Voltar para a home Terça, 02 de Dezembro de 2008 Home Fale conosco. Receba o boletim   Ir para a Gazeta Press
 
Home
Últimas notícias
Bastidores
Parapan-americano
Medalhas Parapan
Medalhas
País
EUA 97 88 52
Cuba 59 35 41
Brasil 52 40 65
Canadá 39 45 54
México 17 24 31
Quadro completo
Medalhas do Brasil
Agenda/Resultados
S
T
Q
Q
S
S
D
9
10
11
23 24 25 26 27 28 29
Tabelas
Basquete masc l fem
Futebol masc l fem
Handebol masc l fem
Vôlei masc l fem
Futsal
Especiais
Equipe Brasileira
Países Participantes
Ingressos
Modalidades
Sedes
Papéis de parede
Na rede

 ‡ especiais ‡
23/11/2006
Rio-2007:
quem te viu, quem te vê
Comunidade reclama
de perda social

Por Marta Teixeira

Quem olha os números dos investimentos imagina que o projeto inicial para os Jogos Pan-americanos de 2007 ganhou estofo desde a apresentação da candidatura. Mas as aparências enganam. Apesar de o orçamento para o evento ter mais do que dobrado (de US$ 225 milhões para cerca de US$ 590 milhões), pela dificuldade de se encontrar parceiros privados para viabilizar as propostas, o Rio-2007 perdeu em dimensões.

Algumas sedes saíram da lista original e outras tiveram sua destinação alterada como o Miécimo da Silva, que seria a casa do futsal, mas agora vai receber o caratê, a patinação e o squash. No Complexo Esportivo João Havelange, o sonho de combinar as instalações de competição (futebol e atletismo) a um Centro Olímpico de Treinamento de primeiro mundo foi adiado. Sem recursos para tocar os dois projetos, a opção da organização foi desvincular as iniciativas.
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Foto: Djalma Vassão/Gazeta Press
Presidente da RioUrbe avisa: Prefeitura pode até ajudar no COT, mas não para o Pan

A construção do João Havelange, responsabilidade da Prefeitura carioca, saiu do papel, enquanto o COT ainda espera na fila. “Este é um projeto do Comitê Olímpico e será totalmente custeado com recursos de captação que (o COB) venha a fazer”, explica o presidente da RioUrbe, João Luis Reis da Silva.

Com as despesas na obra do estádio duplicadas, manter o projeto do Centro, que começou a ser idealizado em 1992, ficou inviável. Entretanto, a administração municipal mantém a chama acesa. “Pode ser que no futuro a Prefeitura venha até, em uma parceria, ajudar na construção, mas não para o Pan”, completa Silva.

A cidade também sofreu com a limitação de recursos para os projetos prometidos. Novos viadutos, reurbanização de vias, ampliação do metrô. Muito foi prometido no caderno de candidatura da Cidade Maravilhosa, mas hoje pouca coisa resta como provável realidade.

Provável, porque em todas as sedes em construção, as obras no entorno (responsabilidade da Prefeitura) ainda estão em fase de licitação ou pior, como no caso da Vila Pan-americana, paralisada por suspeita de irregularidade.

Região escolhida para receber o evento, a Barra seria "premiada" com o prolongamento da rede de metrô, com a criação da linha 4, o que deveria facilitar também o acesso do público aos locais de disputa. A obra beneficiaria a população carioca de forma direta, mas foi vetada porque não fazia parte do orçamento municipal.

Propostas como a criação do Transpan (primo-irmão do malfadado fura-fila paulista e que ligaria o aeroporto de Jacarepaguá à Barra) e a duplicação da via de ligação Lagoa/Barra tiveram o mesmo fim. Ambos porque exigiriam investimentos elevados, não previstos anteriormente. Isso somado ao calendário dos Jogos tornou a proposta impraticável.

O lado social do evento também sofreu um desvio de rota. No dia em que o Rio bateu a cidade norte-americana de San Antonio na disputa, o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman declarou: “Os legados serão imensos, sobretudo na parte social, já que estará em curso um programa de desenvolvimento do esporte e inclusão social”.

A iniciativa foi encampada com auxílio do Ministério do Esporte com o programa Segundo Tempo PanSocial, funcionando em 250 núcleos próximos aos locais em que serão realizados os Jogos. Neles, os jovens têm acesso a atividades esportivas e sócio-educativas como aulas de informática, teatro, dança etc, de acordo com o perfil de necessidade da região. Entretanto, outras atividades de incentivo ao esporte acabaram restritas. E há até quem considere que a comunidade acabou perdendo com os Jogos.

Mesmo a utilização do Fundo de Mobilização do Esporte Olímpico, criado pela Prefeitura carioca, está sob suspeita. Em outubro passado, o relatório da Coordenadoria de Auditoria e Desenvolvimento do Tribunal de Contas do Município (TCM) acusou o desvio de quase R$ 11,5 milhões da verba do Fundo para obras na avenida Brasil. O problema é que, por lei, os recursos só poderiam ser utilizados na formação e preparação de atletas para os Jogos ou no patrocínio de eventos esportivos ligados a modalidades olímpicas.
Projetos No papel No concreto
Infra-estrutura urbana Linha 4 do metrô, Transpan, duplicação de vias, grandes intervenções no entorno dos novos equipamentos esportivos Emissário submarino da Barra, restrição das obras de entorno nos novos equipamentos
Instalações Construção de um Centro Olímpico de Treinamento ao lado do Estádio João Havelange Adiado
Projetos Sociais Imensos, no dizer de Nuzman Até o momento, restrito ao Segundo Tempo PanSocial

Rio-2007:
quem te viu, quem te vê
Comunidade reclama
de perda social
 
NETSHOES
Torcedor
Jaqueta Nike Seleção em 12x de R$20,82 s/ juros
Futebol
Chuteira Nike Total 90 a partir de 7x de R$21,41
Volei
Asics Gel Sensei 2 MT em 12 x de R$41,66 s/ juros
Basquete
Fila Bless em até 7x de R$21,41 sem juros
Atletismo
Nike Air Vomero 3 em até 12x de R$41,66 s/ juros
Atlestismo
Asics Gel Nimbus 10 em 12x de R$41,66 s/ juros
Tênis
Raquetes Wilson a partir de 5x de R$21,80
Boxe
Luvas a partir de R$65,90
Ciclismo
Bike Caloi 10 aro 700 em até 12x sem juros
Vôlei de Praia
Bolas Nike a partir de R$43,90
Natação
Maiôs e sungas a partir de R$45,00
Gazeta Esportiva.Net © Todos os direitos reservados à Gazeta Esportiva.Net