| Confira
as expectativas dos times |
Duelo: Telemig Celular/Minas
(1º lugar) x Ulbra/Ferraz/SPFC (8ºlugar)
Jon Uriarte, técnico do Minas: “A
Ulbra tem jogadores experientes e, com certeza, as partidas
serão difíceis. O ataque é o principal
fundamento deles. São vários atacantes fortes,
que não são fáceis de serem parados.
Já a nossa equipe tem um grupo com um potencial
bom, que me dá a possibilidade de ter opções
durante as partidas para solucionar os problemas que aparecem.
Nosso time é muito comprometido. E esse comprometimento,
algumas vezes, fez a diferença”.
Ricardo Tiez, técnico da Ulbra:
“O Minas é favorito neste duelo, pois
brigou pela liderança o campeonato todo e jogará
a última partida em casa. Está melhor preparando,
mas houve uma evolução na Ulbra desde que
assumi o time e estar bem neste momento é muito
importante. Estamos trabalhando com a possibilidade da
vitória. Estamos confiantes de que podemos eliminar
o melhor time da competição”. |
Duelo: Cimed (2º lugar)
x Wizard/Campinas (7ºlugar)
Renan Dal Zotto, técnico da Cimed: “Nossa
posição final e o desempenho geral do time
foram muito bons. Em alguns jogos estivemos abaixo das
expectativas, mas as derrotas que sofremos foram normais
e agora não querem dizer nada. Até acredito
que surpreendemos todo mundo, pelo fato de a Cimed ser
um time novo. Além disso, fomos o único
grupo a estar em primeiro ou segundo lugar em todas as
rodadas. Agora vamos jogar contra um time muito parecido
com a gente, o que torna o duelo uma incógnita.
Porém, espero manter o nível que apresentamos.
Para isso, passo o tempo todo dando uma injeção
de ânimo na garotada do meu time: quero mostrar
a eles que uma equipe que quer chegar longe tem quem estar
bem preparada”
Percy Oncken, técnico do Campinas:
“Não começamos a Superliga muito
bem e a pressão sobre nós aumentou naturalmente.
Aí os meninos se juntaram, as coisas começaram
a dar certo e passamos a fazer jogos muito bons. Tivemos
uma boa evolução, mas agora começa
um campeonato novo. Estamos nos preparando ao máximo:
a Cimed tem a obrigação de vencer, porém,
vamos tentar surpreender. Chegamos até aqui e queremos
mais”. |
Duelo: Banespa/São
Bernardo (3º lugar) x On Line (6ºlugar)
Mauro Grasso, técnico do Banespa:
“A gente poderia ter chegado com uma classificação
melhor. O time sofreu com altos e baixos por conta da
pouca experiência dos jogadores e isso é
prejudicial, pois eu nunca sei se a equipe vai jogar bem
ou mal. Porém, estamos em uma boa fase e eu quero
ver os jogadores oscilando cada vez menos. A On Line é
um time que joga bem e tem um saque forte, além
de a torcida deles comparecerem em peso no ginásio.
Neste momento, é muito difícil apontar um
favorito ao título. O Minas, que foi o líder,
perdeu de muitas equipes. Está tudo empatado”
Jorge Schmidt, técnico da On Line:
“Considerando-se as nossas condições,
ficamos em uma boa colocação na fase inicial,
pois tivemos um investimento menor que de outros times.
Mesmo assim, poderíamos ter ganho alguns jogos
em que saímos derrotados. Ainda tenho que colocar
um maior padrão de jogo para o time e acho que
é precipitado tentar identificar um favorito ao
título” |
Duelo: Unisul/Nexxera (4º
lugar) x Bento Vôlei (5ºlugar)
José Roberto Guimarães, técnico
da Unisul: “Acho que a gente teve um
segundo turno bem melhor que o primeiro, quando sofremos
muitas derrotas. O time melhorou em todos os fundamentos,
principalmente nos contra-ataques, onde éramos
irregulares. Agora, porém, é a fase mais
importante, onde tudo tem que estar bem. O Bento é
um adversário muito perigoso, que tem um bom saque
e é muito consistente. Estou esperando dificuldades
e acredito que haverá a terceira partida. Mas é
lógico que existe um otimismo na Unisul e garanto
que vamos lutar. A gente chega no momento ideal. Quanto
ao campeonato, tudo pode acontecer: qualquer uma das oito
equipes pode ser campeã”.
Carlos Castanheira (Cebola), técnico
do Bento Vôlei: “Jogamos até
agora desenvolvendo jovens com grande potencial, que possuem
disciplina tática e comprometimento. Isso fez com
que o Bento fosse uma das oito melhores equipes do Brasil.
Nossos atletas ainda estão em formação
e tem muito a crescer em todos os fundamentos. Acredito
que no duelo contra a Unisul, o momento vai decidir o
vencedor. Se a gente colocar a nossa estratégia
em prática, acredito que saímos com a vitória,
não importa se jogando duas ou três partidas.
Não há favoritos: o partir dos playoffs
o campeonato começa a ser jogado de outra forma
e qualquer adversário é difícil”.
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Superliga masculina: os detalhes
serão fundamentais
“Este é o campeonato
mais aberto que eu já vi”. Foi assim que o técnico
da Unisul/Nexxera, José Roberto Guimarães, campeão
olímpico em Barcelona-1992, definiu a atual edição
da Superliga masculina de Vôlei, cujas quartas-de-final
começam neste sábado. E não é
só ele que acredita na equivalência de forças
da competição, que está se revelando
um grande celeiro de novos nomes e é uma das mais equilibradas
dos últimos tempos.
“Não há favoritos: qualquer um dos oito
times classificados pode ser campeão”, acredita
Carlos Castanheira, o Cebola, que dirige o Bento Vôlei,
quinto colocado na primeira fase e adversário justamente
da Unisul no primeiro duelo dos playoffs. “O que vai
definir os resultados daqui para frente é o grupo.
Quem tiver uma maior unidade vai conseguir avançar”,
analisa. Os dois times terminaram a primeira fase com o menor
número de pontos: 36. A Unisul só conseguiu
o mando de quadra porque perdeu apenas cinco sets menos nas
22 partidas que realizou.
A classificação final da primeira fase apontou
uma diferença de apenas oito pontos entre o Telemig
Celular/Minas, primeiro colocado, e a Ulbra/Ferraz/SPFC, que
se classificou na oitava e última posição.
No ano passado, a distância entre o primeiro e o oitavo
ficou em dez pontos. Além disso, a Ulbra chegou a liderar
a disputa em algumas rodadas e, inclusive, bateu o Minas atuando
em Belo Horizonte, na primeira rodada da competição.
“Não há favoritos. Vários times
têm chances”, comenta o ponteiro Samuel Fuchs,
um dos principais jogadores da equipe mineira, que, com otimismo,
tenta justificar a derrota para a Ulbra. “Perdemos na
primeira rodada, que é sempre tensa e tem toda a ansiedade
da estréia. Agora o time tem se portado bem e as peças
estão se encaixando. Estamos em uma crescente, porém
não somos favoritos”, emenda. Por conta de uma
contusão no joelho direito, o jogador passou por uma
artroscopia na última quarta-feira e não vai
atuar durante as quartas-de-final.
Técnico da Cimed, que ficou com a vice-liderança,
Renan Dal Zotto, também acredita em duelos muito disputados,
com uma pequena vantagem para os primeiros colocados. “Todos
os duelos estão equilibrados. Talvez o Minas esteja
um pouco à frente, mas todos os jogos da primeira fase
foram muito iguais”, comenta. Último time a perder
a invencibilidade, a Cimed, que passará a contar com
o experiente Carlão regularmente, vai enfrentar justamente
quem lhe impôs a primeira derrota na competição,
a Wizard/Campinas, sétima colocada. “Como na
primeira fase ganhamos uma e perdemos outra partida, acho
que será um tira-teima. Será um playoff difícil”,
afirma Percy Oncken, que comanda o time paulista.
Atual campeão, o Banespa/São Bernardo enfrenta
a On Line. O duelo entre as duas equipes também está
empatado em uma vitória para cada lado. “Os dois
times tem total conhecimento um do outro. Este confronto está
muito parelho”, concorda o treinador Jorge Schmidt,
que também promete dar trabalho para o time do ABC.
Bom para os fãs de vôlei que devem acompanhar
grandes partidas.
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