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| Estatísticas
no Circuito Mundial |
2005
(até etapa de Bali)
Etapas: 9
Pódio: 6
Primeiro lugar: 0
Segundo lugar: 2
Terceiro lugar: 4
Aproveitamento (pódio): 66,7%
Aproveitamento (títulos): 0% |
2004
Etapas: 10
Pódios: 10
Primeiro lugar: 3
Segundo lugar: 5
Terceiro lugar: 2
Aproveitamento (pódio): 100%
Aproveitamento (títulos): 30% |
2003
Etapas: 10
Pódios: 9
Primeiro lugar: 0
Segundo lugar: 4
Terceiro lugar: 5
Aproveitamento (pódio): 90%
Aproveitamento (títulos): 0% |
2002
Etapas: 11
Pódios: 6
Primeiro lugar: 2
Segundo lugar: 3
Terceiro lugar: 1
Aproveitamento (pódio): 54,4%
Aproveitamento (títulos): 18,2% |
2001
Etapas: 12
Pódios: 12
Primeiro lugar: 7 (incluindo Campeonato Mundial)
Segundo lugar: 4
Terceiro lugar: 1
Aproveitamento (pódio): 100%
Aproveitamento (títulos): 58,3%
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2000
Etapas: 12
Pódios: 8
Primeiro lugar: 4
Segundo lugar: 3
Terceiro lugar: 1
Aproveitamento (pódio): 66,7%
Aproveitamento (títulos): 33,3% |
1999
Etapas: 7
Pódios: 7
Primeiro lugar: 6 (incluindo Campeonato Mundial)
Segundo lugar: 1
Terceiro lugar: 0
Aproveitamento (pódio): 100%
Aproveitamento (títulos): 85,7%
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1998
Etapas: 8
Pódios: 8
Primeiro lugar: 6
Segundo lugar: 2
Terceiro lugar: 0
Aproveitamento (pódio): 100%
Aproveitamento (títulos): 75% |
1997
Etapas: 9
Pódios: 7
Primeiro lugar: 2
Segundo lugar: 3
Terceiro lugar: 2
Aproveitamento (pódio): 77,8%
Aproveitamento (títulos): 22,2%
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1996
Etapas: 8
Pódios: 7
Primeiro lugar: 2
Segundo lugar: 0
Terceiro lugar: 5
Aproveitamento (pódio): 87,5%
Aproveitamento (títulos): 25% |
1995/1996
Etapas: 2
Pódio: 1
Primeiro lugar: 0
Segundo lugar: 0
Terceiro lugar: 1
Aproveitamento (pódio): 50%
Aproveitamento (títulos): 0% |
Total
Etapas: 98
Pódios: 81
Primeiro lugar: 32
Segundo: 27
Terceiro: 22
Aproveitamento (pódio): 82,6%
Aproveitamento (títulos de etapas):
32,6% |
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Estréia:
Etapa de Santos da temporada
1995/1996, com um sétimo lugar
Pior resultado: 25º
lugar na terceira etapa da temporada
de 1996, em Hermosa (Estados Unidos). |
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|
Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net
Há dez anos, no dia 11 de outubro de 1995, iniciava-se a
história de uma das duplas mais vitoriosas do vôlei mundial.
Foi nesse dia que, sob o comando da técnica Letícia Pessoa,
Adriana Behar e Shelda fizeram seu primeiro treino juntas.
As duas, que já se conheciam desde a adolescência e chegaram
a até se enfrentar em quadra (tanto indoor quanto na praia),
conquistaram mais de 900 vitórias desde então.
Na época, Adriana, que trocou a quadra pela praia para ficar
mais perto da família, estava encerrando uma dupla com Magda,
depois de passagens com Margareth e Ana Richa. “Foi aí que
a Letícia me ligou dizendo que a Shelda estava sem parceira.
Então começamos a treinar”, comenta a carioca, que jamais
imaginou que a dupla duraria tanto tempo, fato raro na modalidade.
“Eu nunca fiz planos a longo prazo. Só queria que a gente
fosse vitoriosa”, disse a atleta, com exclusividade para a
GE.Net.
Oriunda de parcerias que não duraram muito tempo, a cearense
Shelda também conta que nunca pensou que a nova dupla fosse
permanecer junta por tantos anos. “Eu esperava ser campeã
mundial, campeã brasileira, essas coisas. Só queria que desse
certo”, afirma a jogadora, que quase teve que abandonar o
vôlei por conta de um acidente, sofrido em 1990, que machucou
seriamente sua mão.
As duas concordam quando apontam os motivos para o nome
“Behar/Shelda” ter se tornado sinônimo de vitórias nas areias
do mundo. “Acho que isso é fruto dos resultados conquistados,
do convívio, da nossa amizade. Sempre tivemos o mesmo objetivo
e a mesma dedicação. Já passamos por momentos difíceis, só
apareceram mais vezes”, aposta a bloqueadora da dupla.
Responsável pela defesa, a baixinha Shelda, de 1,65m, completa.
“Tanto eu como ela, tivemos que deixar muita coisa de lado,
como a família e festas de aniversário. Além disso, a gente
gosta muito uma da outra e temos objetivos em comum. O voleibol
é tudo para nós”, afirma.
A técnica Letícia Pessoa, que deixou de treinar a dupla
no ano passado, após cerca de nove anos juntas, também recebe
seu agradecimento. “Só pelo tempo que ela ficou com a gente,
a Letícia foi muito importante. Ela tem o seu valor”, afirma
Shelda. “Ela foi fundamental”, decreta Adriana.
O investimento certo dos ganhos também é apontado como um
dos motivos para o êxito. “Para qualquer atleta é difícil
sobreviver. O único esporte que é realmente profissional no
Brasil é o futebol. Nosso primeiro patrocínio só foi aparecer
depois que éramos campeãs mundiais várias vezes e tudo
o que a gente conseguia investia na nossa própria infra-estrutura.
Mas não posso negar que o vôlei de praia me deu tudo e hoje
ele faz parte da elite do esporte, com suas premiações”, completa
a cearense.
A dupla mal sabe apontar quais foram os seus melhores momentos
nestes dez anos. “É difícil falar, pois em um ano a gente
joga mais de 20 competições. Mas a conquista de nossa primeira
etapa do Circuito Mundial, em Porto Rico, as duas Olimpíadas,
o Pan-americano de 1999 foram especiais”, acredita a carioca,
que é formada em Educação Física e domina o inglês e o italiano,
além de costumar ler nas horas vagas. “Por outro lado, toda
derrota é difícil. Uma das piores foi da final olímpica
em 2000, quando éramos favoritas em Sidney”, lamenta. “Trauma”
que foi superado. “Com certeza a nossa união ajudou muito:
a primeira Olimpíada foi a perda do ouro e a segunda a conquista
da prata”, define Adriana.
O ano de 2005 foi difícil para a dupla, especialmente para
Shelda, que sofreu um estiramento no quadrado lombar em julho
e, pela primeira vez em dez anos, não acompanhou sua parceira
em uma etapa do Circuito Mundial, sendo substituída pela sua
irmã mais nova, Shaylyn, em duas etapas. Além disso, a dupla
perdeu a hegemonia na competição para as compatriotas Larissa
e Juliana.
Mesmo assim, as duas levam esses acontecimentos sem problemas.
“De forma alguma o aparecimento de novas duplas desprestigia
a gente. Eu acho ótimo que haja renovação no esporte”, afirma
Adriana, cuja opinião é compartilhada pela parceira. “Isso
é normal. Esse ano é o ano da Larissa e da Juliana. Não acompanho
o dia-a-dia delas, mas sei que são bem centradas e ainda tem
um longo caminho a seguir, como aquele que a gente percorreu.
Já fico feliz de ver que a gente escreveu uma página na história
do vôlei e servimos de inspiração para outras duplas”, orgulha-se
Shelda, com razão.
Quem pensa que a dupla está com os dias contados pode se
surpreender. “Claro que vai depender se o corpo agüenta, mas
eu tenho o objetivo de conquistar a vaga para o Pan e as Olimpíadas.
Não penso em parar”, garante Adriana. “A gente teve um ano
complicado, mas queremos voltar a ganhar os campeonatos. Penso
em um dia após o outro e, primeiro, pretendo conquistar o
bicampeonato no Pan. Depois, quero conquistar o ouro na China”,
finaliza a incansável Shelda.
| Títulos
da Dupla |
• Medalha de prata nos Jogos
Olímpicos de Atenas (2004) e de Sydney (2000)
• Hexacampeonato do Circuito Mundial: 1997, 1998,
1999, 2000, 2001 e 2004
• Bicampeonato mundial: 1999 (França) e 2001
(Áustria)
• Vice-campeonato mundial em 2003
• Medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg
(1999)
• Octacampeonato do Circuito Brasileiro de Vôlei
de Praia: 1996, 1997, 1999, 2000, 2001, 2002, 2003 e em
2004 (66 etapas conquistadas)
• Integram a lista dos “Heróis Olímpicos”
do Comitê Olímpico Internacional
• Carreira (dados atualizados após a etapa
de Natal do Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia
2005): 973 vitórias em 1169 jogos (585 no Circuito
Mundial, 565 no Brasileiro, cinco nas Olimpíadas
de Sydney, cinco no Pan de Winnipeg e sete nas Olimpíadas
de Atenas).
• Aproveitamento na carreira: 83,36% |
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