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15/02/2006
Gazeta Press
 CONFIRA OS LOCAIS QUE RECEBERÃO O PROJETO
Escola Maria Luisa Pompeo de Camargo (Jd São Gabriel)
Escola Lourenço Bellocchio (Vila Boa Esperança)
Comunidade Santa Mônica
Escola Elvira Muraro (Jardim São Pedro)
Centro Comunitário Vila Costa e Silva
Vila Nogueira
Vila 31 de Março
Jd. Nilópolis/ Recanto da Alegria
Quadra de Esportes Jardim Profilurb
Praça de Esportes Vila União
Espaço de Múltiplo Uso do Vida Nova
Escola José Narciso Ehrembery (Jardim São Marcos)
Espaço Esperança (Jardim Santa Mônica)
Vila Ipê
Vila Esmeraldina
Associação de Moradores Jardim Carlos Lourenço
Vila Formosa
C.C. Parque São Quirino CC Dom Bosco
Praça 10 - Vila Padre Anchieta
Rosalia (Sede da Associação de Moradores)
Parque Cidade
Escola Municipal João Alves dos Santos (Boa Vista)
Vila Francisca
Escola Domingos Zatti (Parque Fazendinha)
Jardim Lilisa (Associação de Moradores)
Campo de Futebol (Nova Maracanã)
Campina Grande
Parque Oziel
Monte Cristo (Associação de Moradores)
Centro Esportivo Brasil de Oliveira (Vl. Pe. Manoel da Nóbrega)
Vila Brandina
Real Parque (Barão Geraldo)
Escola Municipal Correa de Mello (Parque Universitário)
Jardim Tamoio
Amarais
Itajaí IV
C. C Jardim Santa Lúcia
Escola Municipal Edson Luis Chaves (Jardim Santa Rosa)
Escola Municipal Silvia Simões Magro (Jd Ipaussurama)
Centro de Lazer Ferdinando Tilli (Parque Valença)
Escola Municipal Pe. Mélico C. Barbosa (Parque Torpical)
Praça de Esportes DIC VI
Campo de Futebol - Floresta I
Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net

Não é nenhuma novidade que bairros pobres costumam revelar grandes nomes no esporte. Entre outros, podemos citar os atacantes Ronaldo Fenômeno e Romário no futebol, o líbero Serginho “Escadinha” no vôlei e o ala/pivô Nenê Hilário no basquete. Apesar de este não ser o objetivo principal, não é será surpresa se um dos futuros campeões sair de Campinas, mais precisamente do projeto Segundo Tempo.

Criado através de uma parceria entre o Ministério dos Esportes, a Prefeitura Municipal e Federação das Associações Comunitárias do Estado de São Paulo (Facesp), o programa social dará oportunidade para 7 . 500 crianças e jovens, entre sete e 17 anos, praticarem basquete, voleibol, handebol, futebol de campo, futebol de salão, minitênis e lutas. Serão 75 núcleos esportivos espalhados por 43 pontos da periferia da cidade paulista.

As atividades serão ministradas por 75 estagiários de Educação Física, que tiveram três dias de capacitação técnica, social e pedagógica na Lagoa do Taquaral, uma área verde de Campinas semelhante ao paulistano Parque do Ibirapuera. Inicialmente, o projeto, que também oferecerá reforço alimentar e uniformes, tem duração de 12 meses.

Os estagiários estão empolgados com a experiência, que lhes renderá 400 reais mensais. “Acho que o projeto ajuda a melhorar a condição de vida destas crianças. Minha expectativa para este trabalho é a melhor possível. A gente tem a teoria e agora vamos partir para a prática, com muito fôlego”, comenta Deusdete Rezende de Assis, aluno do quarto ano da PUC-Campinas.

Segundo Viviane Vilela, chefe do setor técnico da Secretaria de Esportes de Campinas, os lugares que receberão o projeto foram visitados por funcionários da prefeitura previamente. “Conversamos com os munícipes para explicar o Segundo Tempo. Não podíamos simplesmente invadir o espaço deles, mas sim oferecer o projeto. E todos abraçaram a idéia, tanto que estão fazendo a divulgação e a captação das 100 crianças que serão atendidas em cada núcleo”, explica.

Para facilitar o trabalho dos estagiários, que foram selecionados após uma prova de conhecimentos específicos, eles foram designados para núcleos próximos aos locais em que residem e vão contar com a ajuda de agentes comunitários. Além disso, a Secretaria de Assistência Social também vai apoiar o projeto.

Um dos selecionados, Fernando Gomes Martins, vai até aproveitar o trabalho nas comunidades carentes para completar um projeto de monografia sobre qualidade de vida. “Até já conversei com um líder comunitário, que me apresentou o bairro. Ele me disse que tudo o que vier das faculdades será bem recebido lá”, explicou o terceiro anista da Metrocamp. “Quero montar um questionário para saber o que essas pessoas precisam. Acredito que, como estudante de educação física, a gente pode ajudar na educação das crianças”, analisa.

É exatamente este o foco do projeto Segundo Tempo, segundo Viviane. “Queremos que a criança tenha emancipação, que ela seja capaz de ver que há algo além do que esta está acostumada. Que saia da comunidade dela e consiga fazer uma universidade ou ser um atleta”, comenta a coordenadora, que participou de um projeto semelhante quando tinha 12 anos e se formou em Educação Física, alguns anos mais tarde. “Minha intenção é permitir que eles tenham a mesma oportunidade que me foi dada”, encerra.

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