Voltar para a home Terça, 02 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
Gazeta Press
Confira as expectativas dos times

Duelo: Rexona/Ades (1º lugar) x Flamengo/Governo do Estado do Rio (8º lugar)
Bernardinho, técnico do Rexona:
“A atenção tem que ser redobrada a partir de agora. Algumas jogadoras da nossa equipe enfrentam alguns problemas de saúde, o que tem atrapalhado um pouco o desempenho do time. O Flamengo é um time que vem crescendo, fez uma ótima partida contra o Macaé e vem com tudo para cima da gente, querendo a classificação. Jogarão sem responsabilidade. Todo cuidado é pouco”.
Sérgio Negrão, técnico do Flamengo: “Apesar de terminarmos a fase classificatória em oitavo lugar, acho que fizemos uma boa campanha. A expectativa é fazer boas partidas. Se jogarmos bem e o Rexona jogar mal, podemos vencer. Espero que elas não entrem 100%, embora eu ache que o Bernardinho não vai deixar isso acontecer. O time delas é muito forte no ataque e tem uma das melhores levantadoras do mundo. Temos que sacar forte para impedir que a bola chegue bem na mão dela. É um time completo, em que fica difícil apontar alguma falha. Temos que nos superar”.

Duelo: Finasa/Osasco (2º lugar) x Fiat/Minas (7º lugar)
Paulo Coco, técnico do Osasco: “Fizemos uma boa primeira fase, onde terminamos na segunda colocação. Não conseguimos a liderança, mas só o fato de termos o mando contra seis equipes é bom. Sofremos com a irregularidade, pois tivemos que usar muitas jogadoras diferentes, graças aos problemas de contusão das atletas e gravidez da Paula. Não deu para montar um padrão de jogo e espero que a equipe ainda melhore. Por outro lado, isso me deu um maior leque de opções: hoje temos nove ou dez titulares no time. A Monique Adams sofreu um pouco o nosso sistema de jogo, mas está se adaptando e vem alternando boas atuações com momentos irregulares. O Rexona me preocupa porque ainda não perdeu. Na primeira partida que fizemos contra elas, estávamos com um time mais estável que em casa. O parâmetro delas é muito elevado”
Jarbas Soares, técnico do Minas: “Sinceramente a nossa campanha na primeira fase não foi o que a gente esperava. Mesmo sendo um time novo, a posição que alcançamos não foi o que estava planejado. Sofremos com a falta da Estela, levantadora de 35 anos que contratamos para dar experiência ao grupo nos momentos difíceis e torceu o joelho antes da Superliga. Acredito que podemos vencer o Osasco, porque derrotamos duas vezes o Pinheiros, que bateu o time delas. É uma equipe forte, com jogadoras de seleção e espero que o time cresça”.

Oi/Macaé (3º colocado) x Brasil Telecom (6º colocado)
Luziomar de Moura, técnico do Macaé: “A primeira fase correu como o planejado e terminamos entre os quatro primeiros. Ficamos perto dos líderes, mas isso não nos ilude: não vamos ter facilidade e estou concentrando o grupo para manter a pegada contra o Brasil Telecom. Agora, temos que nos aplicar aos treinamentos para conseguir a inédita vaga na semifinal, pois retrospecto não vale nada. Osasco e Rexona são equipes tradicionais, mas vamos lutar para evitar essa final antecipada”
William Carvalho, técnico da Brasil Telecom: “Serão jogos difíceis. Elas tiveram campanha bem melhor do que a nossa, embora o meu time tenha crescido muito nos últimos jogos. Nosso time treinou muito e está concentrado. Vamos precisar sacar bem porque o ataque delas é forte, com jogadoras experientes, como Érika e Elisângela. Além disso, tem a Marcelle, da seleção brasileira. Não começamos bem a competição. Tivemos problemas na primeira fase classificatória, com contusões de várias jogadoras e a gravidez da Juliana. Na segunda fase classificatória, conseguimos vencer alguns adversários para quem tínhamos perdido antes e fizemos bons jogos contra Rexona-Ades e Finasa/Osasco. Começamos a crescer na hora certa”.

Pinheiros/Blue Life (4º colocado) x São Caetano/Mon Bijou (5º colocado)
Cláudio Pinheiro, técnico do Pinheiros. “Nosso primeiro objetivo, que era se classificar, foi alcançado. A segunda meta era ter uma boa posição e isso nós conseguimos também. Fugimos das principais equipes e agora temos que nos classificar para as semifinais. Vencemos o Osasco, mas foi na fase de classificação, quando as equipes ainda estão se acertando. Naquela hora, eles podiam perder. O confronto contra o São Caetano será equilibrado e como a campanha dos dois times é quase igual, vai vencer quem estiver no melhor momento. Também o São Caetano na última rodada, mas o valor do confronto foi apenas moral. Nosso time vem crescendo muito, mas falta experiência para algumas jogadoras. Pelo decorrer do campeonato, o Rexona é favorito, mas o Osasco está fazendo a mesma campanha do ano passado, quando cresceu na hora certa e foi campeão. Acho que o Macaé e quem for o quarto semifinalista corre por fora rumo ao título”.
Antônio Rizola, técnico do São Caetano. “Nossa campanha foi altamente positiva. No início da Superliga ninguém apostava que a gente chegaria na quinta posição. Acho que conseguimos isso graças à uniformidade do time. Já alcançamos nosso primeiro objetivo que era fazer os playoffs contra um adversário que estivesse no nosso nível. No duelo das quartas, quem tem a responsabilidade é o Pinheiros, que venceu os últimos para quatro jogos contra nós. Não temos nada a perder. O Rexona é a equipe que tem mais condições de ser campeão. O único adversário que pode pará-las é o Osasco. A final só não vai ser entre os dois se ocorrer uma virada muito grande”
Superliga feminina: alguém vai parar o Rexona?

Se o equilíbrio entre as oito equipes marca as quartas-de-final da Superliga masculina de Vôlei, não é possível dizer o mesmo da disputa feminina: já no início da competição, técnicos e jogadoras apontavam dois favoritos absolutos ao título: o tricampeão Finasa/Osasco e o forte Rexona/Ades, comandado pelo técnico Bernardinho. Com bons investimentos e atletas experientes, o Oi/Macaé corria por fora, mas era inegável que o troféu estava entre dois times.

Jogada da fase inicial do torneio, não houve nenhuma surpresa: os dois favoritos ocuparam as duas primeiras colocações na classificação geral, com a equipe de Macaé em terceiro. O que chama a atenção, no entanto, é a campanha das atuais vice-campeãs, que venceram todas as 16 partidas que disputaram.

A superioridade do Rexona é tanta que, segundo as estatísticas da Confederação Brasileira de Vôlei, o time é o melhor em cinco dos seis fundamentos analisados: ataque, bloqueio, saque, levantamento e recepção. Só perde na defesa para o Osasco e mesmo assim ocupa a segunda colocação no fundamento. Para não repetir a campanha da temporada 2004/2005, quando também encerrou a primeira fase invicto, mas perdeu as três partidas da decisão, o Rexona evita o favoritismo a todo custo. “Muita coisa pode ser feita para que a gente possa brigar pelo título e sermos campeões desta vez. Sabemos que não somos favoritos: apenas estamos na frente neste momento. Temos a consciência que esta primeira fase é importante para testes, para a evolução, mas não decide nada. Temos que trabalhar para aprendermos com as lições do passado”, comenta Bernardinho.

O próprio time do Osasco não foi capaz de segurar as rivais do Rexona e perdeu os dois confrontos diretos, inclusive, tomando um surpreende 3 a 0 dentro de casa. O técnico Paulo Coco enfrentou sérios problemas com contusões de jogadoras, caso de Mari, que ainda não está no melhor de sua forma após passar por uma séria cirurgia no ombro, e Carol Albuquerque, que sofreu com um problema no pé. Para piorar, a estrela da equipe, Paula Pequeno, ficou grávida e teve que ser afastada. Sua substituta, a norte-americana Monique Adams, alterna altos e baixos e ainda está se adaptando ao estilo de jogo do time. Resultado: a equipe acabou surpreendida pelo Pinheiros/Blue Life e terminou a primeira fase com três derrotas.

A vitória sobre as atuais campeãs, no entanto, não anima o técnico Cláudio Pinheiro, que continua apontando Osasco e Rexona como favoritas ao título. O time da capital, inclusive, terá um duelo bastante interessante pela frente e vai enfrentar o São Caetano/Mon Bijou, time que bateu o Macaé e tem um campanha bastante parecida. A única diferença entre as equipes é o confronto direto, que aponta uma vantagem de 2 a 0 para o Pinheiros.

Terceiro colocado, o Macaé, por sua vez, vai enfrentar o Brasil Telecom, que se classificou na sexta posição. Apesar de contar com jogadoras do porte de Érika, Fofinha, Marcelle e Elisângela, o técnico Luziomar de Moura não coloca o time entre os favoritos ao título e pede cuidado contra as brasilienses, que estão crescendo na competição. “Só colocaria a minha equipe no grupo do Rexona e do Osasco se a gente tivesse vencido eles, e isso não aconteceu. Eu me considero no segundo bolo, junto com a Brasil Telecom, que tem boas jogadoras como a Fernanda”, analisou.

Na ponta de baixo da tabela estão o Fiat/Minas, que esteve nas semifinais da última temporada, e o Flamengo/Governo do Estado do Rio de Janeiro. Com campanhas muito parecidas (apenas quatro vitórias em 12 jogos), as duas equipes lamentam o fato de terem que enfrentar respectivamente Osasco e Rexona, mas o técnico mineiro, Jarbas Soares, admite que respirou aliviado quando garantiu a penúltima vaga: “Quando a situação estava ruim, nosso objetivo era fugir da oitava colocação para evitar um duelo contra o Rexona. Teríamos mais dificuldades de vencer”.

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