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10/03/2006
Gazeta Press
Confira as expectativas dos times
Duelo: Telemig Celular/Minas (1º lugar) x Ulbra/Ferraz/SPFC (8ºlugar)
Jon Uriarte, técnico do Minas:
“A Ulbra tem jogadores experientes e, com certeza, as partidas serão difíceis. O ataque é o principal fundamento deles. São vários atacantes fortes, que não são fáceis de serem parados. Já a nossa equipe tem um grupo com um potencial bom, que me dá a possibilidade de ter opções durante as partidas para solucionar os problemas que aparecem. Nosso time é muito comprometido. E esse comprometimento, algumas vezes, fez a diferença”.
Ricardo Tiez, técnico da Ulbra: “O Minas é favorito neste duelo, pois brigou pela liderança o campeonato todo e jogará a última partida em casa. Está melhor preparando, mas houve uma evolução na Ulbra desde que assumi o time e estar bem neste momento é muito importante. Estamos trabalhando com a possibilidade da vitória. Estamos confiantes de que podemos eliminar o melhor time da competição”.
Duelo: Cimed (2º lugar) x Wizard/Campinas (7ºlugar)
Renan Dal Zotto, técnico da Cimed:
“Nossa posição final e o desempenho geral do time foram muito bons. Em alguns jogos estivemos abaixo das expectativas, mas as derrotas que sofremos foram normais e agora não querem dizer nada. Até acredito que surpreendemos todo mundo, pelo fato de a Cimed ser um time novo. Além disso, fomos o único grupo a estar em primeiro ou segundo lugar em todas as rodadas. Agora vamos jogar contra um time muito parecido com a gente, o que torna o duelo uma incógnita. Porém, espero manter o nível que apresentamos. Para isso, passo o tempo todo dando uma injeção de ânimo na garotada do meu time: quero mostrar a eles que uma equipe que quer chegar longe tem quem estar bem preparada”
Percy Oncken, técnico do Campinas: “Não começamos a Superliga muito bem e a pressão sobre nós aumentou naturalmente. Aí os meninos se juntaram, as coisas começaram a dar certo e passamos a fazer jogos muito bons. Tivemos uma boa evolução, mas agora começa um campeonato novo. Estamos nos preparando ao máximo: a Cimed tem a obrigação de vencer, porém, vamos tentar surpreender. Chegamos até aqui e queremos mais”.
Duelo: Banespa/São Bernardo (3º lugar) x On Line (6ºlugar)
Mauro Grasso, técnico do Banespa: “A gente poderia ter chegado com uma classificação melhor. O time sofreu com altos e baixos por conta da pouca experiência dos jogadores e isso é prejudicial, pois eu nunca sei se a equipe vai jogar bem ou mal. Porém, estamos em uma boa fase e eu quero ver os jogadores oscilando cada vez menos. A On Line é um time que joga bem e tem um saque forte, além de a torcida deles comparecerem em peso no ginásio. Neste momento, é muito difícil apontar um favorito ao título. O Minas, que foi o líder, perdeu de muitas equipes. Está tudo empatado”
Jorge Schmidt, técnico da On Line: “Considerando-se as nossas condições, ficamos em uma boa colocação na fase inicial, pois tivemos um investimento menor que de outros times. Mesmo assim, poderíamos ter ganho alguns jogos em que saímos derrotados. Ainda tenho que colocar um maior padrão de jogo para o time e acho que é precipitado tentar identificar um favorito ao título”
Duelo: Unisul/Nexxera (4º lugar) x Bento Vôlei (5ºlugar)
José Roberto Guimarães, técnico da Unisul: “Acho que a gente teve um segundo turno bem melhor que o primeiro, quando sofremos muitas derrotas. O time melhorou em todos os fundamentos, principalmente nos contra-ataques, onde éramos irregulares. Agora, porém, é a fase mais importante, onde tudo tem que estar bem. O Bento é um adversário muito perigoso, que tem um bom saque e é muito consistente. Estou esperando dificuldades e acredito que haverá a terceira partida. Mas é lógico que existe um otimismo na Unisul e garanto que vamos lutar. A gente chega no momento ideal. Quanto ao campeonato, tudo pode acontecer: qualquer uma das oito equipes pode ser campeã”.
Carlos Castanheira (Cebola), técnico do Bento Vôlei: “Jogamos até agora desenvolvendo jovens com grande potencial, que possuem disciplina tática e comprometimento. Isso fez com que o Bento fosse uma das oito melhores equipes do Brasil. Nossos atletas ainda estão em formação e tem muito a crescer em todos os fundamentos. Acredito que no duelo contra a Unisul, o momento vai decidir o vencedor. Se a gente colocar a nossa estratégia em prática, acredito que saímos com a vitória, não importa se jogando duas ou três partidas. Não há favoritos: o partir dos playoffs o campeonato começa a ser jogado de outra forma e qualquer adversário é difícil”.
Superliga masculina: os detalhes serão fundamentais

“Este é o campeonato mais aberto que eu já vi”. Foi assim que o técnico da Unisul/Nexxera, José Roberto Guimarães, campeão olímpico em Barcelona-1992, definiu a atual edição da Superliga masculina de Vôlei, cujas quartas-de-final começam neste sábado. E não é só ele que acredita na equivalência de forças da competição, que está se revelando um grande celeiro de novos nomes e é uma das mais equilibradas dos últimos tempos.

“Não há favoritos: qualquer um dos oito times classificados pode ser campeão”, acredita Carlos Castanheira, o Cebola, que dirige o Bento Vôlei, quinto colocado na primeira fase e adversário justamente da Unisul no primeiro duelo dos playoffs. “O que vai definir os resultados daqui para frente é o grupo. Quem tiver uma maior unidade vai conseguir avançar”, analisa. Os dois times terminaram a primeira fase com o menor número de pontos: 36. A Unisul só conseguiu o mando de quadra porque perdeu apenas cinco sets menos nas 22 partidas que realizou.

A classificação final da primeira fase apontou uma diferença de apenas oito pontos entre o Telemig Celular/Minas, primeiro colocado, e a Ulbra/Ferraz/SPFC, que se classificou na oitava e última posição. No ano passado, a distância entre o primeiro e o oitavo ficou em dez pontos. Além disso, a Ulbra chegou a liderar a disputa em algumas rodadas e, inclusive, bateu o Minas atuando em Belo Horizonte, na primeira rodada da competição.

“Não há favoritos. Vários times têm chances”, comenta o ponteiro Samuel Fuchs, um dos principais jogadores da equipe mineira, que, com otimismo, tenta justificar a derrota para a Ulbra. “Perdemos na primeira rodada, que é sempre tensa e tem toda a ansiedade da estréia. Agora o time tem se portado bem e as peças estão se encaixando. Estamos em uma crescente, porém não somos favoritos”, emenda. Por conta de uma contusão no joelho direito, o jogador passou por uma artroscopia na última quarta-feira e não vai atuar durante as quartas-de-final.

Técnico da Cimed, que ficou com a vice-liderança, Renan Dal Zotto, também acredita em duelos muito disputados, com uma pequena vantagem para os primeiros colocados. “Todos os duelos estão equilibrados. Talvez o Minas esteja um pouco à frente, mas todos os jogos da primeira fase foram muito iguais”, comenta. Último time a perder a invencibilidade, a Cimed, que passará a contar com o experiente Carlão regularmente, vai enfrentar justamente quem lhe impôs a primeira derrota na competição, a Wizard/Campinas, sétima colocada. “Como na primeira fase ganhamos uma e perdemos outra partida, acho que será um tira-teima. Será um playoff difícil”, afirma Percy Oncken, que comanda o time paulista.

Atual campeão, o Banespa/São Bernardo enfrenta a On Line. O duelo entre as duas equipes também está empatado em uma vitória para cada lado. “Os dois times tem total conhecimento um do outro. Este confronto está muito parelho”, concorda o treinador Jorge Schmidt, que também promete dar trabalho para o time do ABC. Bom para os fãs de vôlei que devem acompanhar grandes partidas.

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