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Por Claudia Andrade
| Foto Djalma Vassão/Gazeta Press |
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| Revelação da equipe do Palmeiras o atacante
William teve de interromper a carreira |
Foi em exames de rotina que jovens atletas como o atacante
Willian, 17 anos, e a levantadora Danielle Lins, 19 anos,
descobriram que seus corações poderiam não
suportar a alta carga de treinos do esporte profissional.
O jogador precisou interromper o sonho de chegar a um grande
time. Dani poderá ter mais sorte e voltar às
quadras no ano que vem, quando uma bateria de exames iniciada
em junho deste ano deverá terminar, dando o veredicto
para a atleta.
Os casos são diferentes, mas apontam a mesma preocupação:
preservar a vida do atleta e evitar desfechos trágicos,
como a morte súbita. Daria para evitar várias
mortes com um exame mais rigoroso na hora da avaliação
médica, afirma o fisiologista Turíbio
Barros. Temos que desfazer o mito de que atleta é
sinônimo de saúde, defende.
Também especialista em medicina esportiva, Renato
Lotufo aconselha a realização de avaliações
anuais para cercar o atleta de cuidados. Os exames devem
ser refeitos uma vez por ano, porque há patologias
que você pode desenvolver ao longo da vida, explica.
A morte do húngaro ocorreu provavelmente porque
ele não tinha feito um exame preventivo, diz,
referindo-se ao caso de Miklos Fehér, do Benfica.
A opinião do médico do Osasco, clube da jogadora
Danielle, é contrária. Segundo Laércio
Ricco, a estrutura à disposição no esporte
de ponta não dá margem para erros. Os
atletas têm toda a supervisão necessária.
Quando acontece alguma coisa é o imponderável,
acredita.
Ele ressalta que nem sempre os exames detectam problemas,
se eles são causados por fatores externos, como uso
de medicamentos, por exemplo. Isso porque esses fatores podem
ou não se manifestar durante a avaliação.
O caso de Dani, por exemplo, teria origem em uma forte gripe.
De qualquer forma, o especialista em ortopedia destaca a
importância dos check-ups a cada início de temporada,
desde as categorias de base. Eles servem não
só para avaliar a condição física,
mas também para detectar alterações cardíacas
e de outros tipos também, que podem colocar o atleta
em risco, como a presença de um aneurisma cerebral,
por exemplo.Vale lembrar ainda que não basta
fazer o exame; ele deve ser realizado por um médico.
Se isso parece óbvio quando se trata de grandes campeonatos
e esporte de elite, pode não ser em competições
regionais menores e menos ainda, em academias, com atletas
de fim de semana.
O atacante Adhemar, ex-São Caetano, ressalta a diferença
de estrutura entre os clubes de futebol nacionais. Para ele,
em times menores, os resultados poderiam até ser maquiados.
O São Caetano tem condições, o
São Paulo tem, mas outros clubes, se colocasse uma
lei obrigatória, não teriam condições.
Poderiam até dar um relatório aprovando o jogador,
mesmo com ele não estando bem, alerta.
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