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Foto: Gazeta Press

Fabiana obteve resultados consistentes no primeiro
semestre, mas precisa confirmá-los no circuito
europeu
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| NA
BRIGA DO PAN |
| Na briga
do Pan Os nomes que defenderão o Brasil no atletismo
do Pan do Rio de Janeiro só serão conhecidos no
ano que vem. De acordo com a CBAt, os campeões de
cada prova no Troféu Brasil de 2007, marcado para
1º de junho, e o primeiro colocado do ranking brasileiro
de adultos garantem convocação.
No caso de um mesmo atleta figurar como dono
das duas vagas, será convocado o subseqüente do
ranking.
A exceção está nos revezamentos, onde as equipes
serão compostas pelos três melhores classificados
nas provas de 100m e 400m do Troféu Brasil, os
dois melhores classificados do ranking brasileiro
de adultos no ano da competição, além de um atleta
indicado pelo treinador das provas. |
Por Carolina Canossa, especial para a GE.Net
Depois de anos dependente de nomes como Claudinei Quirino,
André Domingos, Vicente Lenílson, Sanderlei Parrella e
mais recentemente de Jadel Gregório, Vanderlei Cordeiro
e Maurren Higa Maggi, o atletismo brasileiro convive com
a expectativa de que novas promessas consigam se firmar
no cenário nacional e mundial.
A necessidade de trabalho e resultados é urgente.
A pouco mais de um ano do Pan 2007, que será realizado
entre 13 a 29 de julho, os atletas se esforçam para
assegurar vaga na competição e para angariar prestígio
que lhes coloquem com possibilidades de medalha no evento
mais importante para os brasileiros no próximo ano.
Com excelentes resultados em categorias juvenis e
adultas, aos poucos, jovens como Fabiana Murer, Jefferson
Sabino, Rogério Bispo e Franciela Krasucki mostram que
têm chances reais de levar uma medalha no evento carioca,
tornando-se boas surpresas para a torcida nacional.
Em comum, todos possuem a mesma empolgação para a disputa
do Pan, além da confiança de técnicos renomados como
Nélio Moura e Adriano Vitorino. Entretanto, assim como
estímulo, eles recebem dos treinadores forte cobrança
para manter o alto nível.
Com a autoridade de quem treina Maurren Higa Maggi
e já trabalhou com Jadel Gregório, Nélio garante que
o aparecimento e os resultados desses jovens atletas
não se deram por acaso. “Na verdade, para nós técnicos,
esses desempenhos já eram esperados. De 2002 para cá,
temos comentado que esta é uma geração muito promissora
de juvenis. E o bom é que vários estão conseguindo dar
o passo seguinte, que é ser tornar bons competidores
adultos”, comenta Moura, que treina Sabino, Keila e
Bispo. “Estamos muito contente com os resultados obtidos
este ano”, garante.
Treinador de Franciela, Adriano Vitorino concorda.
“Grandes valores vêm aparecendo nos últimos quatro ou
cinco anos no masculino e um pouco mais recentemente
no feminino”, explica o técnico.
Os dois também estão juntos ao apontar a causa para
este aparecimento: os programas sociais que abrem espaço
para a prática do atletismo. “Alguns lugares do Brasil
têm feito um bom trabalho com a base no atletismo. O
Rogério e o Jefferson mesmo saíram do Projeto Futuro
de São Paulo”, explica Moura, que se envolve pessoalmente
com o programa.
“É nos projetos sociais que começa a nova geração”,
resume Vitorino, que ressalta, porém, que a propensão
de uma criança ou adolescente para o esporte continua
sendo fundamental. “Os resultados da Fran vêm de um
trabalho de base e são conseqüência de fatores como
talento e características físicas ideais para a corrida.
Ela também costuma se cobrar muito sozinha, nunca deixou
de treinar. O atletismo é uma coisa que ela gosta de
fazer”, lembra.
De acordo com os especialistas, o maior problema para
os jovens é conseguir manter o mesmo patamar atuando
na categoria adulta. “A dificuldade vai ser muito maior
daqui para frente” alerta Vitorino. “Não existe milagre:
o segredo é trabalhar. Aumenta a nossa responsabilidade,
mas também a nossa motivação”, emenda.
Moura, por sua vez, ressalta que os jovens, ao menos
por enquanto, estão lidando bem com a pressão das competições
adultas. “Eles já estão muito bem orientados e sabem
que o grande momento para a carreira deles será em 2007,
com o Pan. Não tenho preocupação, pois eles são bastante
responsáveis”, afirma.
Apesar do bom cenário, tanto Vitorino quanto Moura
acreditam que a situação poderia ser bem melhor, se
houvesse maior investimento na modalidade. “Pela quantidade
de crianças que nós temos, poucas estão praticando atletismo.
Falta capacitação dos professores de Educação Física
e comunicação entre os treinadores e a escola”, analisa
o treinador de Franciela.
“Dava para ter um trabalho muito maior porque a molecada
tem qualidade. O número de projetos ainda é insuficiente
para o Brasil se tornar uma potência olímpica”, completa
Moura. “A gente espera que essa geração honre os seus
antecessores. Agora temos muitos atletas na elite da
maioria das provas. Dentro do que está previsto, é um
cenário promissor”, resume. |