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05/04/2005
Foto Divulgação/PPPress
Copa Ametur tenta se firmar no cenário internacional
Pscheidt surpreende e Érika confirma favoritismo
Atletas acreditam em maior profissionalismo no Brasil
União de Ciclismo Internacional aprova organização do evento

 

Por Luiz Ricardo Fini, especial para a GE.net (*)

Cerca de 700 ciclistas se reuniram neste final de semana na cidade de Araxá (MG) para a abertura da sétima edição da Copa Internacional PowerBar Reebok (ex-Copa Ametur) de mountain bike. Criada em 1999 pelos amigos Carlos Tadeu e Rogério Bernardes, a prova ganhou projeção internacional e desde o ano passado conta pontos para a União de Ciclismo Internacional.

Inicialmente, o evento foi organizado para ser o Campeonato Mineiro, em uma época em que o ciclismo do Estado estava em decadência. Bernardes, por sinal, revela que a decisão de assumir a organização da competição surgiu por acaso.

“Tenho um hotel-fazenda e fazia provas desde 1995. Em 1998, teve a reunião da Federação Mineira para organizar o campeonato de mountain bike do ano seguinte e ninguém quis pegar. Resolvemos (ele e Tadeu) fazer e saímos da reunião com o abacaxi nas mãos”, brincou.

Uma das primeiras medidas tomadas quando assumiu o controle da competição foi manter os prêmios em dinheiros apenas para as elites masculina e feminina, cortando das demais categorias, que passaram a receber a premiação em produtos, como tênis e acessórios para a bike.

“Nós fomos muito criticados, mas mesmo assim, o número de competidores pulou de 60 para 300”, explicou Bernardes. Nesta época, surgiu o apoio da Associação Mineira de Empresas de Turismo Rural (Ametur), o que motivou hotéis-fazenda do Estado a sediarem etapas da competição.

O número de patrocinadores aumentou e, assim, a Copa passou a receber mais atletas. “Nós não vivemos dessa prova e, por isso, torramos tudo o que vem do patrocinador na prova mesmo. Como o evento é barato, acaba formando uma infra-estrutura que chama a atenção dos atletas”, comentou.

Os resultados dentro do Brasil motivaram os organizadores a buscarem o reconhecimento da União de Ciclismo Internacional. Depois de dois anos de espera, a UCI incluiu a prova no calendário oficial, em 2004.

“O objetivo nunca foi esse. A gente queria fazer algo bacana. Nosso objetivo é para médio e longo prazo, coisa para daqui duas Olimpíadas”, analisou. Agora, o objetivo da organização é elevar a Copa Internacional do nível E-2 para o E-1. Depois, então, pleitear a chance de se tornar uma das sedes da Copa do Mundo.

“Talvez não seja o momento de tentar virar uma etapa da Copa do Mundo porque exige um investimento muito alto. Queremos é subir para o nível E-1, que é o mesmo da Copa do Mundo. Assim, a competição passará a contar muito mais pontos na UCI e vai chamar mais a atenção dos atletas”, concluiu.

Fotos Divulgação/PPPress
Pscheidt surpreende favoritos e vence Superelite masculina
A primeira etapa de 2005 da Copa Internacional foi disputada neste domingo, em Araxá. Na categoria Superelite masculina (formada por atletas Sub-23, Sub-30 e Elite), o vencedor foi Ricardo Alexandre Pscheidt, seguido por Edvando Souza Cruz e Gilberto Veiga.

Já na Elite feminina, categoria só definida nos metros finais de prova, a campeã foi a brasileira Érika Gramiscelli, seguida de perto pela argentina Noelia Rodriguez. A também brasileira Juliana Machado terminou em terceira.

As duas próximas etapas da competição serão disputadas em Juiz de Fora (MG), em maio, e Congonhas (MG), em agosto. Para os próximos anos, o objetivo dos organizadores é dividir as três partes da competição entre Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro.

(*) repórter viajou à convite da organização

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