Jogos - 246 - e três modalidades novas no pacote (tiro, pentatlo e lutas), mas com uma baixa (levantamento de peso), o Brasil carrega para a competição as mesmas chances que levou na bagagem em Sydney-2000.

Algumas modalidades tradicionais (casos do atletismo e da natação) perderam competitividade e apenas a ginástica olímpica surge como novidade em condições de alcançar o pódio. De resto, o grupo é o mesmo de quatro anos: atletismo, basquete, futebol, hipismo, judô, natação, vela, vôlei e vôlei de praia.

Para um grupo pequeno, as possibilidades de medalhas são mais reduzidas e dependem da sorte ou de um dia inspirado dos representantes. Já outras modalidades têm um objetivo mais modesto em Atenas: ganhar experiência, ficar entre os dez melhores, ou usar estas Olimpíadas como um trampolim para Pequim-2008.

Apesar do quadro similar, de Sydney até hoje alguma coisa mudou no cenário esportivo. A dificuldade de se praticar esporte de alto nível continua enorme, mas pequenos indícios dão um pouco de esperança.

A aprovação da Lei Piva, em 2002, injetou mais de R$ 60 milhões no setor, permitindo que algumas modalidades conseguissem sobreviver com a perda de patrocínios particulares e outras aumentassem os intercâmbios e investimentos em formação e aprimoramento, tanto na parte estrutural quanto técnica.

A curto prazo, o Governo Federal também promete atender a uma antiga reivindicação dos esportistas: a criação de uma Lei de Incentivo Fiscal. O projeto já está em tramitação no Congresso e o presidente se comprometeu em concretizar a idéia.

Por enquanto, o sonho de transformar o Brasil em uma potência olímpica no período de 12 anos, não saiu do papel. A promessa foi feita por Carlos Arthur Nuzman em seu discurso de posse no Comitê Olímpico Brasileiro (COB) em 1995, mas o caminho continua longo. Os próprios atletas reconhecem que os resultados olímpicos (medalhas) só devem começar em Pequim, talvez até mesmo muito depois, em 2016.

Desfeita a ilusão de organizar os Jogos de 2012, resta a realidade de canalizar o empenho para criar e fortalecer núcleos de formação de atletas. Assegurar que o país não vai mais depender de talentos isolados, mas terá uma base sólida para, enfim, juntar-se aos países que dominam o cenário esportivo.

Atletas e treinadores de todas as modalidades que representarão o Brasil em Atenas falaram à Gazeta Esportiva.Net de suas expectativas e possibilidades na 25ª edição da mais importante competição poliesportiva do mundo. Em todos uma só obsessão: representar bem a nação.

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