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08/01/2007
Foto Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Rumo ao mundial,
handebol masculino prioriza o Pan
Meta é escola
com jeitinho brasileiro
Feminino ganha força e faz apostas ousadas Estrutura e verbas permitem crescimento

Por Elói Silveira

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Troféu no Pan de Aracaju manteve soberania regional do Brasil e confiança para novos vôos
O ano de 2007 chegou com esperanças renovadas para a seleção brasileira masculina de handebol. Depois de temporada completa sob o comando do espanhol Jordi Ribera, a equipe iniciou no final de dezembro preparação para o Mundial da Alemanha. E em todos os convocados, o semblante era de otimismo, nem tanto pelo evento do final de janeiro, mas muito mais pela chance de formar base forte para os Jogos Pan-americanos do Rio de Janeiro, em julho.

Nos treinos em São Bernardo do Campo, é esse o pensamento do grupo e até mesmo do treinador. Ciente de que boa colocação no Mundial ainda é sonho distante, todos apostam que o momento é de ganhar experiência, aproveitar contato com seleções mais desenvolvidas para não decepcionar no Rio e garantir vaga para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008 de forma antecipada.

Comandante do “barco” brasileiro, o espanhol Ribera é quem melhor define o sentimento atual. “Desde o Pan de Aracaju (em junho de 2006) estamos trabalhando com o mesmo grupo. O Mundial é importante, claro, mas estamos aperfeiçoando o que já foi iniciado anteriormente, sempre com base para o Pan do Rio”, afirma o treinador, que chegou à seleção em dezembro de 2005.

Neste último ano com Ribera, o Brasil não disputou competições de porte, mas manteve a soberania regional ao conquistar o título já citado por ele, no Pan de Aracaju. Em torneios maiores do passado, porém, os resultados deixam a desejar. Nas Olimpíadas de Atenas-2004, terminou em décimo entre 12 participantes, com vitória apenas sobre o Egito. Em Mundiais, duas participações inexpressivas: 21º lugar em Portugal-2003 e 19º na Tunísia-2005.

Convocados para o Mundial
Goleiros: Alexandre Morelli Vasconcelos (Metodista), Flávio Mendes dos Reis (Metodista), Maik Ferreira dos Santos (Pinheiros)

Armadores: Alexandre Flávio Folhas (Pinheiros), Bruno Santana (São Caetano), Claudiomiro de Souza Costa (Londrina), Fernando Pacheco Filho – Zeba (São Caetano), Guilherme Rosa de Oliveira (Pinheiros), Gustavo “Japa” Nakamura Cardoso (Metodista), Leonardo Tezele Bortolini (Londrina)

Pontas: Danilo Bleinroth Guedes (Pinheiros), Fábio Ferrarezi Vanini (Pinheiros), Felipe Borges Dutra Ribeiro (Metodista), Hélio Lisboa Justino (Metodista), Marcelo Didier Alves da Silva (Pinheiros), Renato Tupan Rui (Wilhelmsnanever Verein - Alemanha)

Pivôs: Carlos Luciano Ertel - Menta (São Caetano), Danilo Paulino da Silva (Metodista), Jardel Pizzinato (Metodista)

Por isso mesmo, metas agora na Alemanha são colocadas em segundo plano, ainda mais após o sorteio das chaves, que deixou o Brasil ao lado de potências como Alemanha e Polônia, além da rival Argentina. “Precisamos ser realistas. O que queremos é nos apresentar bem e mostrar o que a gente vem treinando. Por enquanto não dá para apostar em vitórias, mas queremos amadurecer visando o Pan. Lá lutaremos pelo bi e pela vaga nas Olimpíadas”, explica Renato Tupan, único jogador do grupo que atua no exterior, no alemão Wilhelmsnanever Verein.

Quem também divide o pensamento de Tupan é o ponta Felipe Ribeiro, atleta campeão da Liga Nacional com a Metodista/São Bernardo. “A Alemanha é difícil, mas com a Polônia dá para brincar. Contra a Argentina já dá para querer algo melhor. No Mundial nosso objetivo é jogar o melhor que pudermos, para que a conseqüência venha no Pan. Mas quero focar agora no Mundial”, conta.

Mesmo com todas as dificuldades, o que não falta agora é empenho. A equipe está reunida no ABC paulista desde o dia 26 de dezembro de 2006, com folgas apenas no feriado de Ano Novo e embarca no dia 10 de janeiro para a Espanha, onde realiza a última etapa de treinamento.

Em casa, Jordi Ribera espera dar os toques finais em um torneio-amistoso contra outras potências que estarão na Alemanha, a partir do dia 19 de janeiro. “Enfrentaremos Rússia, Espanha e Polônia, que são rivais de peso na Europa. Acho que vai ser um intercâmbio positivo até pelo que falei. O objetivo está para depois”, explica. “O importante agora vai ser consolidar esse sistema de jogo, para que a gente possa aos poucos nos aproximar deles”, encerra.

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