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Denis Eduardo Serio, especial para GE.Net
O judô brasileiro é uma das modalidades
que mais medalhas
trouxe ao Brasil nas Olimpíadas. Nas últimas
cinco edições dos Jogos, os brasileiros
sempre voltaram com pelo menos um pódio. Desde
Los Angeles-1984, foram nove.
A equipe brasileira, que tenta manter a escrita em Atenas,
tem dois judocas que já se consagraram nos Jogos.
Henrique Guimarães foi bronze em atlanta-1996
e Carlos Honorato, prata em Sydney-2000.
Os dois, entretanto, encaram realidades e chances diferentes
na Grécia. Honorato é favorito pela Federação
Internacional de Judô na categoria médio
e pegou uma chave teoricamente fácil. Já
Guimarães tenta se recuperar, depois de sair
dos Jogos Pan-americanos de Santo Domingo "apenas"
com um bronze no meio-leve. Porém, ele deu azar
no sorteio dos adversários e vai encarar vários
favoritos logo nas primeiras lutas.
Mesmo diante de circunstâncias que complicam sua
situação nos Jogos, Guimarães está
extremamente otimista. "Minhas possibilidades são
grandes. Tenho poucas chances de não ganhar medalha",
afirmou antes mesmo de embarcar para Atenas. "Em
Atlanta eu era novo. Já em Sidney me contundi
por excesso de treinos. Agora encontrei o melhor equilíbrio
para o meu corpo", aposta.
Honorato, por ter caído em uma chave boa, já
está pensando nas finais. Se atingir a decisão,
ele poderá ter a grande chance de revanche contra
o holandês Mark Huizinga, que tirou o ouro do
brasileiro há quatro anos.
"Lutei com o Huizinga durante os meus treinamentos
no Brasil e senti que posso vencê-lo. Estamos
em um bom momento, mas, mesmo assim, ainda acredito
que posso derrotá-lo", acredita.
A Gazeta Esportiva Net preparou dois perfis,
um de cada atleta, para você conhecer melhor quem
são os únicos medalhistas olímpicos
do judô que brigam por mais uma glória
nos Jogos Olímpicos de Atenas, igualando um feito
que apenas Aurélio Miguel, ouro em Seul-1988
e bronze em Atlanta, conseguiu alcançar.
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