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Por Luiz Ricardo Fini, especial para a GE.Net
Todo esporte que entra para o rol de modalidades olímpicas
tende a ter um crescimento no reconhecimento junto ao público
e à mídia. Com o mountain bike não foi diferente. A categoria
estreou nos Jogos de Atlanta, em 1996, e desde então briga
para conquistar cada vez mais espaço no Brasil.
| Foto: Divulgação/PPPress |
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| Edvando acredita no crescimento do esporte no Brasil |
No próximo mês de agosto, a
terra do futebol será o primeiro país da América Latina a sediar
uma das etapas da Copa do Mundo de MTB. Além disso, desde o
ano passado a Copa Internacional Powerbar Reebok (ex-Copa Ametur)
conta pontos para a União Ciclística Internacional (UCI), o
que favorece os atletas tupiniquins a subirem no ranking da
entidade máxima do mountain bike mundial.
As melhorias do esporte em terras
nacionais estão estimulando os ciclistas a disputarem cada
vez mais competições importantes. Representante brasileiro
nas Olimpíadas de Atenas, Edvando Souza Cruz reconhece que
o MTB só tem crescido no país.
”Só tenho visto evolução. Eu participo de provas no exterior
e percebi isso. Já corri na Suíça e na França e aqui não deixa
a desejar em nada”, garantiu. O ciclista acredita que a melhora
na organização das provas no Brasil tem contribuído para que
o nível dos atletas também cresça.
”O esporte está crescendo aqui porque o nível dos atletas
está subindo. Lá fora, se você pára cinco segundos para respirar,
perde 20 posições. Por isso, esse aumento do nível aqui é
importante. Quando disputamos uma prova como a Copa Ametur,
brigamos pelo menos com cinco atletas fortes e precisamos
ficar concentrados o tempo todo. Aprender a lidar com essa
pressão é importante para quando vamos disputar algo lá fora”,
explicou.
Referência para o mountain bike no Brasil na categoria feminina,
Érika Gramiscelli também destaca o crescimento do esporte
no país. Vencedora das duas primeiras etapas da Copa Internacional
Powerbar Reebok, a atleta segue as declarações de Edvando
e também ressalta o aumento do nível dos esportistas nacionais.
”Depois que passou a ser olímpico, deslanchou. Era o que
faltava. A mountain bike está passando por uma evolução muito
grande, tanto em termos de atleta quanto de organização. O
nível técnico também está crescendo. Com o interesse dos organizadores,
a tendência é o esporte evoluir ainda mais”, afirmou.
A atleta, porém, acredita que não foi apenas a inclusão
do mountain bike nas Olimpíadas que contribuiu para o crescimento
do esporte. Gramiscelli defende que a propagação de bicicletas
entre a população em geral é um dos fatores que contribuiu
para o ciclismo.
”Em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro, que têm muito
trânsito, a saída é a bicicleta. Não tem outro veículo que
seja tão bom. A saída são as construções de ciclovias em grandes
cidades. Muitas empresas já perceberam isso e estão incentivando
seus funcionários a irem trabalhar de bike. O esporte não
parou, está evoluindo. Qualquer um pode andar de bicicleta.
Têm famílias inteiras que pegam a bike e vão para o parque
no final de semana, é um esporte democrático, que atinge qualquer
idade”, analisa.
A ciclista brasileira que está conseguindo mais se destacar
no exterior é a mineira Jaqueline Mourão, uma das integrantes
da seleção verde-amarela nas Olimpíadas de Atenas. A atleta,
que chegou a ocupar a nona posição no ranking da UCI, mudou
para o Canadá no ano passado e já consegue fazer frente às
competidoras do exterior.
”O esporte tem crescido a cada ano e se tornado cada vez
mais profissional. No Brasil, importantes marcas de bicicletas,
como a Scott, ingressaram no mercado fornecendo equipamento
de ponta e as indústrias nacionais também passaram a investir
mais neste setor. Este crescimento foi não só resultado da
inclusão do MTB como modalidade olímpica, mas também da busca
de contato com a natureza e de uma vida mais saudável e fisicamente
ativa”, comenta.
Atualmente, o Brasil ocupa a 20ª posição no ranking de nações
da União Ciclística Internacional, sendo a melhor colocação
de um país latino-americano. A equipe brasileira possui 826
pontos, enquanto a líder França soma 4134.
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