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25/10/2004

Por Claudia Andrade

Ricardo Winick será um dos mais prejudicados com a provável mudança em sua classe. Bicampeões nacionais também podem ser atingidos. Brasil briga por espaço no feminino.

Como faz em todos os anos olímpicos, a Federação Internacional de Vela se reunirá em novembro para decidir o futuro da modalidade nos Jogos. Desta vez, uma alteração irá afetar um velejador brasileiro que ficou bem perto do pódio em Atenas. Ricardo Winick, o Bimba, foi quarto colocado na classe Prancha a vela. A categoria permanece, mas o fabricante, Mistral, deve ter se despedido das Olimpíadas. Com isso, muda o equipamento usado, exigindo uma readaptação dos atletas.

Outra classe ameaçada é a Star, e sua saída seria uma catástrofe para a vela nacional, que tem os bicampeões olímpicos Torben Grael e Marcelo Ferreira, e o heptacampeão mundial de Laser, Robert Scheidt, apostando em sua mudança para o barco, ao lado de Bruno Prada.

Na presidência da Federação Internacional de Vela (Isaf, na sigla em inglês), o canadense Paul Henderson aponta a direção que a vela olímpica deve tomar. “Buscamos sempre a redução de custos e classes mais populares e acessíveis”, afirma. “O que posso desejar é apenas boa sorte a todos.”

O vice-presidente da entidade admite que a força para realizar mudanças está nas mãos de países anglo-saxões e escandinavos. “Acho que os países da América Latina são fracos quando querem conseguir um objetivo. Muitas vezes eles não trabalham como deveriam, buscando força nos vizinhos. Seria interessante apresentar propostas conjuntas para ganhar força. Tem que se fazer alianças”, aconselha Fernando Bolin, que visitou o Rio de Janeiro na última semana, em busca de apoio para sua candidatura à presidência da entidade.

A eleição será realizada durante a reunião do mês que vem, em Copenhagem, na Dinamarca. Entre os dias 4 e 14 de novembro, vários assuntos serão discutidos pela comissão da Isaf. O programa olímpico será definido, com o anúncio dos barcos escolhidos (que deve ocorrer no dia 13). A premiação do melhor velejador do ano será no dia 9. Scheidt, e a dupla Torben/Marcelo estão na disputa.

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