| Confira
as expectativas dos times |
Duelo: Rexona/Ades (1º
lugar) x Flamengo/Governo do Estado do Rio (8º
lugar)
Bernardinho, técnico do Rexona: “A
atenção tem que ser redobrada a partir
de agora. Algumas jogadoras da nossa equipe enfrentam
alguns problemas de saúde, o que tem atrapalhado
um pouco o desempenho do time. O Flamengo é um
time que vem crescendo, fez uma ótima partida
contra o Macaé e vem com tudo para cima da gente,
querendo a classificação. Jogarão
sem responsabilidade. Todo cuidado é pouco”.
Sérgio Negrão, técnico
do Flamengo: “Apesar de terminarmos
a fase classificatória em oitavo lugar, acho
que fizemos uma boa campanha. A expectativa é
fazer boas partidas. Se jogarmos bem e o Rexona jogar
mal, podemos vencer. Espero que elas não entrem
100%, embora eu ache que o Bernardinho não vai
deixar isso acontecer. O time delas é muito forte
no ataque e tem uma das melhores levantadoras do mundo.
Temos que sacar forte para impedir que a bola chegue
bem na mão dela. É um time completo, em
que fica difícil apontar alguma falha. Temos
que nos superar”.
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Duelo: Finasa/Osasco (2º
lugar) x Fiat/Minas (7º lugar)
Paulo Coco, técnico do Osasco:
“Fizemos uma boa primeira fase, onde terminamos
na segunda colocação. Não conseguimos
a liderança, mas só o fato de termos o
mando contra seis equipes é bom. Sofremos com
a irregularidade, pois tivemos que usar muitas jogadoras
diferentes, graças aos problemas de contusão
das atletas e gravidez da Paula. Não deu para
montar um padrão de jogo e espero que a equipe
ainda melhore. Por outro lado, isso me deu um maior
leque de opções: hoje temos nove ou dez
titulares no time. A Monique Adams sofreu um pouco o
nosso sistema de jogo, mas está se adaptando
e vem alternando boas atuações com momentos
irregulares. O Rexona me preocupa porque ainda não
perdeu. Na primeira partida que fizemos contra elas,
estávamos com um time mais estável que
em casa. O parâmetro delas é muito elevado”
Jarbas Soares, técnico do Minas:
“Sinceramente a nossa campanha na primeira
fase não foi o que a gente esperava. Mesmo sendo
um time novo, a posição que alcançamos
não foi o que estava planejado. Sofremos com
a falta da Estela, levantadora de 35 anos que contratamos
para dar experiência ao grupo nos momentos difíceis
e torceu o joelho antes da Superliga. Acredito que podemos
vencer o Osasco, porque derrotamos duas vezes o Pinheiros,
que bateu o time delas. É uma equipe forte, com
jogadoras de seleção e espero que o time
cresça”.
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Oi/Macaé (3º
colocado) x Brasil Telecom (6º colocado)
Luziomar de Moura, técnico do Macaé:
“A primeira fase correu como o planejado e
terminamos entre os quatro primeiros. Ficamos perto
dos líderes, mas isso não nos ilude: não
vamos ter facilidade e estou concentrando o grupo para
manter a pegada contra o Brasil Telecom. Agora, temos
que nos aplicar aos treinamentos para conseguir a inédita
vaga na semifinal, pois retrospecto não vale
nada. Osasco e Rexona são equipes tradicionais,
mas vamos lutar para evitar essa final antecipada”
William Carvalho, técnico da Brasil Telecom:
“Serão jogos difíceis. Elas
tiveram campanha bem melhor do que a nossa, embora o
meu time tenha crescido muito nos últimos jogos.
Nosso time treinou muito e está concentrado.
Vamos precisar sacar bem porque o ataque delas é
forte, com jogadoras experientes, como Érika
e Elisângela. Além disso, tem a Marcelle,
da seleção brasileira. Não começamos
bem a competição. Tivemos problemas na
primeira fase classificatória, com contusões
de várias jogadoras e a gravidez da Juliana.
Na segunda fase classificatória, conseguimos
vencer alguns adversários para quem tínhamos
perdido antes e fizemos bons jogos contra Rexona-Ades
e Finasa/Osasco. Começamos a crescer na hora
certa”.
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Pinheiros/Blue Life (4º
colocado) x São Caetano/Mon Bijou (5º colocado)
Cláudio Pinheiro, técnico do Pinheiros.
“Nosso primeiro objetivo, que era se classificar,
foi alcançado. A segunda meta era ter uma boa posição
e isso nós conseguimos também. Fugimos das
principais equipes e agora temos que nos classificar para
as semifinais. Vencemos o Osasco, mas foi na fase de classificação,
quando as equipes ainda estão se acertando. Naquela
hora, eles podiam perder. O confronto contra o São
Caetano será equilibrado e como a campanha dos
dois times é quase igual, vai vencer quem estiver
no melhor momento. Também o São Caetano
na última rodada, mas o valor do confronto foi
apenas moral. Nosso time vem crescendo muito, mas falta
experiência para algumas jogadoras. Pelo decorrer
do campeonato, o Rexona é favorito, mas o Osasco
está fazendo a mesma campanha do ano passado, quando
cresceu na hora certa e foi campeão. Acho que o
Macaé e quem for o quarto semifinalista corre por
fora rumo ao título”.
Antônio Rizola, técnico do São
Caetano. “Nossa campanha foi altamente
positiva. No início da Superliga ninguém
apostava que a gente chegaria na quinta posição.
Acho que conseguimos isso graças à uniformidade
do time. Já alcançamos nosso primeiro objetivo
que era fazer os playoffs contra um adversário
que estivesse no nosso nível. No duelo das quartas,
quem tem a responsabilidade é o Pinheiros, que
venceu os últimos para quatro jogos contra nós.
Não temos nada a perder. O Rexona é a equipe
que tem mais condições de ser campeão.
O único adversário que pode pará-las
é o Osasco. A final só não vai ser
entre os dois se ocorrer uma virada muito grande”
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Superliga feminina: alguém
vai parar o Rexona?
Se o equilíbrio entre as oito equipes marca as quartas-de-final
da Superliga masculina de Vôlei, não é
possível dizer o mesmo da disputa feminina: já
no início da competição, técnicos
e jogadoras apontavam dois favoritos absolutos ao título:
o tricampeão Finasa/Osasco e o forte Rexona/Ades, comandado
pelo técnico Bernardinho. Com bons investimentos e
atletas experientes, o Oi/Macaé corria por fora, mas
era inegável que o troféu estava entre dois
times.
Jogada da fase inicial do torneio, não houve nenhuma
surpresa: os dois favoritos ocuparam as duas primeiras colocações
na classificação geral, com a equipe de Macaé
em terceiro. O que chama a atenção, no entanto,
é a campanha das atuais vice-campeãs, que venceram
todas as 16 partidas que disputaram.
A superioridade do Rexona é tanta que, segundo as
estatísticas da Confederação Brasileira
de Vôlei, o time é o melhor em cinco dos seis
fundamentos analisados: ataque, bloqueio, saque, levantamento
e recepção. Só perde na defesa para o
Osasco e mesmo assim ocupa a segunda colocação
no fundamento. Para não repetir a campanha da temporada
2004/2005, quando também encerrou a primeira fase invicto,
mas perdeu as três partidas da decisão, o Rexona
evita o favoritismo a todo custo. “Muita coisa pode
ser feita para que a gente possa brigar pelo título
e sermos campeões desta vez. Sabemos que não
somos favoritos: apenas estamos na frente neste momento. Temos
a consciência que esta primeira fase é importante
para testes, para a evolução, mas não
decide nada. Temos que trabalhar para aprendermos com as lições
do passado”, comenta Bernardinho.
O próprio time do Osasco não foi capaz de segurar
as rivais do Rexona e perdeu os dois confrontos diretos, inclusive,
tomando um surpreende 3 a 0 dentro de casa. O técnico
Paulo Coco enfrentou sérios problemas com contusões
de jogadoras, caso de Mari, que ainda não está
no melhor de sua forma após passar por uma séria
cirurgia no ombro, e Carol Albuquerque, que sofreu com um
problema no pé. Para piorar, a estrela da equipe, Paula
Pequeno, ficou grávida e teve que ser afastada. Sua
substituta, a norte-americana Monique Adams, alterna altos
e baixos e ainda está se adaptando ao estilo de jogo
do time. Resultado: a equipe acabou surpreendida pelo Pinheiros/Blue
Life e terminou a primeira fase com três derrotas.
A vitória sobre as atuais campeãs, no entanto,
não anima o técnico Cláudio Pinheiro,
que continua apontando Osasco e Rexona como favoritas ao título.
O time da capital, inclusive, terá um duelo bastante
interessante pela frente e vai enfrentar o São Caetano/Mon
Bijou, time que bateu o Macaé e tem um campanha bastante
parecida. A única diferença entre as equipes
é o confronto direto, que aponta uma vantagem de 2
a 0 para o Pinheiros.
Terceiro colocado, o Macaé, por sua vez, vai enfrentar
o Brasil Telecom, que se classificou na sexta posição.
Apesar de contar com jogadoras do porte de Érika, Fofinha,
Marcelle e Elisângela, o técnico Luziomar de
Moura não coloca o time entre os favoritos ao título
e pede cuidado contra as brasilienses, que estão crescendo
na competição. “Só colocaria a
minha equipe no grupo do Rexona e do Osasco se a gente tivesse
vencido eles, e isso não aconteceu. Eu me considero
no segundo bolo, junto com a Brasil Telecom, que tem boas
jogadoras como a Fernanda”, analisou.
Na ponta de baixo da tabela estão o Fiat/Minas, que
esteve nas semifinais da última temporada, e o Flamengo/Governo
do Estado do Rio de Janeiro. Com campanhas muito parecidas
(apenas quatro vitórias em 12 jogos), as duas equipes
lamentam o fato de terem que enfrentar respectivamente Osasco
e Rexona, mas o técnico mineiro, Jarbas Soares, admite
que respirou aliviado quando garantiu a penúltima vaga:
“Quando a situação estava ruim, nosso
objetivo era fugir da oitava colocação para
evitar um duelo contra o Rexona. Teríamos mais dificuldades
de vencer”.
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