Por Elói
Silveira
Foto: Divulgação

Troféu no Pan de Aracaju manteve soberania
regional do Brasil e confiança para novos
vôos |
O ano de 2007 chegou com esperanças renovadas para
a seleção brasileira masculina de handebol. Depois de
temporada completa sob o comando do espanhol Jordi Ribera,
a equipe iniciou no final de dezembro preparação para
o Mundial da Alemanha. E em todos os convocados, o semblante
era de otimismo, nem tanto pelo evento do final de janeiro,
mas muito mais pela chance de formar base forte para os
Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em julho.
Nos treinos em São Bernardo do Campo, é esse o pensamento
do grupo e até mesmo do treinador. Ciente de que boa
colocação no Mundial ainda é sonho distante, todos apostam
que o momento é de ganhar experiência, aproveitar contato
com seleções mais desenvolvidas para não decepcionar
no Rio e garantir vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008
de forma antecipada.
Comandante do “barco” brasileiro, o espanhol Ribera
é quem melhor define o sentimento atual. “Desde o Pan
de Aracaju (em junho de 2006) estamos trabalhando com
o mesmo grupo. O Mundial é importante, claro, mas estamos
aperfeiçoando o que já foi iniciado anteriormente, sempre
com base para o Pan do Rio”, afirma o treinador, que chegou
à seleção em dezembro de 2005.
Neste último ano com Ribera, o Brasil não disputou
competições de porte, mas manteve a soberania regional
ao conquistar o título já citado por ele, no Pan de
Aracaju. Em torneios maiores do passado, porém, os resultados
deixam a desejar. Nas Olimpíadas de Atenas-2004, terminou
em décimo entre 12 participantes, com vitória apenas
sobre o Egito. Em Mundiais, duas participações inexpressivas:
21º lugar em Portugal-2003 e 19º na Tunísia-2005.
| Convocados
para o Mundial |
| Goleiros: Alexandre
Morelli Vasconcelos (Metodista), Flávio Mendes
dos Reis (Metodista), Maik Ferreira dos Santos (Pinheiros)
Armadores: Alexandre Flávio
Folhas (Pinheiros), Bruno Santana (São
Caetano), Claudiomiro de Souza Costa (Londrina),
Fernando Pacheco Filho – Zeba (São
Caetano), Guilherme Rosa de Oliveira (Pinheiros),
Gustavo “Japa” Nakamura Cardoso (Metodista),
Leonardo Tezele Bortolini (Londrina)
Pontas: Danilo Bleinroth Guedes
(Pinheiros), Fábio Ferrarezi Vanini (Pinheiros),
Felipe Borges Dutra Ribeiro (Metodista), Hélio
Lisboa Justino (Metodista), Marcelo Didier Alves
da Silva (Pinheiros), Renato Tupan Rui (Wilhelmsnanever
Verein - Alemanha)
Pivôs: Carlos Luciano
Ertel - Menta (São Caetano), Danilo Paulino
da Silva (Metodista), Jardel Pizzinato (Metodista)
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Por isso mesmo, metas agora na Alemanha são colocadas
em segundo plano, ainda mais após o sorteio das chaves,
que deixou o Brasil ao lado de potências como Alemanha
e Polônia, além da rival Argentina. “Precisamos ser
realistas. O que queremos é nos apresentar bem e mostrar
o que a gente vem treinando. Por enquanto não dá para
apostar em vitórias, mas queremos amadurecer visando
o Pan. Lá lutaremos pelo bi e pela vaga nas Olimpíadas”,
explica Renato Tupan, único jogador do grupo que atua
no exterior, no alemão Wilhelmsnanever Verein.
Quem também divide o pensamento de Tupan é o ponta
Felipe Ribeiro, atleta campeão da Liga Nacional com
a Metodista/São Bernardo. “A Alemanha é difícil, mas
com a Polônia dá para brincar. Contra a Argentina já
dá para querer algo melhor. No Mundial nosso objetivo
é jogar o melhor que pudermos, para que a conseqüência
venha no Pan. Mas quero focar agora no Mundial”, conta.
Mesmo com todas as dificuldades, o que não falta agora
é empenho. A equipe está reunida no ABC paulista desde
o dia 26 de dezembro de 2006, com folgas apenas no feriado
de Ano Novo e embarca no dia 10 de janeiro para a Espanha, onde realiza
a última etapa de treinamento.
Em casa, Jordi Ribera espera dar os toques finais
em um torneio-amistoso contra outras potências que estarão
na Alemanha, a partir do dia 19 de janeiro. “Enfrentaremos
Rússia, Espanha e Polônia, que são rivais de peso na
Europa. Acho que vai ser um intercâmbio positivo até
pelo que falei. O objetivo está para depois”, explica.
“O importante agora vai ser consolidar esse sistema
de jogo, para que a gente possa aos poucos nos aproximar
deles”, encerra.
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