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Por Luiz Ricardo Fini, especial para a GE.net (*)
Cerca de 700 ciclistas se reuniram neste final de semana
na cidade de Araxá (MG) para a abertura da sétima edição da
Copa Internacional PowerBar Reebok (ex-Copa Ametur) de mountain
bike. Criada em 1999 pelos amigos Carlos Tadeu e Rogério Bernardes,
a prova ganhou projeção internacional e desde o ano passado
conta pontos para a União de Ciclismo Internacional.
Inicialmente, o evento foi organizado para ser o Campeonato
Mineiro, em uma época em que o ciclismo do Estado estava em
decadência. Bernardes, por sinal, revela que a decisão de
assumir a organização da competição surgiu por acaso.
“Tenho um hotel-fazenda e fazia provas desde 1995. Em 1998,
teve a reunião da Federação Mineira para organizar o campeonato
de mountain bike do ano seguinte e ninguém quis pegar. Resolvemos
(ele e Tadeu) fazer e saímos da reunião com o abacaxi nas
mãos”, brincou.
Uma das primeiras medidas tomadas quando assumiu o controle
da competição foi manter os prêmios em dinheiros apenas para
as elites masculina e feminina, cortando das demais categorias,
que passaram a receber a premiação em produtos, como tênis
e acessórios para a bike.
“Nós fomos muito criticados, mas mesmo assim, o número de
competidores pulou de 60 para 300”, explicou Bernardes. Nesta
época, surgiu o apoio da Associação Mineira de Empresas de
Turismo Rural (Ametur), o que motivou hotéis-fazenda do Estado
a sediarem etapas da competição.
O número de patrocinadores aumentou e, assim, a Copa passou
a receber mais atletas. “Nós não vivemos dessa prova e, por
isso, torramos tudo o que vem do patrocinador na prova mesmo.
Como o evento é barato, acaba formando uma infra-estrutura
que chama a atenção dos atletas”, comentou.
Os resultados dentro do Brasil motivaram os organizadores
a buscarem o reconhecimento da União de Ciclismo Internacional.
Depois de dois anos de espera, a UCI incluiu a prova no calendário
oficial, em 2004.
“O objetivo nunca foi esse. A gente queria fazer algo bacana.
Nosso objetivo é para médio e longo prazo, coisa para daqui
duas Olimpíadas”, analisou. Agora, o objetivo da organização
é elevar a Copa Internacional do nível E-2 para o E-1. Depois,
então, pleitear a chance de se tornar uma das sedes da Copa
do Mundo.
“Talvez não seja o momento de tentar virar uma etapa da
Copa do Mundo porque exige um investimento muito alto. Queremos
é subir para o nível E-1, que é o mesmo da Copa do Mundo.
Assim, a competição passará a contar muito mais pontos na
UCI e vai chamar mais a atenção dos atletas”, concluiu.
| Fotos Divulgação/PPPress |
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| Pscheidt surpreende favoritos e vence Superelite masculina |
A primeira etapa de 2005 da Copa Internacional
foi disputada neste domingo, em Araxá. Na categoria Superelite
masculina (formada por atletas Sub-23, Sub-30 e Elite), o vencedor
foi Ricardo Alexandre Pscheidt, seguido por Edvando Souza Cruz
e Gilberto Veiga.
Já na Elite feminina, categoria só definida nos metros finais
de prova, a campeã foi a brasileira Érika Gramiscelli, seguida
de perto pela argentina Noelia Rodriguez. A também brasileira
Juliana Machado terminou em terceira.
As duas próximas etapas da competição serão disputadas em
Juiz de Fora (MG), em maio, e Congonhas (MG), em agosto. Para
os próximos anos, o objetivo dos organizadores é dividir as
três partes da competição entre Minas Gerais, São Paulo e
Rio de Janeiro.
(*) repórter viajou à
convite da organização
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