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OS LOCAIS QUE RECEBERÃO O PROJETO |
Escola Maria Luisa Pompeo
de Camargo (Jd São Gabriel)
Escola Lourenço Bellocchio (Vila Boa Esperança)
Comunidade Santa Mônica
Escola Elvira Muraro (Jardim São Pedro)
Centro Comunitário Vila Costa e Silva
Vila Nogueira
Vila 31 de Março
Jd. Nilópolis/ Recanto da Alegria
Quadra de Esportes Jardim Profilurb
Praça de Esportes Vila União
Espaço de Múltiplo Uso do Vida Nova
Escola José Narciso Ehrembery (Jardim São
Marcos)
Espaço Esperança (Jardim Santa Mônica)
Vila Ipê
Vila Esmeraldina
Associação de Moradores Jardim Carlos
Lourenço
Vila Formosa
C.C. Parque São Quirino CC Dom Bosco
Praça 10 - Vila Padre Anchieta
Rosalia (Sede da Associação de Moradores)
Parque Cidade
Escola Municipal João Alves dos Santos (Boa
Vista)
Vila Francisca
Escola Domingos Zatti (Parque Fazendinha)
Jardim Lilisa (Associação de Moradores)
Campo de Futebol (Nova Maracanã)
Campina Grande
Parque Oziel
Monte Cristo (Associação de Moradores)
Centro Esportivo Brasil de Oliveira (Vl. Pe. Manoel
da Nóbrega)
Vila Brandina
Real Parque (Barão Geraldo)
Escola Municipal Correa de Mello (Parque Universitário)
Jardim Tamoio
Amarais
Itajaí IV
C. C Jardim Santa Lúcia
Escola Municipal Edson Luis Chaves (Jardim Santa
Rosa)
Escola Municipal Silvia Simões Magro (Jd
Ipaussurama)
Centro de Lazer Ferdinando Tilli (Parque Valença)
Escola Municipal Pe. Mélico C. Barbosa (Parque
Torpical)
Praça de Esportes DIC VI
Campo de Futebol - Floresta I |
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Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net
Não é nenhuma novidade que bairros pobres costumam revelar grandes
nomes no esporte. Entre outros, podemos citar os atacantes Ronaldo
Fenômeno e Romário no futebol, o líbero Serginho “Escadinha”
no vôlei e o ala/pivô Nenê Hilário no basquete. Apesar de este
não ser o objetivo principal, não é será surpresa se um dos
futuros campeões sair de Campinas, mais precisamente do projeto
Segundo Tempo.
Criado através de uma parceria entre o Ministério dos Esportes,
a Prefeitura Municipal e Federação das Associações Comunitárias
do Estado de São Paulo (Facesp), o programa social dará oportunidade
para 7 . 500 crianças e jovens, entre sete e 17 anos, praticarem
basquete, voleibol, handebol, futebol de campo, futebol de
salão, minitênis e lutas. Serão 75 núcleos esportivos espalhados
por 43 pontos da periferia da cidade paulista.
As atividades serão ministradas por 75 estagiários de Educação
Física, que tiveram três dias de capacitação técnica, social
e pedagógica na Lagoa do Taquaral, uma área verde de Campinas
semelhante ao paulistano Parque do Ibirapuera. Inicialmente,
o projeto, que também oferecerá reforço alimentar e uniformes,
tem duração de 12 meses.
Os estagiários estão empolgados com a experiência, que lhes
renderá 400 reais mensais. “Acho que o projeto ajuda a melhorar
a condição de vida destas crianças. Minha expectativa para
este trabalho é a melhor possível. A gente tem a teoria e
agora vamos partir para a prática, com muito fôlego”, comenta
Deusdete Rezende de Assis, aluno do quarto ano da PUC-Campinas.
Segundo Viviane Vilela, chefe do setor técnico da Secretaria
de Esportes de Campinas, os lugares que receberão o projeto
foram visitados por funcionários da prefeitura previamente.
“Conversamos com os munícipes para explicar o Segundo Tempo.
Não podíamos simplesmente invadir o espaço deles, mas sim
oferecer o projeto. E todos abraçaram a idéia, tanto que estão
fazendo a divulgação e a captação das 100 crianças que serão
atendidas em cada núcleo”, explica.
Para facilitar o trabalho dos estagiários, que foram selecionados
após uma prova de conhecimentos específicos, eles foram designados
para núcleos próximos aos locais em que residem e vão contar
com a ajuda de agentes comunitários. Além disso, a Secretaria
de Assistência Social também vai apoiar o projeto.
Um dos selecionados, Fernando Gomes Martins, vai até aproveitar
o trabalho nas comunidades carentes para completar um projeto
de monografia sobre qualidade de vida. “Até já conversei com
um líder comunitário, que me apresentou o bairro. Ele me disse
que tudo o que vier das faculdades será bem recebido lá”,
explicou o terceiro anista da Metrocamp. “Quero montar um
questionário para saber o que essas pessoas precisam. Acredito
que, como estudante de educação física, a gente pode ajudar
na educação das crianças”, analisa.
É exatamente este o foco do projeto Segundo Tempo, segundo
Viviane. “Queremos que a criança tenha emancipação, que ela
seja capaz de ver que há algo além do que esta está acostumada.
Que saia da comunidade dela e consiga fazer uma universidade
ou ser um atleta”, comenta a coordenadora, que participou
de um projeto semelhante quando tinha 12 anos e se formou
em Educação Física, alguns anos mais tarde. “Minha intenção
é permitir que eles tenham a mesma oportunidade que me foi
dada”, encerra. |